Onde Assistir O Espanta Tubarões no Brasil
Sinopse
O Espanta Tubarões (Shark Tale no original) é a animação americana de 2004 produzida pela DreamWorks Animation e dirigida por Bibo Bergeron, Vicky Jenson (Shrek) e Rob Letterman. É a sétima animação digital do estúdio e foi lançada no auge da rivalidade entre DreamWorks e Pixar — em meio à fila de animações com peixes que começou em Procurando Nemo (2003).
A história se passa em uma metrópole submarina e acompanha Oscar (Will Smith), peixe limpador-de-baleias trambiqueiro que sonha em sair da pobreza. Quando o filho do chefão da máfia dos tubarões, Frankie (Michael Imperioli, de Os Sopranos), morre por acidente perto dele, Oscar assume falsamente o crédito pela morte e vira celebridade local como Espanta Tubarões.
Don Lino (Robert De Niro), pai de Frankie e líder da máfia, jura vingança. Lenny (Jack Black), o filho mais novo de Don Lino que prefere ser vegetariano e amigo dos peixes, esconde sua verdadeira natureza enquanto se alia secretamente a Oscar. Renée Zellweger é Angie, paixão de Oscar, e Angelina Jolie é Lola, peixe femme fatale que tenta seduzi-lo. Martin Scorsese e Peter Falk completam o elenco vocal de prestígio.
Análise — Notícias Flix
O Espanta Tubarões é o filme em que a DreamWorks tentou aplicar a fórmula Shrek a um cenário marítimo e bateu de frente com a Pixar — e perdeu. A premissa de paródia da máfia ítalo-americana feita com peixes parecia esperta no papel, mas a execução despontou as fragilidades do estúdio na época: roteiro construído em torno de cameos de stars (Will Smith, De Niro, Jolie, Jack Black), referências culturais datadas e visual saturado de produtos da Coca-Cola, MTV e Old Navy. É o protótipo do cinema de animação que envelhecia mal.
35% no Rotten Tomatoes resumiu a recepção crítica: derivativo, cheio de piadas pop in-jokes, sem alma própria. Procurando Nemo havia saído um ano antes e elevado o padrão emocional da animação aquática para um nível que O Espanta Tubarões nem tentou alcançar. A premiação confirmou: indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2005, perdeu para Os Incríveis (Pixar). A DreamWorks chegou a antecipar a estreia para 1º de outubro pra evitar competir com Os Incríveis (5 de novembro).
A controvérsia ítalo-americana foi outro ponto de tensão. Coalizão de organizações como Columbus Citizens Foundation, Order Sons of Italy in America e Italic Institute of America peticionaram a DreamWorks em janeiro de 2004 pedindo mudanças de nomes e retirada de expressões pseudo-italianas tipo fuggedabouitit do roteiro. John Mancini, fundador do Italic Institute, declarou na época que crianças não associam outros grupos como criminosos, só os italianos como gângsteres. A DreamWorks recusou as mudanças.
Apesar de tudo, a bilheteria foi sólida: US$ 374,6 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 75 milhões — nona maior bilheteria do cinema americano em 2004. Estreou em primeiro lugar nos EUA com US$ 47,6 milhões, segunda maior abertura da DreamWorks Animation atrás apenas de Shrek 2. O filme foi exibido em premiere na Praça São Marcos de Veneza durante o Festival de Cinema, primeira vez que a praça foi fechada para premiere de longa-metragem. No Brasil, a versão dublada está disponível na Claro TV+ e Apple TV (aluguel/compra), com Eduardo Borgerth como Oscar e Tonico Pereira como Don Lino.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 75 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 367 mi
- Retorno
- 4,9× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Michael J. Wilson
- Fotografia
- Gil Zimmerman
- Trilha sonora
- Hans Zimmer
- Edição
- John Venzon
- Duração
- 90 min
Curiosidades sobre O Espanta Tubarões
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Premiere fechou a Praça São Marcos pela 1ª vez
A première mundial aconteceu em 10 de setembro de 2004 na Praça São Marcos, em Veneza, durante o Festival Internacional de Cinema. Foi a primeira vez na história que a praça foi fechada exclusivamente para a estreia de um longa-metragem — gesto típico de blockbusters de prestígio que a DreamWorks usou para posicionar o filme.
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Antecipou estreia pra fugir de Os Incríveis
Originalmente programado para 5 de novembro de 2004, foi antecipado para 1º de outubro pra evitar competição direta com Os Incríveis (Pixar), que estreou na data original. A estratégia funcionou parcialmente: arrecadou US$ 374 milhões, mas perdeu o Oscar de Melhor Animação para Os Incríveis em 2005.
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Indicado ao Oscar — perdeu para Os Incríveis
Foi um dos três indicados ao Oscar de Melhor Animação em 2005, ao lado de Shrek 2 (também DreamWorks) e Os Incríveis (Pixar, vencedor). É um caso raro de DreamWorks ter dois filmes indicados na mesma categoria no mesmo ano. O Espanta Tubarões nunca chegou perto de ganhar prêmios principais por causa da recepção crítica fraca.
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Controvérsia com associações ítalo-americanas
Em janeiro de 2004, antes da estreia, organizações como Columbus Citizens Foundation, Order Sons of Italy in America e Italic Institute of America peticionaram a DreamWorks pedindo mudanças nos nomes e expressões pseudo-italianas (fuggedabouitit, palavras com sotaque) que perpetuavam estereótipos da máfia. A DreamWorks recusou as mudanças e manteve o roteiro.
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Martin Scorsese dubla um peixe-globo
O cineasta de Touro Indomável e Os Bons Companheiros faz a voz de Sykes, peixe-globo gerente de uma operação de lava-jato. A escolha foi piada autoreferente — Scorsese é o diretor mais associado a filmes de máfia de Hollywood, e a animação coloca ele dentro de uma máfia de peixes. É uma das poucas vezes em que ele faz dublagem em animação.
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35% no Rotten Tomatoes — uma das menores notas DreamWorks
A nota é uma das três menores da história da DreamWorks Animation, ao lado de Shrek 2 (89%, contraste extremo no mesmo ano), Espirito Selvagem (45%) e Bee Movie (50%). O consenso da crítica chamou o filme de derivativo e cheio de piadas pop in-jokes, comparando-o desfavoravelmente com Procurando Nemo, que havia saído em 2003.
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Estreia foi a 2ª maior da DreamWorks Animation
Os US$ 47,6 milhões da abertura nos EUA foram, na época, a segunda maior estreia de uma animação DreamWorks, atrás apenas de Shrek 2 (US$ 108 milhões, mesmo ano). É indicador de quanta expectativa de público o filme conseguiu construir antes da recepção crítica negativa pegar tração.
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Disponível na Claro TV+ e Apple TV no Brasil
No Brasil, o filme está disponível na Claro TV+ (assinatura), na Apple TV (aluguel/compra), Google Play Filmes e YouTube. Não está atualmente em catálogo de streaming gratuito como Netflix ou Disney+. A versão dublada brasileira foi feita pela Delart no Rio de Janeiro com Eduardo Borgerth (Will Smith/Oscar), Tonico Pereira (De Niro/Don Lino) e Cláudio Galvan (Jack Black/Lenny).
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal