Drive
Filme

Drive

"Alguns heróis são reais."

★ 7.6 2011 1h 36m 16 Crime · Drama · Thriller

Drive é o thriller neo-noir de 2011 dirigido pelo dinamarquês Nicolas Winding Refn, com roteiro de Hossein Amini baseado no romance homônimo de James Sallis publicado em 2005. Ryan Gosling vive um dublê de Hollywood sem nome que faz bicos…

Diretor
Nicolas Winding Refn
Elenco
Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston
Produção
FilmDistrict, Bold Films
Origem
EUA

Sinopse

Drive é o thriller neo-noir de 2011 dirigido pelo dinamarquês Nicolas Winding Refn, com roteiro de Hossein Amini baseado no romance homônimo de James Sallis publicado em 2005. Ryan Gosling vive um dublê de Hollywood sem nome que faz bicos como motorista de fuga em assaltos noturnos por Los Angeles. Quando se aproxima da vizinha Irene (Carey Mulligan) e do filho pequeno dela, é arrastado para uma trama violenta que envolve o marido recém-saído da prisão Standard (Oscar Isaac), o mecânico Shannon (Bryan Cranston) e os mafiosos Bernie Rose (Albert Brooks) e Nino (Ron Perlman). Estreou no Festival de Cannes em 20 de maio de 2011, onde Refn levou o prêmio de Melhor Diretor, e chegou aos cinemas americanos em 16 de setembro do mesmo ano.

Análise — Notícias Flix

9.3
de 10

Drive é um exercício de estilo que envelheceu como obra-prima. Refn pega o esqueleto de um thriller pulp e veste com economia de diálogos, enquadramentos longos e silêncios desconfortáveis — o protagonista de Gosling não tem nome, fala pouco e age como se obedecesse a um código privado. Quem entrar esperando perseguição constante vai estranhar o ritmo lento do primeiro ato; quem aceitar a proposta encontra um dos noir urbanos mais influentes da década de 2010.

A fotografia de Newton Thomas Sigel transforma Los Angeles em paisagem de néon e asfalto vazio, com travellings noturnos pela Reseda e downtown LA. A trilha synthwave de Cliff Martinez, com faixas de Kavinsky, College e Chromatics, virou referência sonora copiada à exaustão depois de 2011. A jaqueta de cetim com escorpião dourado nas costas, inspirada no curta experimental Scorpio Rising (1964) de Kenneth Anger, vendeu réplicas em massa e entrou para o imaginário pop como ícone instantâneo.

O elenco coadjuvante é o que fecha a equação. Albert Brooks abandona a comédia para entregar um vilão arrepiante, e a ausência dele na lista de indicados ao Oscar de Coadjuvante virou um dos maiores escândalos da temporada. Carey Mulligan, Bryan Cranston, Oscar Isaac e Ron Perlman dão profundidade a personagens que em outras mãos seriam arquétipos. O BAFTA reconheceu mais que Hollywood: foram quatro indicações, incluindo Mulligan como Melhor Atriz Coadjuvante.

A violência explícita divide até hoje. Cenas de execução brutais quebram a placidez do romance entre o motorista e Irene, e afastaram parte do público que esperava algo na linha Velozes e Furiosos — uma espectadora de Michigan chegou a processar a distribuidora alegando trailer enganoso. Para quem topa o contraste, é cinema autoral disfarçado de filme de ação, com 93% no Rotten Tomatoes e 79 no Metacritic justificando o status cult.

Pontos fortes

  • Trilha synthwave de Cliff Martinez virou referência estética da década inteira
  • Albert Brooks entrega vilão antológico em performance contra o tipo dele
  • Direção de Refn equilibra silêncio, néon e violência com precisão cirúrgica

Pontos fracos

  • Ritmo contemplativo afasta quem espera ação contínua estilo blockbuster
  • Cenas de violência explícita são brutais e podem incomodar parte do público
  • Protagonista monossilábico exige paciência para construção emocional
Vale a pena se: Para quem curte noir contemporâneo, trilhas synthwave e direção autoral com pegada visual marcante e violência estilizada.

Bilheteria

Orçamento
US$ 15 mi
Arrecadação mundial
US$ 80 mi
Retorno
5,3× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Hossein Amini
Fotografia
Newton Thomas Sigel
Trilha sonora
Cliff Martinez
Edição
Matthew Newman
Duração
96 min

Curiosidades sobre Drive

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

Galeria

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