Sinopse
O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada no original) é o filme americano de comédia dramática de 2006 dirigido por David Frankel e produzido por Wendy Finerman, com roteiro de Aline Brosh McKenna baseado no romance homônimo de Lauren Weisberger (2003). Foi distribuído pela 20th Century Fox em 30 de junho de 2006 e marca um dos retratos mais influentes do mundo da moda no cinema americano.
A história acompanha Andrea Sachs (Anne Hathaway), jornalista recém-formada que aceita emprego como segunda assistente de Miranda Priestly (Meryl Streep), editora-chefe da revista de moda fictícia Runway. O personagem de Miranda é baseado em Anna Wintour, lendária editora-chefe da Vogue americana há mais de três décadas — embora Streep tenha tomado liberdades com a interpretação.
O elenco coadjuvante traz Emily Blunt como Emily Charlton (primeira assistente, baseada em Leslie Fremar de Wintour), Stanley Tucci como Nigel Kipling (diretor de moda mentor de Andrea, baseado em André Leon Talley) e Adrian Grenier (Entourage) como o namorado fluxo Nate. O roteiro foi reescrito várias vezes por Aline Brosh McKenna para acentuar humor — o livro original era mais focado em escapada da indústria de moda.
Análise — Notícias Flix
O Diabo Veste Prada é o filme que se transformou em referência cultural inevitável da década 2000-2010, ao lado de Garota Veneno e Legalmente Loira. Lauren Weisberger publicou o romance autobiográfico em 2003 baseado em sua experiência real como assistente de Anna Wintour na Vogue. A adaptação cinematográfica suavizou os elementos mais venenosos do livro — Wintour havia ameaçado processar a Fox antes do lançamento — mas manteve a estrutura narrativa de jovem ambiciosa que se perde para o sistema antes de recuperar a si mesma.
A performance de Meryl Streep como Miranda Priestly é o que definiu o filme em escala cultural massiva. A atriz, então com 57 anos e em fase de prestígio (vinha de O Anjo do Pânico, Garras de Aço, Anjos da América), entregou Miranda como vilã glacial sem nunca caricaturar — o efeito é mais perturbador justamente porque a personagem é racional, controlada, ocasionalmente humana. Streep recebeu indicação ao Oscar de Melhor Atriz por este papel — sua décima quarta indicação até então. Stanley Tucci como Nigel também foi indicado ao Coadjuvante em algumas premiações.
O filme funciona em camadas. A camada mais óbvia é o que parece — sátira de uma jovem de classe média descobrindo a tirania do mundo da moda em Nova York. Mas o subtexto vai mais fundo: é também sobre o custo do sucesso profissional para mulheres trabalhando em ambientes profundamente sexistas, sobre a ambiguidade moral do desejo de ascensão social e sobre como sistemas opressores cooptam suas vítimas. O monólogo de Miranda sobre a cor cerúlea (a famosa cena em que ela explica como uma escolha aparentemente trivial em Paris reverbera para o suéter de Andrea) virou referência de cinema acadêmico.
A bilheteria foi explosiva: US$ 326,7 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 41 milhões — retorno de quase 8x. 75% no Rotten Tomatoes confirmou a recepção. O filme manteve relevância cultural por duas décadas inteiras, com referências em séries (How I Met Your Mother, The Office), memes (a frase Florals? For spring? Groundbreaking) e podcasts dedicados. Em maio de 2026, estreou The Devil Wears Prada 2 com Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci reprisando os papéis — recebeu 78% no Rotten Tomatoes e arrecadou mais de US$ 300 milhões mundiais. No Brasil, o filme original está disponível no Disney+, Star+ e Apple TV.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 35 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 327 mi
- Retorno
- 9,3× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Aline Brosh McKenna
- Fotografia
- Florian Ballhaus
- Trilha sonora
- Theodore Shapiro
- Edição
- Mark Livolsi
- Duração
- 109 min
Curiosidades sobre O Diabo Veste Prada
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Baseado em livro sobre Anna Wintour
Lauren Weisberger publicou o romance The Devil Wears Prada em 2003 baseado em sua experiência real como assistente de Anna Wintour na revista Vogue por aproximadamente um ano. O livro foi rejeitado pela Vogue e por Wintour, que era declaradamente furiosa pela publicação. Wintour ameaçou processar a 20th Century Fox antes do lançamento do filme — a equipe da produção fez ajustes para suavizar o material.
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Indicação ao Oscar e Globo de Ouro pra Streep
Meryl Streep foi indicada ao Oscar 2007 de Melhor Atriz pelo papel — sua 14ª indicação na carreira (das 21 que ela acumularia até 2024). Perdeu para Helen Mirren por The Queen. Ganhou Globo de Ouro de Melhor Atriz Comédia ou Musical. Stanley Tucci como Nigel também foi indicado ao Coadjuvante no SAG Awards.
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Bilheteria de US$ 326 milhões
Arrecadou US$ 326,7 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 41 milhões — retorno de quase 8x o investimento. Foi um dos maiores sucessos comerciais da carreira de Meryl Streep até então e o filme que confirmou Anne Hathaway como star de cinema mainstream. A bilheteria também viabilizou produções com público feminino adulto na Hollywood do final dos anos 2000.
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Anne Hathaway aprendeu a pronunciar 'cerúleo' assistindo o próprio filme
A famosa cena em que Miranda Priestly explica como o suéter cerúleo de Andrea é resultado de uma cadeia de decisões da indústria da moda virou referência cultural. Em entrevistas em 2026, Anne Hathaway confessou que, durante a preparação para a sequência Devil Wears Prada 2 (2026), ela rewatched o filme original para reaprender a pronunciar 'cerúleo' em inglês — som técnico que ela havia perdido.
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Anna Wintour recusou a estreia inicial
Anna Wintour, suposta inspiração de Miranda Priestly, recusou comparecer à estreia americana do filme em 2006. Ela mudou de postura em 2010, quando começou a fazer aparições em programas que satirizavam a própria persona. Em abril de 2026, antes da estreia da sequência Devil Wears Prada 2, Wintour finalmente apareceu na capa da Vogue ao lado de Meryl Streep — encerrando 20 anos de tensão pública.
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Florals? For spring? Groundbreaking — frase virou meme
A frase de Miranda Priestly avaliando uma proposta de moda — Florals? For spring? Groundbreaking — virou um dos memes mais usados da década 2010. É citada em séries (How I Met Your Mother, The Office), redes sociais e materiais de design profissional como modelo de sarcasmo executivo. Foi nomeada por críticas como uma das frases de filme mais reconhecidas de cinema americano dos anos 2000.
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Sequência estreou em maio de 2026
The Devil Wears Prada 2, dirigido novamente por David Frankel, estreou em 1º de maio de 2026 com Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci reprisando os papéis. Justin Theroux, Lucy Liu e Kenneth Branagh entraram no elenco. As filmagens aconteceram em Manhattan, Milão e Newark entre junho e outubro de 2025. Recebeu 78% no Rotten Tomatoes e arrecadou US$ 300 milhões mundiais — sucesso comercial significativo para uma sequência 20 anos depois.
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Disponível no Disney+ e Star+ no Brasil
O filme original está disponível no Disney+ via hub Star (catálogo adulto integrado em 2022) com dublagem em português brasileiro. Apple TV (aluguel/compra) e Google Play também têm. A sequência Devil Wears Prada 2 (2026) ainda está em circuito teatral brasileiro e deve chegar ao Disney+ em julho-agosto de 2026, padrão Disney/20th Century. A dublagem brasileira do original foi feita pela Delart com Iara Riça como Andrea e Maria Sílvia como Miranda.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal