Onde Assistir Carros no Brasil
Sinopse
Carros é a sétima animação dos estúdios Pixar, lançada em junho de 2006 nos EUA e setembro do mesmo ano no Brasil. Dirigido por John Lasseter, com codireção de Joe Ranft, marca a primeira realização solo do cofundador da Pixar como diretor. Faturou US$ 462 milhões globais sobre orçamento de US$ 120 milhões. Conta a história de Relâmpago McQueen, carro de corrida arrogante que se perde na Rota 66 e descobre a comunidade esquecida de Radiator Springs. Owen Wilson dubla McQueen, Paul Newman é Doc Hudson, e Tom Hanks ficou tão impressionado que mandou carta pessoal a Lasseter elogiando o filme.
Análise — Notícias Flix
Carros chegou em junho de 2006 como a sétima animação da Pixar e o último filme do estúdio antes da aquisição pela Walt Disney Company. John Lasseter assume a direção solo pela primeira vez, depois de codirigir Toy Story em 1995, A Vida de Inseto em 1998 e Toy Story 2 em 1999.
A codireção fica com Joe Ranft, animador veterano e voz original de Heimlich em A Vida de Inseto. Ranft morreria em agosto de 2005, durante a finalização do filme, em acidente de carro na Califórnia. Carros foi dedicado a sua memória nos créditos finais.
O orçamento foi de US$ 120 milhões, padrão Pixar da época. A bilheteria global chegou a US$ 462 milhões, ficando atrás de Procurando Nemo de 2003 e Os Incríveis de 2004 em retorno. A divisão foi de US$ 244 milhões doméstico e US$ 218 milhões internacional.
A inspiração veio direto de uma viagem familiar de Lasseter pela Rota 66 em 2000. Ele percorreu a estrada com a esposa e os cinco filhos depois de anos focado em Toy Story 2. O contato com cidades pequenas abandonadas pelo asfalto novo das interestaduais virou a alma do filme.
A estrada se tornou metáfora central. Quando o sistema interestadual americano foi construído entre 1956 e 1990, a Rota 66 foi gradualmente abandonada. Cidades inteiras evaporaram economicamente. Radiator Springs, a cidadezinha fictícia do filme, é homenagem direta a Seligman e Williams, ambas no Arizona.
A história acompanha Relâmpago McQueen, carro de corrida arrogante e novato na Piston Cup. Owen Wilson dubla o personagem com mistura de cinismo e entusiasmo que viraria assinatura do papel. McQueen empata a corrida final da temporada com The King, veterano que se aposenta, e Chick Hicks, eterno segundo lugar.
O desempate marcado em Los Angeles vai decidir quem leva a Piston Cup. No caminho, McQueen se perde da carreta Mack e cai na Rota 66, parando à força em Radiator Springs. Lá, sentenciado a consertar a estrada que destruiu, ele conhece Doc Hudson, Sally Carrera, Mate e o resto da comunidade esquecida.
Paul Newman dubla Doc Hudson, o veterano que esconde passado glorioso como piloto vencedor de três Piston Cups nos anos 50. Foi o último filme de Newman em cinema antes da morte em setembro de 2008. O ator de 81 anos era piloto profissional na vida real e tinha disputado as 24 Horas de Le Mans em 1979.
Na Le Mans de 1979, Paul Newman terminou em segundo lugar geral na categoria GT5, pilotando um Porsche 935. A escolha do ator para Doc Hudson foi feita por isso. Lasseter queria uma voz que tivesse autoridade real sobre corrida, não só carisma de Hollywood.
O restante do elenco de voz traz Bonnie Hunt como Sally, Larry the Cable Guy como Mate, Cheech Marin como Ramone, Tony Shalhoub como Luigi e George Carlin como Filmore. Michael Schumacher faz participação especial como um Ferrari fã de McQueen. Mario Andretti também aparece.
Na versão brasileira, o Sócrates Mayrink dá voz a McQueen em alguns trechos e Marcelo Garcia assume o papel principal. Garcia se tornaria a voz brasileira definitiva de Relâmpago em todos os filmes seguintes e nos spin-offs Carros Toons. Pietro Mário dubla Doc Hudson em substituição honrosa a Paul Newman.
A recepção crítica foi a mais morna da Pixar até então. Rotten Tomatoes registrou 74% de aprovação, com 224 críticas analisadas. Audiência ficou em 70%. Metacritic deu 73 em 100. CinemaScore A do público marcou contraste claro com a crítica especializada, que viu repetição de tropos de filme de redenção.
A bilheteria também ficou abaixo dos blockbusters anteriores. Os Incríveis de 2004 tinha faturado US$ 631 milhões globais. Procurando Nemo somou US$ 871 milhões em 2003. Carros chegou a US$ 462 milhões, número sólido, mas que fez a imprensa começar a falar de declínio criativo na Pixar.
Tom Hanks ficou tão impressionado com o filme que mandou carta pessoal a Lasseter. Disse que tinha chorado de surpresa porque achou que ia ser apenas competente. O endosso público veio meses depois em entrevistas. Hanks tinha sido a voz de Woody em Toy Story e Toy Story 2 antes da chegada de Carros.
A franquia rendeu sequência em 2011, terceiro filme em 2017, série de curtas Carros Toons e o spin-off Aviões da Disneytoon Studios em 2013. Carros 2 foi a primeira animação da Pixar a receber crítica majoritariamente negativa. Carros 3 recuperou o respeito da audiência com tom melancólico.
A franquia faturou mais de US$ 10 bilhões em merchandise de brinquedos, segundo dados de 2018. Estréiou no Disney+ em 2019 e segue como um dos pilares da divisão de licenciamento da Disney. Cars 4 foi confirmado para 2026 com volta de Owen Wilson, Bonnie Hunt e novos elementos da Rota 66.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 120 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 462 mi
- Retorno
- 3,8× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- John Lasseter
- Fotografia
- Jeremy Lasky
- Trilha sonora
- Randy Newman
- Edição
- Ken Schretzmann
- Duração
- 117 min
Curiosidades sobre Carros
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Estreia solo de John Lasseter na direção
Foi a primeira vez que John Lasseter, cofundador da Pixar, assumiu direção solo de um longa. Antes dele tinha codirigido Toy Story de 1995, A Vida de Inseto de 1998 e Toy Story 2 de 1999. Lasseter teve a ideia depois de uma viagem familiar pela Rota 66 em 2000, com esposa e cinco filhos, conhecendo cidades pequenas abandonadas pelo asfalto novo das interestaduais americanas.
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Paul Newman dublou Doc Hudson e tinha corrido Le Mans em 1979
Foi o último filme de cinema do lendário Paul Newman, que morreu em setembro de 2008 aos 83 anos. A escolha não foi puramente artística. Newman era piloto profissional na vida real e disputou as 24 Horas de Le Mans em 1979, terminando em segundo lugar geral na categoria GT5 pilotando um Porsche 935. Lasseter queria voz com autoridade real sobre corridas, não só carisma de Hollywood.
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Codiretor Joe Ranft morreu em acidente de carro durante produção
Joe Ranft, codiretor do filme e voz original de Heimlich em A Vida de Inseto, morreu em acidente de carro na Califórnia em agosto de 2005, durante a finalização da produção. Carros foi dedicado a sua memória nos créditos finais. Ranft tinha 45 anos e era um dos animadores mais respeitados da Pixar, considerado pelo próprio Lasseter como alma criativa do estúdio.
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Radiator Springs é homenagem direta a Seligman e Williams no Arizona
A cidadezinha fictícia foi inspirada em Seligman e Williams, ambas no Arizona, cidades reais cortadas pelo abandono da Rota 66 quando o sistema interestadual americano foi construído entre 1956 e 1990. Comunidades inteiras evaporaram economicamente da noite para o dia. Lasseter quis homenagear esses lugares no filme depois de visitar a região com a família anos antes.
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Marcelo Garcia virou voz brasileira definitiva de Relâmpago McQueen
Na versão brasileira, Marcelo Garcia assumiu o papel principal de Relâmpago McQueen e se tornaria a voz definitiva do personagem em todas as sequências e spin-offs Carros Toons. Pietro Mário dubla Doc Hudson, substituindo honrosamente Paul Newman. A dublagem brasileira foi um dos pilares do sucesso da franquia no Brasil, especialmente entre crianças que cresceram com os filmes.
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Tom Hanks mandou carta pessoal a Lasseter elogiando o filme
Tom Hanks, voz de Woody em Toy Story e Toy Story 2, ficou tão impressionado com Carros que mandou carta pessoal a John Lasseter logo após uma exibição privada. Disse que tinha chorado de surpresa porque achou que ia ser apenas competente. O endosso público veio meses depois em entrevistas. Hanks reforçou em ocasiões posteriores que considerava Carros um dos filmes mais sentimentais da Pixar.
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Michael Schumacher e Mario Andretti fizeram pontas especiais
Dois lendários pilotos da Fórmula 1 emprestaram voz a participações especiais. Michael Schumacher, heptacampeão alemão, dublou um Ferrari fã de McQueen na cena em que aparece na revenda de Luigi. Mario Andretti, campeão mundial de 1978, faz participação como ele mesmo na corrida final. Lasseter buscou ícones reais do automobilismo para dar autenticidade às pontas do elenco.
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Recepção crítica foi a mais morna da Pixar até então
Carros teve a recepção crítica mais fraca da Pixar até 2006. Rotten Tomatoes registrou 74% de aprovação, contra 96% de Procurando Nemo e 97% de Os Incríveis. A bilheteria global de US$ 462 milhões ficou bem abaixo dos US$ 631 milhões de Os Incríveis. Foi a primeira vez que a imprensa começou a falar de declínio criativo no estúdio, percepção que se aprofundaria com Carros 2 em 2011.
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Franquia rendeu mais de US$ 10 bilhões em merchandise
Carros virou um dos maiores fenômenos de licenciamento da Disney. Segundo dados de 2018, a franquia já tinha faturado mais de US$ 10 bilhões em vendas de merchandise, principalmente brinquedos diecast de carrinhos da linha Mattel. O filme original gerou Carros 2 em 2011, Carros 3 em 2017, série Carros Toons e o spin-off Aviões da Disneytoon Studios em 2013, com sequência Aviões 2 em 2014.
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Carros 4 confirmado para 2026 com volta de Owen Wilson
A Pixar confirmou Carros 4 para lançamento em 2026, com volta de Owen Wilson como Relâmpago McQueen, Bonnie Hunt como Sally Carrera e novos elementos da Rota 66. A produção começou em 2024 sob direção ainda não anunciada publicamente. Será o primeiro filme da franquia em quase uma década, contando do lançamento de Carros 3 em 2017, e marca tentativa da Pixar de retomar a base fiel de fãs juvenis.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal