Devoradores de Estrelas
Filme

Devoradores de Estrelas

"O destino da humanidade está em suas mãos."

★ 8.2 2026 2h 37m 14 Aventura · Ficção científica

Devoradores de Estrelas adapta o romance Project Hail Mary, de Andy Weir, para a tela grande sob o comando da dupla Phil Lord e Christopher Miller, com roteiro de Drew Goddard. Ryan Gosling vive Ryland Grace, professor de ciências envolvido…

Diretor
Phil Lord
Elenco
Ryan Gosling, Sandra Hüller, James Ortiz
Produção
Lord Miller, Amazon MGM Studios
Origem
EUA
Título original
Project Hail Mary

Sinopse

Devoradores de Estrelas adapta o romance Project Hail Mary, de Andy Weir, para a tela grande sob o comando da dupla Phil Lord e Christopher Miller, com roteiro de Drew Goddard. Ryan Gosling vive Ryland Grace, professor de ciências envolvido numa missão espacial de alto risco, ao lado de Sandra Hüller como a chefe Eva Stratt. A produção da Amazon MGM Studios chega aos cinemas com US$ 200 milhões de orçamento, 157 minutos de duração e distribuição internacional pela Sony Pictures Releasing, mirando o público que abraçou Perdido em Marte uma década atrás.

Análise — Notícias Flix

8.6
de 10

Devoradores de Estrelas chega com pedigree raro para uma ficção científica de alto orçamento. Phil Lord e Christopher Miller, donos de Homem-Aranha no Aranhaverso e 21 Jump Street, assumem a direção live-action de uma adaptação que estava sendo aguardada desde o lançamento do livro de Andy Weir, em 2021. Drew Goddard, roteirista veterano de Perdido em Marte, assina o texto. A combinação entrega uma premissa elevada que mistura ciência dura, humor seco e um arco emocional centrado na missão de Ryland Grace, vivido por Ryan Gosling.

No plano técnico, o filme aposta pesado em vocação visual e sensorial. A fotografia de Greig Fraser, vinda de Duna e The Batman, dá ao espaço uma textura tátil e claustrofóbica que evita o visual asséptico de outras produções do gênero. A trilha sonora de Daniel Pemberton, conhecido pelos Aranhaverso, sustenta o tom aventureiro sem apelar para clichês orquestrais. As filmagens principais ocorreram entre junho e outubro de 2024 no Shepperton Studios, com locações em Portsmouth, Cambridge e Dorset.

Os 157 minutos são usados com disciplina pela montagem, o que é notável para um projeto desse escopo. A narrativa encontra um ritmo que equilibra ciência e emoção, sem perder o fio condutor da missão. Há uma preocupação evidente em não sacrificar o desenvolvimento dos personagens em prol dos efeitos. Isso ajuda a manter a atenção do público durante os momentos mais técnicos.

Ryan Gosling carrega o filme nas costas, atuando também como produtor e dividindo cena com uma marionete. A decisão de apostar em uma performance que alterna entre silêncio e monólogo intenso demonstra confiança na habilidade do ator. Gosling consegue transmitir vulnerabilidade e racionalidade científica com naturalidade. Sua presença sustenta o filme quando a trama exige empatia e coragem.

O alienígena Rocky é executado por James Ortiz, titereiro que improvisou tomadas de até 45 minutos com o ator para construir a química entre os dois. Esse método de trabalho se traduz em sintonia palpável na tela. A interação entre um humano e uma marionete dificilmente funcionaria sem tal compromisso artístico. O resultado se sente na tela: a parceria entre Grace e Rocky é o coração do longa.

Sandra Hüller, indicada ao Oscar por Anatomia de uma Queda, equilibra o elenco como Eva Stratt, comandando a missão com a mesma intensidade contida que marcou seus trabalhos recentes no cinema europeu. Sua atuação impõe autoridade e mistério, conferindo à hierarquia da missão um peso real. Hüller encontra nuances num papel que poderia facilmente cair em arquétipos. Ela contribui para a tensão dramática sempre que aparece.

A recepção crítica endossa a aposta dos realizadores em combinar entretenimento e inteligência. São 94% de aprovação no Rotten Tomatoes com base em 401 críticas. No Metacritic, o filme registra 77/100, indicando avaliações majoritariamente favoráveis. Essa consistência entre plataformas sugere que o longa dialoga tanto com críticos quanto com público exigente. A resposta é, portanto, ampla e articulada.

Do ponto de vista do público, os números também confirmam o acerto comercial. CinemaScore registrou A, um indicador sólido de satisfação imediata das audiências. Popcornmeter assinalou 95% com mais de 10 mil votos verificados, o que reforça a recepção entusiasta entre consumidores. Esses índices são raros para ficção científica contemporânea de grande orçamento, mostrando que o filme encontrou seu público.

Na bilheteria, a estreia em 20 de março de 2026 levantou US$ 140,9 milhões globais — a melhor abertura MPA do ano. O dado evidencia que a campanha de lançamento e o boca a boca surtiram efeito já no primeiro fim de semana. Investir em nomes como Gosling e na reputação dos diretores ajudou a transformar curiosidade em venda de ingressos. Era uma abertura ambiciosa, e foi alcançada.

No início de maio, o longa acumulava US$ 638,4 milhões mundo afora e se firmava como a maior bilheteria da Amazon MGM Studios desde a fusão. Esse desempenho coloca o filme num patamar de blockbuster rentável para estúdios em transição. A performance global também abre espaço para discussões sobre franchising ou desdobramentos. Por ora, os números confirmam sucesso crítico e comercial.

A mistura de humor seco e ciência dura, apoiada por um elenco coeso e uma equipe técnica de ponta, funciona como cartão de visitas para uma nova era do gênero. Phil Lord e Christopher Miller mostram que sua sensibilidade, até então aplicada a animação e comédias, se traduz bem em live-action de grande porte. O filme sugere um caminho possível para obras que buscam ser intelectualmente estimulantes e populares.

Há riscos narrativos, é claro: 157 minutos exigem paciência e um gosto por detalhes científicos. Nem todo espectador estará disposto a acompanhar discussões técnicas em meio à ação. Ainda assim, o filme consegue equilibrar informação e emoção sem perder impulso. Para quem aprecia ficção científica pensada, a experiência se revela recompensadora.

Em suma, Devoradores de Estrelas entrega o que promete: uma ficção científica de grande escala com coração e cérebro. As escolhas de elenco, técnica e tom convergem para um projeto raro, capaz de dialogar com críticos, fãs do gênero e públicos amplos. Se o cinema mainstream precisa de exemplos que apontem para inteligência sem arrogância, este é um deles.

Bilheteria

Orçamento
US$ 200 mi
Arrecadação mundial
US$ 638 mi
Retorno
3,2× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Drew Goddard
Fotografia
Greig Fraser
Trilha sonora
Daniel Pemberton
Edição
Joel Negron
Duração
157 min

Curiosidades sobre Devoradores de Estrelas

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

Galeria

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