Euphoria termina com morte chocante e final divisivo que liberta Zendaya para o cinema

Por Redação Notícias Flix 06/06/2026 às 22:39 5 min de leitura
Euphoria termina com morte chocante e final divisivo que liberta Zendaya para o cinema
5 min de leitura

Depois de sete anos, Euphoria chegou ao fim. A terceira temporada foi confirmada como a última pelo criador Sam Levinson, e o episódio final dividiu o público de um jeito que ninguém esperava.

O encerramento trouxe uma morte chocante, uma virada radical de tom e uma despedida amarga para Rue, a personagem de Zendaya. E nada disso foi acidente: a vida real interferiu diretamente nessa reta final.

O final que mudou de gênero

Personagem jovem em momento de reflexão em cena dramática
(Reprodução/HBO Max)

O último episódio, intitulado In God We Trust, abandonou o drama adolescente que definiu a série. No lugar, entrou um neo-faroeste com cara de thriller criminal. As referências apontam para Tarantino, de Jackie Brown a Era Uma Vez em Hollywood.

A mudança foi ousada e arriscada. Houve duelos, cartéis e ajustes de contas, num tom quase de filme de ação. Para parte da crítica, esse clima cartunesco acabou ofuscando o peso emocional que o destino de Rue pedia.

O resultado nos números foi duro. A temporada final fechou com apenas 37% de aprovação no Rotten Tomatoes. É a pior recepção da série, sinal de que a aposta de Levinson não convenceu a maioria dos especialistas.

A defesa do criador, por outro lado, é coerente. Levinson sempre tratou Euphoria como obra autoral, livre para arriscar. Terminar fiel a essa lógica, mesmo correndo o risco de desagradar, é uma decisão artística legítima, ainda que polêmica.

Título Euphoria
Criador Sam Levinson
Protagonista Zendaya (Rue Bennett)
Temporadas 3 (encerrada)
Episódio final In God We Trust
Onde assistir (Brasil) HBO Max
Rotten Tomatoes 37% (3ª temporada)
Gênero Drama

A tragédia real por trás do roteiro

Há uma dor verdadeira por trás dessas escolhas. Angus Cloud, o inesquecível Fezco, morreu em 2023 de overdose acidental de fentanil. A perda forçou Sam Levinson a reescrever toda a temporada final.

O criador foi direto sobre o impacto. Segundo ele, depois que Cloud faleceu, foi preciso reconceber o roteiro do zero. A ausência do ator deixou um buraco impossível de ignorar na história que estava sendo construída.

Levinson transformou a perda em mensagem. Para ele, o fentanil pode tirar alguém num instante, e a maioria das pessoas não ganha uma segunda chance. A série virou, assim, um alerta sobre a droga que matou um de seus próprios atores.

O fenômeno que lançou Zendaya

É impossível falar de Euphoria sem falar de Zendaya. A série rendeu a ela dois prêmios Emmy e a transformou de estrela teen da Disney em atriz dramática respeitada. Rue Bennett foi o papel que mudou a carreira dela para sempre.

Mas o impacto foi além da protagonista. A série revelou nomes como Sydney Sweeney, Alexa Demie e Hunter Schafer, hoje rostos requisitados de Hollywood. Foi uma verdadeira fábrica de novos talentos para o cinema e a TV.

A estética também marcou época. A fotografia neon, a maquiagem com glitter e a trilha sonora viraram referência cultural imediata. Euphoria definiu o visual de uma geração, copiado em redes sociais e campanhas de moda.

O destino de Rue

Personagem feminina em cena dramática da temporada final
(Reprodução/HBO Max)

O ponto mais comentado é o desfecho da protagonista. Sem entrar em todos os detalhes, o final de Rue é sombrio e ligado justamente ao vício que a acompanhou desde o primeiro episódio. O vilão Alamo Brown tem papel central nisso.

Sam Levinson defendeu a escolha com firmeza. Para ele, o desfecho é honesto e cheio de graça, não pessimista. É o retrato cru de quem luta contra a dependência, sem o final feliz que o público talvez esperasse.

Adewale Akinnuoye-Agbaje, que vive Alamo, explicou o antagonista. O personagem planeja a queda de Rue e acaba morto por Ali, vivido por Colman Domingo, num confronto que sela o tom violento do encerramento. Foi a forma que Levinson encontrou de amarrar a violência do mundo das drogas ao destino da protagonista.

Vai ter quarta temporada?

Aqui mora a maior polêmica dos bastidores. Uma quarta temporada só seria possível sob uma condição controversa: sem Sam Levinson no comando, e centrada em Cassie e Maddy. O criador anunciou de última hora que a série tinha cumprido seu ciclo.

Para Zendaya, o fim abre portas. Livre da série, a atriz mergulha numa fase de superastro do cinema. Tem The Odyssey, de Christopher Nolan, Homem-Aranha: Um Novo Dia e Duna 3 no horizonte próximo. O encerramento de Euphoria, nesse sentido, libera a agenda de uma das atrizes mais disputadas de Hollywood.

No Brasil, Euphoria está completa na HBO Max. A série encerra um ciclo que marcou uma geração e transformou Zendaya numa das maiores estrelas de sua época. A pergunta que fica: valeu a pena terminar com uma virada tão divisiva, ou o público merecia uma despedida mais fiel ao tom original?