Assassin’s Creed Hexe mira furtividade e terror histórico

Por Leandro Lopes 18/05/2026 às 20:25 5 min de leitura
Assassin’s Creed Hexe mira furtividade e terror histórico
5 min de leitura

Assassin’s Creed Hexe voltou ao centro da conversa por causa de um pacote de vazamentos que mexe com três pontos sensíveis da franquia: stealth, clima sombrio e legado de Ezio. O rumor fala em uma protagonista chamada Anika, uma Alemanha atravessada pelos julgamentos de bruxas e uma conexão indireta com a família Auditore.

Se isso se confirmar, Hexe pode ser o Assassin’s Creed mais diferente dos últimos anos. E talvez o mais arriscado também.

Würzburg, caça às bruxas e uma protagonista chamada Anika

O bloco mais forte dos rumores aponta para Würzburg, na Alemanha, entre 1625 e 1631. É o período dos julgamentos de bruxas, um cenário perfeito para paranoia social, denúncias e perseguição pública.

A protagonista vazada seria Anika. Nada disso foi confirmado oficialmente pela Ubisoft, mas a descrição bate com o que muita gente queria ver: menos herói invencível e mais sobrevivência, infiltração e medo de ser descoberto.

Junto disso, aparecem detalhes de gameplay que soam bem menos “RPG gigante” e bem mais “assassino cercado”. Entre eles, perseguição por NPCs, sistema social de suspeita, exploração vertical e progressão menos dependente de números e loot.

Ficha técnica Detalhes
Título original Assassin’s Creed Hexe
Título no Brasil Assassin’s Creed Hexe
Franquia Assassin’s Creed
Publisher Ubisoft
Gênero Ação-aventura, stealth, mundo aberto
Status Em desenvolvimento, sem data oficial

Não por acaso, Hexe virou o projeto mais misterioso dessa nova leva da franquia. A própria Ubisoft mantém o jogo cercado de silêncio, enquanto o site oficial da série ainda trata o futuro de Assassin’s Creed com poucas respostas e muita provocação.

Cena conceitual de furtividade em Assassin’s Creed Hexe, protagonista escondida entre casas de pedra em vila alemã sob névoa
Cena conceitual de furtividade em Assassin’s Creed Hexe, protagonista escondida entre casas de pedra em vila alemã sob névoa (Reprodução)

Hexe pode ser o anti-Valhalla

Esse é o rumor que realmente importa. Mais do que a ligação com Ezio, o que anima é a ideia de uma ruptura parcial com a fase mais inflada da franquia.

Odyssey e Valhalla apostaram em mapas enormes, combate mais aberto e progressão quase de RPG de ação. Funcionou para muita gente, mas também cansou outra parte do público, que sente falta do velho prazer de entrar, matar e sair sem alarde.

Hexe, pelos vazamentos, vai na direção oposta. Menos fantasia de guerreiro épico. Mais tensão de corredor, floresta, vilarejo hostil e guarda desconfiado.

Jogo Foco dominante Como Hexe se diferencia
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Funciona no papel. A caça às bruxas combina demais com a lógica de Assassin’s Creed: poder escondido, medo coletivo, manipulação e gente sendo caçada por motivos políticos e religiosos.

Mas será que a Ubisoft vai mesmo bancar um jogo mais contido? A franquia passou anos ensinando o público a esperar escala, árvore de habilidade e dezenas de horas de conteúdo.

Furtividade remasterizada de Assassin's Creed Black Flag
Furtividade remasterizada de Assassin’s Creed Black Flag (Reprodução)

A ligação com Ezio é indireta, pelo menos por enquanto

O rumor mais chamativo fala em uma descendente de Claudia Auditore, irmã de Ezio. Traduzindo: não seria Ezio de volta em carne e osso, mas um fio de continuidade com a família mais querida da série.

É uma isca forte. Ezio ainda é o nome mais popular da franquia para boa parte dos fãs, então qualquer menção aos Auditore acende discussão instantânea.

Só que vale pisar no freio. Até agora, essa ligação é especulação de insider. Não existe confirmação pública de participação direta de Ezio, aparição em flashback ou qualquer coisa parecida.

Ainda assim, a ideia faz sentido narrativo. Ela permite vender Hexe como algo novo, sem cortar totalmente a ponte com a fase clássica da saga.

Por enquanto, o cenário é simples: Assassin’s Creed Hexe existe, segue em desenvolvimento e continua sem data oficial. A Ubisoft também não divulgou plataformas, preço no Brasil ou informações sobre dublagem e legendas em português.

Isso segura o hype na marra. Sem gameplay oficial e sem janela de lançamento, o jogo ainda está no campo da expectativa — e expectativa, a essa altura, a franquia já gerou demais.

Mesmo assim, os rumores acertam num ponto que pesa muito por aqui. O público brasileiro de Assassin’s Creed sempre respondeu bem quando a série entrega ambientação histórica forte e infiltração de verdade, não só mapa gigante com missão repetida.

Se Hexe vier mesmo com horror psicológico leve, suspeita social e stealth mais rígido, ele pode ocupar um espaço que a própria Ubisoft deixou vazio. Não é pouca coisa.

Arte principal remasterizada de Assassin's Creed Black Flag
Arte principal remasterizada de Assassin’s Creed Black Flag (Reprodução)

Sem data oficial, mas com uma direção que chama atenção

No fim, o barulho em torno de Assassin’s Creed Hexe não nasce só da nostalgia. Nasce da sensação de que a Ubisoft pode finalmente testar um Assassin’s Creed menos espalhafatoso e mais tenso.

Se Anika, Würzburg e a linhagem Auditore forem reais, Hexe virar o capítulo mais estranho da série em muito tempo. Falta o principal: a Ubisoft mostrar um segundo de gameplay e provar que esse medo todo não é só fumaça.

Trailer