O Diabo Veste Prada 2 (The Devil Wears Prada 2) virou mais do que uma continuação nostálgica: o filme puxou a melhor semana de 2026 nos cinemas do Brasil. Entre 30/04 e 06/05, mais de 5,2 milhões de pessoas passaram pelas salas. Abaixo, o que esses números contam e por que Miranda Priestly voltou maior do que muita gente imaginava.
Não é um detalhe pequeno. É a melhor semana em número de ingressos no país desde 04/07/2024, segundo o recorte de mercado que cruza dados do Filme B com a venda da Ingresso.com.
Cinco milhões em sete dias
A semana foi puxada quase inteira por um título só. O Diabo Veste Prada 2 respondeu por 64% dos ingressos vendidos na Ingresso.com no período analisado.
Sozinho, o filme já soma 3,3 milhões de ingressos no Brasil. Para uma sequência de comédia dramática, é um número fora da curva. Ainda mais num mercado que costuma depender de super-herói, animação e ação barulhenta.
Tem mais. Quando se junta O Diabo Veste Prada 2 com Michael, os dois títulos chegaram a 93% dos tíquetes vendidos nas plataformas da Ingresso.com na última cinessemana.
Ou seja: foi uma semana excelente para o circuito exibidor, mas muito concentrada. O caixa sorriu. A diversidade de títulos em cartaz, nem tanto.
Por que essa sequência virou um caso de bilheteria
A explicação mais óbvia é a nostalgia. O primeiro O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada), lançado em 2006 e baseado no livro de Lauren Weisberger, fez mais de US$ 326 milhões no mundo.
Mas só nostalgia não carrega 3,3 milhões de ingressos. O que vende aqui é o pacote inteiro: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci de volta, mais um elenco novo cheio de nome conhecido.
E tem outro fator. Faz tempo que uma comédia dramática adulta não entra em cartaz com cara de evento. Quando isso acontece, o público mais velho reaparece. E o jovem vai junto pela curiosidade, pelo meme e pelo peso do elenco.
| Ficha técnica | O Diabo Veste Prada 2 |
|---|---|
| Título original | The Devil Wears Prada 2 |
| Direção | David Frankel |
| Roteiro | Aline Brosh McKenna |
| Estúdio | 20th Century Studios |
| Produção | Sunswept Entertainment, Wendy Finerman Productions |
| Gênero | Comédia dramática, sátira de moda |
| Elenco principal | Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci |
| Personagens confirmados | Miranda Priestly, Nigel, Lily, Irv Ravitz |
| Novos nomes no elenco | Kenneth Branagh, Lucy Liu, Simone Ashley, Justin Theroux, Caleb Hearon, B.J. Novak, Pauline Chalamet, Lady Gaga |
| Público no Brasil | 3,3 milhões de ingressos |
| Bilheteria global | US$ 247 milhões |
David Frankel e Aline Brosh McKenna também voltaram. Isso pesa. Não é só o elenco reprisando sucesso; é a equipe criativa retomando a mesma marca que fez o original funcionar.
Michael corre junto, mas Miranda puxou a semana
Michael ainda está acima no total de público no Brasil, com mais de 3,8 milhões de espectadores. No mundo, também leva vantagem: US$ 439 milhões, contra US$ 247 milhões de O Diabo Veste Prada 2.
No ranking mundial de 2026, Michael aparece em 4º lugar, enquanto O Diabo Veste Prada 2 está em 6º. Só que o recorte da semana brasileira teve outra dona.
Miranda Priestly arrastou o momento. E isso muda a leitura do mercado nacional: um filme pode estar atrás no acumulado e, ainda assim, ser o motor da semana quando acerta o timing.
| Filme | Público no Brasil | Bilheteria global | Ranking mundial 2026 |
|---|---|---|---|
| O Diabo Veste Prada 2 | 3,3 milhões de ingressos | US$ 247 milhões | 6º lugar |
| Michael | Mais de 3,8 milhões de espectadores | US$ 439 milhões | 4º lugar |
Vale olhar para isso sem maquiagem. A semana foi forte, sim, mas sustentada por dois filmes só. Quando duas produções somam 93% das vendas num grande player de ingressos, o recado é claro: o exibidor respira melhor, porém o mercado segue dependente de poucos gigantes.
O original de 2006 ajuda, mas 2026 tem mérito próprio
Existe um atalho fácil aqui: dizer que o filme só bateu porque o público ama o original. Seria reduzir demais a história.
O que aconteceu em 2026 mistura memória afetiva com leitura boa de lançamento. Um elenco que ainda chama atenção, uma marca reconhecível e uma janela sem concorrente do mesmo perfil. Combo forte.
Também tem um gosto de revanche. Durante anos, filme “de moda” foi tratado como algo menor por parte do mercado. Agora a sequência vira locomotiva de bilheteria e empurra a melhor semana do ano.
Por enquanto, a passarela é o cinema
O Diabo Veste Prada 2 está em cartaz nos cinemas brasileiros. Quem quiser ver agora precisa ir de sessão tradicional mesmo, checando cidade, horário e tipo de exibição nas plataformas de venda.
O streaming ainda não entra nessa conta. Hoje, a conversa é outra: 5,2 milhões de pessoas numa semana e 64% das vendas da Ingresso.com nas mãos de um único filme. Quando uma continuação desse perfil consegue isso, a pergunta fica no ar: quantos lançamentos médios ainda conseguem espaço real na mesma tela?