Malévola
Filme

Malévola

"Não acredite nos contos de fadas."

★ 7.1 2014 1h 37m 10 Ação · Aventura · Família

A floresta de Moors, mundo de fadas e criaturas mágicas, vive em paz isolada do reino humano até que uma órfã chamada Malévola cresce ali e se torna sua protetora mais poderosa. Quando jovem, ela conhece Stefan, um humano ambicioso,…

Onde assistir
Diretor
Robert Stromberg
Elenco
Angelina Jolie, Elle Fanning, Imelda Staunton
Produção
Walt Disney Pictures, Roth Films
Origem
EUA
Título original
Maleficent

Onde Assistir Malévola no Brasil

Sinopse

A floresta de Moors, mundo de fadas e criaturas mágicas, vive em paz isolada do reino humano até que uma órfã chamada Malévola cresce ali e se torna sua protetora mais poderosa. Quando jovem, ela conhece Stefan, um humano ambicioso, e os dois vivem um romance que parece capaz de unir os reinos. Mas Stefan trai Malévola para conquistar o trono — e o trauma transforma a fada em vingadora implacável.

Anos depois, agora rei, Stefan tem uma filha: Aurora. Malévola invade o batismo e amaldiçoa o bebê — no 16º aniversário, a princesa cairá em sono eterno ao tocar o fuso de uma roca. O que ela não previu é que, ao espionar Aurora durante a infância como vingança permanente, acaba se afeiçoando à menina (Elle Fanning) que cresce na floresta sem saber quem é a sombra que sempre a observa.

Em sua estreia na direção, Robert Stromberg reescreve A Bela Adormecida pelo ponto de vista da vilã. Angelina Jolie carrega o filme com carisma físico e maquiagem icônica, em um conto de fadas que questiona quem é heroína e quem é vilã quando a história é contada pelo outro lado.

Análise — Notícias Flix

7.0
de 10

Malévola é um daqueles filmes em que a interpretação principal vale o ingresso sozinha. Angelina Jolie entra no papel da fada vingadora com presença física tão ajustada à maquiagem (concebida por Rick Baker, lenda dos efeitos especiais) que a personagem deixa de ser cosplay e vira figura. Cada movimento da cabeça com os chifres, cada arqueada das maçãs do rosto pontiagudas, cada inflexão da voz — é trabalho de atriz que entendeu que o filme se sustenta no carisma dela.

A premissa funciona pelo gancho conceitual: e se a Bela Adormecida fosse contada do ponto de vista da bruxa? O roteiro de Linda Woolverton (Rei Leão, A Bela e a Fera) reorganiza a fábula original em três atos clássicos — paraíso, traição, vingança — e oferece a Malévola uma motivação humana que a Disney clássica nunca quis dar a vilões. A traição de Stefan (Sharlto Copley num papel que pede mais fôlego do que ele tem) é construída como crime de gênero antes de o filme assumir o termo, e isso dá peso emocional ao arco da personagem.

Onde o filme tropeça é onde Hollywood blockbuster sempre tropeça: terceiro ato com batalha CGI desnecessária, duas fadinhas cômicas (Imelda Staunton, Lesley Manville e Juno Temple) que pertencem a outro filme, príncipe Phillip (Brenton Thwaites) reduzido a figurante. Robert Stromberg, em sua estreia na direção depois de duas décadas como diretor de arte premiado, tem olho impecável para enquadramento e textura — Moors é visualmente lindo — mas o ritmo dramático claramente pede mão mais experiente.

Mesmo assim, o conjunto entrega. A relação entre Malévola e Aurora (Elle Fanning, em papel que poderia ser passivo e que ela transforma em luminoso) é o coração do filme, e a virada do beijo do amor verdadeiro — que aqui é reinterpretada com elegância — corrige uma das peças mais datadas do conto original.

Faturou US$ 758 milhões em bilheteria mundial e estabeleceu o template das releituras live-action de animações Disney. Cinco anos depois, Cruella copiaria a fórmula com Emma Stone. Não é cinema autoral, mas é blockbuster de família com ideia que se sustenta — e com Angelina Jolie em modo que poucas atrizes dominam.

Pontos fortes

  • Angelina Jolie em performance icônica sustentada por maquiagem de Rick Baker
  • Releitura inteligente da Bela Adormecida pelo ponto de vista da vilã
  • Visual de Moors construído com olho de diretor de arte premiado
  • Elle Fanning entrega Aurora luminosa e ativa, não passiva
  • Reinterpretação do beijo do amor verdadeiro corrige peça datada do original

Pontos fracos

  • Terceiro ato cai em batalha CGI genérica de blockbuster
  • Três fadas cômicas pertencem a outro filme e quebram o tom
  • Príncipe Phillip reduzido a figurante sem função dramática
  • Sharlto Copley como Stefan não sustenta o peso do antagonista
  • Stromberg tem olho visual mas falha no ritmo dramático
Vale a pena se: Você gosta de releituras de contos de fadas no estilo de Wicked, Branca de Neve e o Caçador ou A Espada de Cristal, e topa um blockbuster de família que aposta tudo no carisma de Angelina Jolie.

Bilheteria

Orçamento
US$ 180 mi
Arrecadação mundial
US$ 759 mi
Retorno
4,2× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Linda Woolverton
Fotografia
Dean Semler
Trilha sonora
James Newton Howard
Edição
Richard Pearson
Duração
97 min

Curiosidades sobre Malévola

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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