Ridley Scott ainda manda no sci-fi? The Dog Stars responde

Por Leandro Lopes 05/06/2026 às 04:21 4 min de leitura Atualizado: 05/06/2026
Ridley Scott ainda manda no sci-fi? The Dog Stars responde
4 min de leitura

The Dog Stars marca a volta de Ridley Scott à ficção científica no cinema pela primeira vez desde Alien: Covenant, lançado em 2017. O novo filme estreia em 18/08/2026 nos EUA, adapta o romance de Peter Heller e coloca Jacob Elordi e Josh Brolin num mundo destruído por pandemia. A pergunta é outra: depois de quase uma década longe do sci-fi nas telas, Scott volta no modo certeiro ou no piloto automático?

Tem um detalhe importante aí. Ele não está voltando para o espaço.

Na conta exata, também não são “dois meses”. Faltam cerca de 10 semanas até a estreia americana. Ainda assim, o recado é claro: Ridley Scott está de volta ao gênero que ajudou a moldar.

Ridley Scott volta ao sci-fi, mas pisa na Terra

The Dog Stars é um sci-fi pós-apocalíptico com cara de drama de sobrevivência. Bem menos nave, bem mais estrada.

A história acompanha Hig e Bangley em um planeta devastado por uma pandemia global. Quando surge uma transmissão misteriosa, os dois partem em uma jornada perigosa. O tom parece mais próximo de A Estrada (The Road) e Filhos da Esperança (Children of Men) do que de Alien, o Oitavo Passageiro (Alien).

Isso muda bastante a expectativa. Quem entrar esperando outro Perdido em Marte (The Martian) com ciência pop ou outro Blade Runner – O Caçador de Androides (Blade Runner) cheio de filosofia visual pode quebrar a cara. Aqui, a aposta parece ser seca: colapso civilizacional, isolamento e vínculo humano.

Ficha técnica rápida

Item Detalhe
Título original The Dog Stars
Direção Ridley Scott
Base literária The Dog Stars (2012), de Peter Heller
Estúdio / distribuição 20th Century Studios
Elenco citado Jacob Elordi, Josh Brolin
Gênero Ficção científica, pós-apocalíptico, drama de sobrevivência
Estreia nos EUA 18/08/2026

Sem título brasileiro confirmado até agora, o filme segue sendo tratado oficialmente pelo nome original. Também não há nota no Rotten Tomatoes ou Metacritic ainda, o que é normal para um lançamento que nem entrou em circuito.

Desde Alien: Covenant, foram nove anos

Esse intervalo pesa porque Scott não é só mais um diretor de sci-fi. Ele ajudou a desenhar três caminhos bem diferentes do gênero no cinema.

Primeiro, o horror espacial de Alien, o Oitavo Passageiro. Depois, o sci-fi noir de Blade Runner – O Caçador de Androides. Mais tarde, o survival quase pedagógico de Perdido em Marte. The Dog Stars encaixa numa quarta via: sobrevivência terrestre, sem glamour e sem fuga fácil.

Até na TV ele rondou esse terreno com Raised by Wolves. Mas uma coisa é dirigir episódios de série. Outra é voltar ao cinema com um sci-fi próprio, carregando o peso do nome Ridley Scott no cartaz.

Tem ainda o fator elenco. Jacob Elordi vem tentando sair da imagem de galã e buscar projetos mais ásperos. Josh Brolin, por outro lado, já entrega presença de mundo gasto sem precisar forçar muito. Os dois juntos fazem sentido nesse tipo de distopia adulta.

Vale notar outra diferença. Não parece ser um filme de espetáculo espacial ou de criatura monstruosa. O apelo está no clima. Se funcionar, entra naquela faixa de sci-fi que fica mais perto de The Last of Us e Um Lugar Silencioso (A Quiet Place) do que das superproduções cheias de lore.

No Brasil, a parte prática ainda está em aberto

Por enquanto, o que existe de oficial é a estreia em 18/08/2026 nos EUA. Data brasileira, nada.

Também não há confirmação pública de lançamento em streaming no Brasil. Como o projeto é da 20th Century Studios, o caminho mais provável é o cinema primeiro, mas essa etapa local ainda não foi anunciada. Dublagem em português? Também não há confirmação.

Isso importa porque o público daqui costuma descobrir o filme pelo título nacional e pela plataforma. Hoje, The Dog Stars não tem nem uma coisa nem outra divulgada oficialmente para o mercado brasileiro.

Mesmo sem esses detalhes, a volta chama atenção. Scott está com 88 anos e retorna justamente ao gênero em que deixou marcas mais fortes. Só que agora sem alien, sem Marte e sem cyberpunk. Fica a dúvida boa: depois de nove anos, ele ainda consegue reinventar o sci-fi com um mundo destruído aqui na Terra?

Trailer