Onde Assistir Malévola no Brasil
Sinopse
A floresta de Moors, mundo de fadas e criaturas mágicas, vive em paz isolada do reino humano até que uma órfã chamada Malévola cresce ali e se torna sua protetora mais poderosa. Quando jovem, ela conhece Stefan, um humano ambicioso, e os dois vivem um romance que parece capaz de unir os reinos. Mas Stefan trai Malévola para conquistar o trono — e o trauma transforma a fada em vingadora implacável.
Anos depois, agora rei, Stefan tem uma filha: Aurora. Malévola invade o batismo e amaldiçoa o bebê — no 16º aniversário, a princesa cairá em sono eterno ao tocar o fuso de uma roca. O que ela não previu é que, ao espionar Aurora durante a infância como vingança permanente, acaba se afeiçoando à menina (Elle Fanning) que cresce na floresta sem saber quem é a sombra que sempre a observa.
Em sua estreia na direção, Robert Stromberg reescreve A Bela Adormecida pelo ponto de vista da vilã. Angelina Jolie carrega o filme com carisma físico e maquiagem icônica, em um conto de fadas que questiona quem é heroína e quem é vilã quando a história é contada pelo outro lado.
Análise — Notícias Flix
Malévola é um daqueles filmes em que a interpretação principal vale o ingresso sozinha. Angelina Jolie entra no papel da fada vingadora com presença física tão ajustada à maquiagem (concebida por Rick Baker, lenda dos efeitos especiais) que a personagem deixa de ser cosplay e vira figura. Cada movimento da cabeça com os chifres, cada arqueada das maçãs do rosto pontiagudas, cada inflexão da voz — é trabalho de atriz que entendeu que o filme se sustenta no carisma dela.
A premissa funciona pelo gancho conceitual: e se a Bela Adormecida fosse contada do ponto de vista da bruxa? O roteiro de Linda Woolverton (Rei Leão, A Bela e a Fera) reorganiza a fábula original em três atos clássicos — paraíso, traição, vingança — e oferece a Malévola uma motivação humana que a Disney clássica nunca quis dar a vilões. A traição de Stefan (Sharlto Copley num papel que pede mais fôlego do que ele tem) é construída como crime de gênero antes de o filme assumir o termo, e isso dá peso emocional ao arco da personagem.
Onde o filme tropeça é onde Hollywood blockbuster sempre tropeça: terceiro ato com batalha CGI desnecessária, duas fadinhas cômicas (Imelda Staunton, Lesley Manville e Juno Temple) que pertencem a outro filme, príncipe Phillip (Brenton Thwaites) reduzido a figurante. Robert Stromberg, em sua estreia na direção depois de duas décadas como diretor de arte premiado, tem olho impecável para enquadramento e textura — Moors é visualmente lindo — mas o ritmo dramático claramente pede mão mais experiente.
Mesmo assim, o conjunto entrega. A relação entre Malévola e Aurora (Elle Fanning, em papel que poderia ser passivo e que ela transforma em luminoso) é o coração do filme, e a virada do beijo do amor verdadeiro — que aqui é reinterpretada com elegância — corrige uma das peças mais datadas do conto original.
Faturou US$ 758 milhões em bilheteria mundial e estabeleceu o template das releituras live-action de animações Disney. Cinco anos depois, Cruella copiaria a fórmula com Emma Stone. Não é cinema autoral, mas é blockbuster de família com ideia que se sustenta — e com Angelina Jolie em modo que poucas atrizes dominam.
Pontos fortes
- Angelina Jolie em performance icônica sustentada por maquiagem de Rick Baker
- Releitura inteligente da Bela Adormecida pelo ponto de vista da vilã
- Visual de Moors construído com olho de diretor de arte premiado
- Elle Fanning entrega Aurora luminosa e ativa, não passiva
- Reinterpretação do beijo do amor verdadeiro corrige peça datada do original
Pontos fracos
- Terceiro ato cai em batalha CGI genérica de blockbuster
- Três fadas cômicas pertencem a outro filme e quebram o tom
- Príncipe Phillip reduzido a figurante sem função dramática
- Sharlto Copley como Stefan não sustenta o peso do antagonista
- Stromberg tem olho visual mas falha no ritmo dramático
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 180 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 759 mi
- Retorno
- 4,2× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Linda Woolverton
- Fotografia
- Dean Semler
- Trilha sonora
- James Newton Howard
- Edição
- Richard Pearson
- Duração
- 97 min
Curiosidades sobre Malévola
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Maior orçamento já dado a um diretor estreante
Os US$ 180 milhões de Malévola superaram o recorde anterior do também Disney TRON: O Legado (2010) e fizeram do filme o projeto mais caro já confiado a um diretor de longa-metragem em sua estreia até então.
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Tim Burton recusou a direção
Robert Stromberg revelou em entrevistas que Tim Burton foi o primeiro diretor a quem o projeto foi oferecido, mas precisou recusar para dirigir Sweeney Todd. Angelina Jolie já estava cotada para o papel naquele momento.
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A filha de Angelina Jolie interpreta Aurora bebê
Vivienne Jolie-Pitt, então com 5 anos, foi escalada como a Aurora bebê depois que outras crianças em testes choravam ao ver Angelina caracterizada como Malévola. Vivienne foi a única que não teve medo da mãe.
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Maquiagem de Rick Baker, lenda dos efeitos
O design facial de Malévola foi desenvolvido por Rick Baker, sete vezes vencedor do Oscar de Maquiagem (Um Lobisomem Americano em Londres, O Planeta dos Macacos, entre outros). Jolie testou várias versões dos chifres antes de chegar à definitiva.
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Bilheteria estabeleceu fórmula dos live-actions Disney
Os US$ 758 milhões mundiais consolidaram para a Disney o modelo de releituras live-action de animações clássicas, abrindo caminho para Cinderela (2015), Mogli (2016), A Bela e a Fera (2017) e Cruella (2021).
Datas-chave
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Lançamento mundial
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