O Fada do Dente
Filme

O Fada do Dente

★ 5.5 2010 1h 41m Comédia · Família · Fantasia

Derek Thompson (Dwayne Johnson) é um jogador de hóquei profissional veterano, conhecido pelo apelido "Fada do Dente" — não pela delicadeza, mas pelo hábito de derrubar os dentes dos adversários no gelo. Ex-promessa que nunca chegou à elite, hoje joga…

Diretor
Michael Lembeck
Elenco
Dwayne Johnson, Stephen Merchant, Ashley Judd
Produção
Dune Entertainment, Dune Entertainment III
Origem
Canadá
Título original
Tooth Fairy

Sinopse

Derek Thompson (Dwayne Johnson) é um jogador de hóquei profissional veterano, conhecido pelo apelido "Fada do Dente" — não pela delicadeza, mas pelo hábito de derrubar os dentes dos adversários no gelo. Ex-promessa que nunca chegou à elite, hoje joga numa liga menor e ganha a vida frustrando sonhos alheios. Quando convence a filhastra de Carly (Ashley Judd), sua namorada, de que a fada do dente não existe, Derek comete um crime mágico imperdoável.

Convocado ao tribunal das fadas, é condenado por Lily (Julie Andrews) a passar duas semanas como fada do dente de verdade — com asas, varinha e tutu rosa, recolhendo dentes embaixo de travesseiros. Sob supervisão do pedante Tracy (Stephen Merchant), uma fada sem asas, Derek precisa cumprir pena enquanto aprende, à força, sobre fé e esperança. Billy Crystal aparece como Jerry, fornecedor de equipamentos mágicos.

Dirigido por Michael Lembeck, o filme custou US$ 48 milhões e arrecadou US$ 112 milhões mundialmente. É a estreia de Stephen Merchant (cocriador de The Office britânico) no cinema.

Análise — Notícias Flix

5.1
de 10

Fada do Dente é o tipo de comédia familiar que tem público garantido — Dwayne Johnson de tutu cor-de-rosa tropeçando em casa com dentes de leite na mão é, por si só, premissa visual que vende ingressos. O problema é que, fora a piada da imagem, o filme não sabe muito o que fazer com ela. Michael Lembeck, vindo da experiência rasa em O Santa Clause 2 e 3, dirige no piloto automático: cada beat de roteiro chega na hora marcada, cada lição moral é sublinhada três vezes, e a química entre Johnson e Ashley Judd é cordial demais para soar como um casal real.

A salvação está nas pontas. Stephen Merchant, fazendo sua estreia no cinema, transforma Tracy — a fada sem asas, irritada e burocrática — no único personagem realmente engraçado do filme. Cada cena dele com Johnson funciona porque os dois físicos contrastantes (Johnson de 1,96m musculoso, Merchant de 1,98m magrelo) criam comédia visual sem esforço. Julie Andrews dá dignidade ao papel da chefe das fadas mesmo quando o roteiro não merece. Billy Crystal aparece em cameo como o fornecedor de gadgets mágicos — papel que Bobby Moynihan recusou para entrar no SNL, troca que claramente beneficiou ambos os lados.

O grande mérito é o público-alvo. Crianças entre 6 e 10 anos riem das quedas, dos truques mágicos, do contraste entre o brutão do hóquei e o mundo cor-de-rosa. Adultos que assistem junto encontram poucos momentos genuínos — talvez algumas frases secas de Merchant — mas raramente sofrem. Johnson, dois anos antes de explodir como ator confiável em ação (Velozes 5 viria em 2011), já demonstra carisma suficiente para sustentar um filme de cinco do Rotten Tomatoes. É descartável, mas indolor.

Vale a pena se: Indicado para famílias com crianças entre 6 e 10 anos numa tarde de domingo chuvosa. Fãs do Dwayne Johnson em modo família (parecido com Indomável Sonhadora ou Jumanji) têm uma boa amostra de carisma dele em fase pré-Velozes. Quem busca comédia adulta deve procurar outro filme do Stephen Merchant — Hello Ladies, da HBO, é mais afiado. Para os pais, o filme funciona como ruído de fundo enquanto as crianças se distraem.

Bilheteria

Orçamento
US$ 48 mi
Arrecadação mundial
US$ 112 mi
Retorno
2,3× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Babaloo Mandel
Fotografia
David Tattersall
Trilha sonora
George S. Clinton
Edição
David Finfer
Duração
101 min

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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