O Diabo Veste Prada 2 estreou nos cinemas em 1º de maio de 2026 e arrecadou US$ 233,6 milhões em sua semana de abertura global. O resultado superou em 30% as projeções dos estúdios — que cravavam US$ 180 milhões — e consolida a sequência da 20th Century Studios como uma das maiores estreias femininas da década. Trata-se do retorno de Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci aos papéis que viraram fenômeno cultural em 2006.
Os números que ninguém esperava
A bilheteria global é histórica para o gênero. Em primeiro lugar, o filme arrecadou US$ 77 milhões nos Estados Unidos no fim de semana de abertura — quase três vezes o desempenho doméstico do original em 2006, que abriu com US$ 27,5 milhões. Em outras palavras, em três dias o reboot já fez o que o filme original demorou cerca de duas semanas para fazer.
Em paralelo, os mercados internacionais foram igualmente generosos. Por consequência, US$ 156,6 milhões vieram de fora dos EUA, com Europa liderando (US$ 78 milhões), seguida por Ásia-Pacífico (US$ 40 milhões) e América Latina (US$ 38,5 milhões). Trata-se da segunda maior estreia global de 2026, atrás apenas de Super Mario Galaxy: O Filme.
Por que esse desempenho é raro
Sequências com mais de 15 anos de espera costumam fracassar. Em primeiro lugar, há um padrão histórico de queda em filmes que demoram a sair — bilheteria de abertura tipicamente metade ou um terço do original. Em outras palavras, O Diabo Veste Prada 2 quebrou a curva esperada e entregou o oposto.
Em paralelo, o público feminino e jovem foi a base. Por consequência, o filme recebeu CinemaScore A- — uma das maiores notas de público para um título com protagonismo feminino em anos. Em resumo, a recepção mostra que existia demanda represada que estúdios menores raramente reconhecem.
Stanley Tucci voltou apesar dos rumores
O ator era a maior dúvida do elenco até semanas antes da estreia. Em primeiro lugar, havia rumores fortes de que Stanley Tucci não voltaria como Nigel — agenda apertada com The Bear e produções da Apple TV+. Em outras palavras, Tucci só confirmou presença em fevereiro de 2026, três meses antes do lançamento.
Em paralelo, o retorno do quarteto completo (Streep + Hathaway + Blunt + Tucci) virou argumento central de marketing. Por consequência, a Disney conseguiu vender a sequência como reencontro nostálgico — não apenas extensão de franquia. Por isso, o público respondeu em massa.
A trama em Milão e o renascimento da Runway
A história sai de Nova York. Em primeiro lugar, a sequência se passa em Milão, com Andy Sachs (Anne Hathaway) sendo contratada novamente para ajudar Miranda Priestly (Meryl Streep) a reerguer a reputação da revista Runway, que enfrenta crise diante da queda da imprensa tradicional de moda.
Em paralelo, David Frankel volta à direção e Aline Brosh McKenna ao roteiro — manutenção da equipe original que sustenta o tom. Por consequência, há continuidade autoral rara em sequências de longa pausa. Em resumo, a Disney apostou em não reinventar o que funcionou. Pode acompanhar todos os detalhes na ficha completa do filme no IMDb.
Quando chega ao streaming
Não há data oficial confirmada. No entanto, o padrão atual da Disney para produções 20th Century Studios é janela de 60 a 90 dias entre cinema e streaming. Em paralelo, a chegada provável é entre julho e agosto de 2026 no Disney+ Brasil, dependendo da resistência da bilheteria nas próximas semanas.
Em paralelo, há possibilidade de o filme ficar mais tempo em cartaz se a curva de retenção for forte. Por consequência, fãs no Brasil podem ter que esperar até setembro caso a bilheteria global continue acima dos US$ 100 milhões por semana.
O que isso significa para Hollywood
O resultado recalibra apostas em sequências femininas. Em primeiro lugar, executivos de estúdio costumavam tratar continuações de filmes com protagonismo feminino como nicho — agora têm dado verde para Mamma Mia 3, Bridget Jones 4 e outras franquias paradas. Em outras palavras, O Diabo Veste Prada 2 virou caso de estudo interno.
No fim das contas, a sequência chega como prova de que existe um mercado massivo subatendido — público que cresceu junto com o original e voltou ao cinema com vontade. Resta saber se o filme sustenta a curva nas próximas três semanas ou se vai cair rapidamente como sequels recentes da Disney. A próxima virada de chave depende de boca a boca e da temporada de prêmios em paralelo.