Sinopse
Vinte anos depois de aprender a dura cartilha da revista Runway, Andy Sachs (Anne Hathaway) recebe um pedido inesperado: voltar para ajudar Miranda Priestly (Meryl Streep). A editora-chefe que outrora foi seu pesadelo agora enfrenta o desmoronamento do império que comandou por décadas — a imprensa de moda perdeu poder, anunciantes migraram para o digital e a Runway corre risco real de fechar.
A trama se desloca de Manhattan para Milão, onde Miranda tenta um movimento desesperado para reerguer a publicação durante a Semana de Moda. Andy entra como consultora externa, mas o reencontro com Emily Charlton (Emily Blunt), agora figura consolidada do mundo fashion, cria tensões que o original nunca tocou. Stanley Tucci retorna como Nigel, fechando o quarteto que fez história em 2006.
Dirigido novamente por David Frankel, com roteiro de Aline Brosh McKenna, o filme é menos sobre carreira e mais sobre obsolescência: o que sobra quando o mundo que você dominou simplesmente deixa de existir. A nostalgia está lá, mas o tom é mais melancólico que o original.
Análise — Notícias Flix
O Diabo Veste Prada 2 entrega o reencontro nostálgico que fãs esperavam por 20 anos — e isso já é metade da batalha vencida. Meryl Streep retorna como Miranda Priestly num registro mais frágil, agora chefiando uma Runway em crise, e Anne Hathaway volta como Andy Sachs num papel invertido: a ex-assistente é quem precisa salvar a antiga chefe.
A escolha de mover a história para Milão funciona melhor do que parece no papel. A cidade vira personagem — passarelas, palácios, jantares no Duomo — e dá fôlego visual que o original, preso a Manhattan, não tinha. David Frankel mantém o tom de comédia leve com toques agridoces, mas dessa vez a melancolia está mais presente: é um filme sobre o que sobra quando o império do qual você fazia parte desmorona.
O retorno de Stanley Tucci como Nigel é o melhor instante do filme. Cada cena entre Tucci e Streep parece improvisada, e o roteiro de Aline Brosh McKenna sabe que não precisa explicar nada — basta deixá-los respirar. Emily Blunt entrega menos do que poderia: sua Emily Charlton agora mais influencer do que assistente, mas o personagem nunca encontra novo arco real.
O ponto fraco é o terceiro ato. Há uma tentativa de modernizar o conflito moda-vs-imprensa-digital que soa datada já em 2026, e a resolução é apressada. Mesmo assim, a sequência funciona como aquilo que se propõe: um abraço cinematográfico para quem cresceu com o original. Fazer mais do que isso seria pedir demais — e talvez nem seja necessário.
Pontos fortes
- Química Streep + Tucci está intacta após 20 anos
- Cenografia de Milão eleva visual em relação ao original
- Roteiro respeita os personagens em vez de explicá-los
- Trilha sonora inteligente com referências a 2006
- Andy Sachs cresceu sem perder a essência
Pontos fracos
- Terceiro ato corre demais e resolve conflitos forçadamente
- Emily Blunt subaproveitada num papel sem arco novo
- Tese sobre crise da imprensa de moda já parece datada
- Personagens secundários novos mal apresentados
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 100 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 234 mi
- Retorno
- 2,3× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Aline Brosh McKenna
- Fotografia
- Florian Ballhaus
- Trilha sonora
- Theodore Shapiro
- Edição
- Andrew Marcus
- Duração
- 119 min
Curiosidades sobre O Diabo Veste Prada 2
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Filmagens em Manhattan e Milão
A produção principal aconteceu de 30 de junho a 20 de outubro de 2025, com filmagens em Manhattan, Milão (Itália) e cenas adicionais em Newark, Nova Jersey. As cenas internas foram gravadas no Kaufman Astoria Studios, em Queens.
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Filmaram dentro do desfile real da Dolce & Gabbana
Meryl Streep e Stanley Tucci gravaram cenas durante o desfile real da Dolce & Gabbana na Semana de Moda de Milão, em 27 de setembro de 2025. Donatella Versace foi flagrada no set em outubro durante uma participação especial confirmada no filme.
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O nome de código durante a produção era "Cerulean"
As convocações de elenco foram feitas com o título provisório "Cerulean", referência direta ao famoso monólogo de Miranda Priestly no original de 2006 sobre a influência cultural da moda — e à cor azul-cerúleo do suéter da Andy.
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A diretoria contratou artista humana para "fazer arte de IA"
Para uma cena que envolve um meme de IA com Meryl Streep, o diretor David Frankel contratou a artista Alexis Franklin para pintar a imagem manualmente. A escolha foi motivada por questões éticas envolvendo uso de imagem por inteligência artificial.
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Lady Gaga fez performance musical no filme
Lady Gaga entrou para o elenco com uma performance musical em destaque, junto às novas adições Justin Theroux (Benji Barnes), Lucy Liu (Sasha Barnes), Kenneth Branagh e B.J. Novak. Ciara, Heidi Klum, Naomi Campbell, Marc Jacobs e Ashley Graham também aparecem.
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Sydney Sweeney foi cortada do corte final
A atriz Sydney Sweeney havia sido escalada para uma participação especial interpretando ela mesma, mas a cena foi removida do corte final do filme, segundo a AV Club.
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Orçamento de US$ 100 milhões — o dobro do original
O orçamento de produção foi de US$ 100 milhões, exatamente o dobro dos US$ 50 milhões do filme de 2006. Mesmo assim, o original arrecadou US$ 326 milhões em sua vida útil — e a sequência ultrapassou US$ 233 milhões só nas primeiras semanas.
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Estreia mundial em Lincoln Center
A pré-estreia mundial aconteceu em 20 de abril de 2026 no Lincoln Center, em Nova York. O lançamento amplo nos cinemas ocorreu em 1º de maio de 2026, distribuído pela 20th Century Studios.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal