75% no Rotten Tomatoes. Pela primeira vez em 30 anos de adaptações, um filme de Mortal Kombat conseguiu o selo Certified Fresh. Mortal Kombat 2 estreou nos cinemas brasileiros em 8 de maio com Karl Urban como Johnny Cage, recorde absoluto de aprovação na franquia e arrecadação de US$ 5,2 milhões só nas pré-estreias americanas. A sequência que ninguém apostava virou a melhor adaptação live-action do videogame até hoje.
Por trás do salto está Simon McQuoid, mesmo diretor do reboot de 2021, agora com roteiro de Jeremy Slater (The Umbrella Academy, Moon Knight). A Warner Bros. distribui pelo mundo com estimativa de abertura global entre US$ 70 e 80 milhões — número que sozinho já supera toda a bilheteria mundial do filme anterior, que arrecadou US$ 84 milhões no acumulado.
Karl Urban como Johnny Cage muda o jogo
O personagem mais aguardado da franquia ficou de fora do reboot de 2021 propositalmente. McQuoid e os produtores guardaram Johnny Cage pra sequência, e Karl Urban (The Boys, Star Trek) pegou o papel. Trata-se de aposta que rendeu — boa parte das críticas positivas creditam ao ator a química necessária pra tirar o filme do lugar comum.

O Johnny Cage de Urban não é o galã engomado do videogame. É uma estrela de ação dos anos 90 em decadência, vivendo de fim de carreira em filmes B até ser arrastado pro torneio interdimensional. A Rolling Stone Brasil definiu como “a melhor adaptação live-action de Mortal Kombat até agora”, elogiando a aposta no excesso estilizado em vez da seriedade que travou o original.
Ficha técnica
| Título original | Mortal Kombat II |
| Direção | Simon McQuoid |
| Roteiro | Jeremy Slater |
| Distribuidora | Warner Bros. Pictures (via New Line Cinema) |
| Estreia Brasil | 8 de maio de 2026 (cinemas) |
| Gênero | Ação, fantasia, artes marciais |
| Rotten Tomatoes | 75% críticos / 90% audiência |
| Recorde | 1ª adaptação live-action de MK a receber Certified Fresh |
| Bilheteria pré-estreia (EUA) | US$ 5,2 milhões |
| Abertura global projetada | US$ 70-80 milhões |
O que mudou em relação ao original
O reboot de 2021 fechou em 54% no Rotten Tomatoes — número honesto pra adaptação de game, mas insuficiente pra alavancar a franquia. Boa parte das críticas naquele momento apontava o protagonismo de Cole Young, personagem inventado pra servir de ponte entre o público e o universo dos lutadores clássicos. A maior decisão da sequência foi descartar Cole no início do filme — Lewis Tan ainda aparece no elenco, mas a história roda em torno dos personagens canônicos.

Em paralelo, a estrutura de torneio que define o jogo desde 1992 finalmente aparece em tela. McQuoid abraça o formato e entrega doze lutas distribuídas pelo segundo e terceiro atos, com fatalities visíveis e regras claras. A SlashFilm cravou 8 de 10 e justificou: o filme prova que “desenvolvimento de personagem e estrutura de torneio não são mutuamente exclusivos” — algo que o reboot anterior não conseguiu equilibrar.
O elenco do torneio
- Karl Urban — Johnny Cage (estrela em decadência puxada pro torneio)
- Hiroyuki Sanada — Scorpion / Hanzo Hasashi (volta do filme anterior)
- Joe Taslim — Bi-Han / Sub-Zero / Noob Saibot (papel duplo)
- Ludi Lin — Liu Kang
- Adeline Rudolph — Kitana (estreia, lealdade conflitada)
- Tati Gabrielle — Jade (estreia)
- Tadanobu Asano — Lord Raiden
- Josh Lawson — Kano
- Martyn Ford — Shao Kahn (vilão central)
- Mehcad Brooks — Jax
Adeline Rudolph como Kitana e Tati Gabrielle como Jade entram na franquia depois que o reboot de 2021 sofreu com elenco feminino reduzido. Por outro lado, Martyn Ford — fisiculturista britânico — assume Shao Kahn, o vilão que o cliffhanger do filme anterior preparou desde 2021.
A divisão da crítica internacional
O selo Certified Fresh não veio sem ressalva. ScreenRant deu 4 de 10 e foi direto: “Alguém envolvido nessa franquia claramente não acredita que a estrutura de torneio possa ser interessante o suficiente por si só.” A crítica aponta que o filme dispersa a narrativa numa subtrama do amuleto roubado e desconecta as lutas da história principal. Acaba sendo o tipo de leitura que rachou a recepção em duas frentes.
De um lado, defensores como Rolling Stone BR, SlashFilm e Cinepop celebram a aposta no excesso. Do outro, ScreenRant e parte da imprensa especializada em videogames veem mais um filme que entende as peças mas não monta o quebra-cabeça. O produtor Todd Garner reagiu publicamente às críticas negativas e destacou os 90% de aprovação da audiência (500+ verified ratings) e o Certified Fresh inédito.
O ending que prepara Mortal Kombat 3
O filme termina com Earthrealm vencendo o torneio e quebrando o ciclo de derrotas que durava 10 ciclos. Trata-se de fechamento narrativo claro, mas com várias mortes pesadas no caminho. Cole Young (Lewis Tan) é eliminado cedo. Kung Lao (Max Huang) cai num movimento brutal. Jax (Mehcad Brooks) também não sobrevive. Shao Kahn é decapitado por Kitana usando os próprios leques dela.

Por isso o terceiro filme já está em desenvolvimento. Em outubro de 2025, a New Line confirmou que Jeremy Slater volta como roteirista. Os ganchos plantados aqui apontam pra Shang Tsung como vilão central da próxima fase, com o Amuleto de Shinnok introduzindo o Elder God caído. Liu Kang some em chamas no fim — sinal de que ele volta com poder maior. Quan Chi é capturado por Kano, abrindo arco de necromancia.
Disponível nos cinemas
O filme entrou em cartaz nacional em 8 de maio em salas regulares e IMAX. A distribuição é da Warner Bros. Pictures, que aposta na sequência como motor de uma trilogia consolidada. A versão dublada e legendada estão disponíveis em todas as redes.
Trailer
A pergunta que fica depois dos créditos não é se vai ter terceiro filme — está confirmado. É quanto a Warner vai apostar em Mortal Kombat 3 agora que finalmente conseguiu Certified Fresh. Em 30 anos de tentativas, a franquia que nasceu como sangue digital nos arcades enfim entendeu que o segredo nunca foi parecer sério. Era abraçar o exagero como linguagem.