Sinopse
Derek Thompson (Dwayne Johnson) é um jogador de hóquei profissional veterano, conhecido pelo apelido "Fada do Dente" — não pela delicadeza, mas pelo hábito de derrubar os dentes dos adversários no gelo. Ex-promessa que nunca chegou à elite, hoje joga numa liga menor e ganha a vida frustrando sonhos alheios. Quando convence a filhastra de Carly (Ashley Judd), sua namorada, de que a fada do dente não existe, Derek comete um crime mágico imperdoável.
Convocado ao tribunal das fadas, é condenado por Lily (Julie Andrews) a passar duas semanas como fada do dente de verdade — com asas, varinha e tutu rosa, recolhendo dentes embaixo de travesseiros. Sob supervisão do pedante Tracy (Stephen Merchant), uma fada sem asas, Derek precisa cumprir pena enquanto aprende, à força, sobre fé e esperança. Billy Crystal aparece como Jerry, fornecedor de equipamentos mágicos.
Dirigido por Michael Lembeck, o filme custou US$ 48 milhões e arrecadou US$ 112 milhões mundialmente. É a estreia de Stephen Merchant (cocriador de The Office britânico) no cinema.
Análise — Notícias Flix
Fada do Dente é o tipo de comédia familiar que tem público garantido — Dwayne Johnson de tutu cor-de-rosa tropeçando em casa com dentes de leite na mão é, por si só, premissa visual que vende ingressos. O problema é que, fora a piada da imagem, o filme não sabe muito o que fazer com ela. Michael Lembeck, vindo da experiência rasa em O Santa Clause 2 e 3, dirige no piloto automático: cada beat de roteiro chega na hora marcada, cada lição moral é sublinhada três vezes, e a química entre Johnson e Ashley Judd é cordial demais para soar como um casal real.
A salvação está nas pontas. Stephen Merchant, fazendo sua estreia no cinema, transforma Tracy — a fada sem asas, irritada e burocrática — no único personagem realmente engraçado do filme. Cada cena dele com Johnson funciona porque os dois físicos contrastantes (Johnson de 1,96m musculoso, Merchant de 1,98m magrelo) criam comédia visual sem esforço. Julie Andrews dá dignidade ao papel da chefe das fadas mesmo quando o roteiro não merece. Billy Crystal aparece em cameo como o fornecedor de gadgets mágicos — papel que Bobby Moynihan recusou para entrar no SNL, troca que claramente beneficiou ambos os lados.
O grande mérito é o público-alvo. Crianças entre 6 e 10 anos riem das quedas, dos truques mágicos, do contraste entre o brutão do hóquei e o mundo cor-de-rosa. Adultos que assistem junto encontram poucos momentos genuínos — talvez algumas frases secas de Merchant — mas raramente sofrem. Johnson, dois anos antes de explodir como ator confiável em ação (Velozes 5 viria em 2011), já demonstra carisma suficiente para sustentar um filme de cinco do Rotten Tomatoes. É descartável, mas indolor.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 48 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 112 mi
- Retorno
- 2,3× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Babaloo Mandel
- Fotografia
- David Tattersall
- Trilha sonora
- George S. Clinton
- Edição
- David Finfer
- Duração
- 101 min
Datas-chave
-
Lançamento mundial
Elenco principal