O Diabo Veste Prada 2 voltou ao centro da conversa por um motivo curioso: a internet passou a repetir que Christopher Nolan teria chamado o filme de “fabuloso”. Só que, antes de comprar o hype, vale olhar para o que está realmente de pé: bilheteria forte, elenco de peso e uma recepção crítica boa, mas longe da euforia.
Mas Nolan falou mesmo? Até agora, essa é justamente a parte mais escorregadia da história.
O elogio de Nolan virou manchete, mas segue sem prova pública
A palavra “fabuloso”, atribuída a Christopher Nolan, circulou rápido. O problema é simples: não apareceu vídeo, áudio ou entrevista publicada com a frase completa em um registro confiável e fácil de checar.
Então o mais seguro hoje é tratar isso como repercussão de imprensa, não como citação fechada. O buzz ajuda? Claro. Só não dá para vender como fato consumado.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Título original | The Devil Wears Prada 2 |
| Título no Brasil | O Diabo Veste Prada 2 |
| Formato | Filme |
| Direção | David Frankel |
| Roteiro | Aline Brosh McKenna |
| Estúdios | 20th Century Studios, Sunswept Entertainment, Wendy Finerman Productions |
| Gênero | Comédia dramática / drama de moda |
| Elenco principal | Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Tracie Thoms e Tibor Feldman |
| Novos nomes no elenco | Kenneth Branagh, Lucy Liu, Simone Ashley, Justin Theroux, Caleb Hearon, B. J. Novak, Pauline Chalamet e Lady Gaga |
| Estreia no Brasil | 30/04/2026 |
| Estreia nos EUA | 01/05/2026 |
| Rotten Tomatoes | 78% |
| Metacritic | 62/100 |
| Bilheteria global inicial | US$ 253 milhões |
| Bilheteria doméstica inicial | cerca de US$ 76,7 milhões a US$ 77 milhões |
| Situação no Brasil | Em cartaz nos cinemas |
O que segura a notícia, no fim, não é Nolan. É o filme em si.
O reencontro do elenco antigo é o verdadeiro motor
Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci de volta. Esse quarteto vende ingresso sozinho, ainda mais em uma sequência que chega quase 20 anos depois do original de 2006.
David Frankel retorna à direção e Aline Brosh McKenna assina o roteiro outra vez. Não é continuação feita no automático com equipe trocada. O estúdio apostou justamente no que o público queria rever.
Na trama, Miranda Priestly enfrenta a decadência das revistas tradicionais. Emily Charlton agora ocupa uma posição poderosa em um grande grupo, e Andy Sachs volta ao jogo.
É uma premissa esperta. Em vez de fingir que o mundo parou em 2006, o filme tenta encarar a crise do impresso, a mudança do mercado de moda e o envelhecimento dessas personagens dentro do próprio sistema.
Crítica boa, mas sem histeria
No Rotten Tomatoes, O Diabo Veste Prada 2 está na faixa de 78%. No Metacritic, aparece com 62/100.
Traduzindo: agradou bastante gente, mas não virou unanimidade. Está acima da média para sequência tardia, só que longe daquele tipo de recepção que redefine a conversa do ano.
Isso combina com a impressão que o filme passa de fora. O público comprou o retorno das personagens, enquanto a crítica parece ter gostado mais da química do elenco e do comentário sobre poder do que de qualquer reinvenção radical.
Funciona. Só não parece ser terremoto cultural no nível que algumas manchetes tentaram vender.
US$ 253 milhões deixam a sequência em posição forte
Os números, esses sim, falam alto. A sequência já soma cerca de US$ 253 milhões no mundo e aparece em sexto lugar no ranking global do momento.
Nos Estados Unidos, a largada doméstica ficou na casa de US$ 76,7 milhões a US$ 77 milhões. Para uma comédia dramática adulta, sem super-herói e sem explosão vendida em trailer, é resultado forte.
Tem outro detalhe aí. O filme pega um público que Hollywood costuma subestimar: adulto, nostálgico e disposto a sair de casa por personagens conhecidos, não só por franquia de ação.
Sobre a conversa de que teria sido a maior pré-venda do ano na Ingresso.com, eu pisaria no freio. Sem relatório público da plataforma, esse tipo de frase entra mais no campo do barulho de mercado do que no da estatística fechada.
Quase 20 anos depois, a franquia ainda encaixa no presente
O original virou referência de cultura pop porque juntava moda, humilhação corporativa e atuação afiada de Meryl Streep. Não era só filme de figurino bonito. Era disputa de poder disfarçada de glamour.
A continuação acerta ao mexer no mesmo nervo. Revistas em crise, chefes tentando sobreviver e relações profissionais contaminadas por ego continuam sendo assunto bem atual.
Lady Gaga, Lucy Liu e Kenneth Branagh entram nessa equação para ampliar o alcance da campanha. Ajuda no marketing, claro. Mas o coração da venda ainda está no confronto entre Miranda, Andy e Emily.
Nos cinemas do Brasil por enquanto
O Diabo Veste Prada 2 estreou em pré-estreia no Brasil em 30/04/2026 e segue em cartaz. A oferta de sessões legendadas e dubladas depende da rede e da cidade, então vale checar direto no cinema da sua região.
No streaming, nada por enquanto. O filme ainda não tem data oficial para entrar em catálogo no Brasil, e a janela mais provável deve vir só depois da corrida nos cinemas — o que faz sentido, porque US$ 253 milhões na largada não são número de filme que o estúdio vai tirar de cartaz cedo.