Nas Terras Perdidas
Filme

Nas Terras Perdidas

"Ela busca o poder para libertar seu povo."

★ 6.4 2025 1h 41m 16 Ação · Fantasia · Faroeste

Em um reino fantástico governado pelo medo, a Rainha (Amara Okereke) procura um poder específico — o dom da metamorfose — para escapar do controle dos sacerdotes que dominam o trono. Para obtê-lo, ela contrata Gray Alys (Milla Jovovich), feiticeira…

Onde assistir
Diretor
Paul W. S. Anderson
Elenco
Milla Jovovich, Dave Bautista, Arly Jover
Produção
Constantin Film, Spark Productions
Origem
Alemanha
Título original
In the Lost Lands

Onde Assistir Nas Terras Perdidas no Brasil

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Sinopse

Em um reino fantástico governado pelo medo, a Rainha (Amara Okereke) procura um poder específico — o dom da metamorfose — para escapar do controle dos sacerdotes que dominam o trono. Para obtê-lo, ela contrata Gray Alys (Milla Jovovich), feiticeira lendária e temida, conhecida por nunca recusar um pedido. O preço será a alma de uma criatura mítica das Terras Perdidas — região fantasmagórica habitada por demônios além do reino civilizado.

Alys parte em busca da criatura. Como guia, recebe o caçador Boyce (Dave Bautista), andarilho silencioso com passado nebuloso e conhecimento da geografia maldita. À medida que avançam, os dois enfrentam patrulhas religiosas comandadas pelo Patriarca (Fraser James), criaturas que mudam de forma na noite e o próprio peso moral da missão — porque entregar a metamorfose à Rainha pode ter consequências bem maiores que o pagamento previa.

Dirigido por Paul W. S. Anderson (Resident Evil, Monster Hunter), é a primeira adaptação cinematográfica de um conto de George R. R. Martin — autor de Game of Thrones. O original foi publicado em 1982 na antologia AMAZONS II.

Análise — Notícias Flix

5.0
de 10

Nas Terras Perdidas é o tipo de filme que diverte fãs do gênero ao mesmo tempo em que frustra fãs do escritor adaptado — e o autor original não escondeu sua frustração. Paul W. S. Anderson, marido de Milla Jovovich e diretor de toda a franquia Resident Evil, assume aqui a primeira adaptação cinematográfica de um conto de George R. R. Martin, e a equação resultante é exatamente a esperada: visual digital agressivo, ação coreografada com cabos e CGI, fôlego dramático limitado.

O grande experimento técnico do filme é a produção virtual integral. Anderson filmou tudo em estúdio usando Unreal Engine e tela azul, sem locações reais nem cenários físicos. Para isso, a equipe desenvolveu um sistema de star-field tracking com 350 pontos de referência no teto do estúdio, permitindo que a câmera se orientasse dentro do mundo digital em tempo real. O resultado é visualmente coerente como exercício de pipeline tecnológico, mas a ausência de qualquer textura natural deixa o filme com aparência uniforme — tudo parece feito do mesmo material plástico digital, sem peso ou cheiro de mundo real. Compare com a fotografia tátil de Game of Thrones e fica claro o que se perdeu na escolha.

Milla Jovovich entrega Gray Alys com a presença que ela domina depois de duas décadas em filmes de fantasia e ação. Dave Bautista como Boyce funciona melhor — ele tem fisicalidade rara para o gênero e calibra a estoicidade do personagem com humor seco. A química entre os dois é o melhor momento dramático do filme. O elenco coadjuvante (Amara Okereke como rainha e Fraser James como patriarca religioso) sustenta o que pode num roteiro que se concentra demais nos protagonistas.

O ponto mais discutido foi o resultado comercial. Com orçamento de US$ 55 milhões, Nas Terras Perdidas arrecadou apenas US$ 6,1 milhões mundialmente — bomba de bilheteria das mais notáveis de 2025, com US$ 1,8 milhão nos EUA. O filme só encontrou redenção no streaming, virando hit no Netflix Reino Unido em agosto de 2025. A recepção crítica foi também desfavorável: 2/5 estrelas pela Empire e pelo Guardian, com IndieWire chamando de "o pior filme de videogame de Anderson".

Para fãs de fantasia trash de gênero — Kult of Resident Evil, Monster Hunter, Mortal Kombat — funciona como entretenimento descartável competente. Para fãs de Martin que esperavam algo na densidade de Game of Thrones, é decepção previsível. O conto original tem 30 páginas e atmosfera muito mais sombria que a versão filmada.

Pontos fortes

  • Dave Bautista entrega Boyce com fisicalidade rara e humor seco
  • Química entre Milla Jovovich e Bautista funciona em vários momentos
  • Experimento técnico de produção virtual integral é ambicioso
  • Coreografia de luta competente no padrão Paul W. S. Anderson
  • Trilha sonora de Paul Haslinger sustenta o clima de fantasia sombria

Pontos fracos

  • Bilheteria catastrófica de US$ 6,1 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 55 milhões
  • Tela azul integral deixa o filme com textura visual plástica e uniforme
  • Roteiro afasta-se do tom denso do conto original de George R. R. Martin
  • Recepção crítica negativa generalizada — 2/5 da Empire e do Guardian
  • Fãs de Game of Thrones esperam densidade narrativa que o filme não tem
Vale a pena se: Você curte fantasia trash de gênero no estilo Resident Evil, Monster Hunter ou Mortal Kombat de Paul W. S. Anderson, gosta de Milla Jovovich em qualquer projeto, e topa um filme que abusa de tela azul e CGI sem cobrar densidade narrativa.

Bilheteria

Orçamento
US$ 55 mi
Arrecadação mundial
US$ 5 mi
Retorno
0,1× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Constantin Werner
Fotografia
Glen MacPherson
Trilha sonora
Paul Haslinger
Edição
Niven Howie
Duração
101 min

Curiosidades sobre Nas Terras Perdidas

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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