Onde Assistir A Casa Monstro no Brasil
Sinopse
A Casa Monstro (Monster House no original) é a animação americana de 2006 dirigida pelo estreante Gil Kenan, distribuída pela Sony Pictures Releasing através da Columbia Pictures. Foi produzida pela ImageMovers de Robert Zemeckis e pela Amblin Entertainment de Steven Spielberg — primeira parceria entre os dois cineastas como produtores executivos desde De Volta para o Futuro III (1990).
A história se passa em uma vizinhança suburbana americana às vésperas do Halloween. DJ Walters (Mitchel Musso) é um pré-adolescente fascinado pela casa decadente do velho Sr. Nebbercracker (Steve Buscemi), no outro lado da rua. Toda criança que se aproxima do gramado tem brinquedos confiscados — e um dia, durante uma briga com seu vizinho, o Sr. Nebbercracker tem um ataque cardíaco. A partir daí, a casa começa a se mover sozinha, devorando crianças e adultos que se aproximam.
DJ se alia a seu melhor amigo Chowder (Sam Lerner) e à esperta Jenny (Spencer Locke) para descobrir o que está acontecendo. O elenco vocal traz Maggie Gyllenhaal, Jason Lee, Kevin James, Catherine O'Hara e Jon Heder em papéis menores. O roteiro é assinado por Dan Harmon (futuro criador de Community) e Rob Schrab, escolha que justifica o tom de comédia ácida que diferencia o filme de outras animações da época.
Análise — Notícias Flix
A Casa Monstro é o filme que provou que animação digital podia ter atmosfera genuína de terror — algo que poucos longas infantis tentaram antes. Gil Kenan, então recém-saído da escola de cinema da UCLA, foi escalado por Robert Zemeckis depois de impressioná-lo durante a produção de O Polar Expresso (2004). Zemeckis tinha acabado de pioneirar a tecnologia de motion capture para animação digital e queria aplicá-la em algo dramaticamente diferente — A Casa Monstro virou o experimento.
A escolha técnica é o que mais chama atenção. Toda a animação foi feita em motion capture, com atores físicos performando movimentos e falas conectados a sensores. O processo pioneirou-se em O Polar Expresso e foi refinado aqui — em apenas 34 dias de captura. A diferença visual é notável: enquanto Polar Expresso teve críticas pela rigidez do uncanny valley, A Casa Monstro abraça a estilização cartunesca, com personagens deliberadamente estranhos. Em 2018, ainda era o único filme em motion capture com história totalmente original — não baseado em livro ou material existente.
O roteiro de Dan Harmon e Rob Schrab tem assinatura clara dos dois — o tom de comédia metalinguística, ironia adulta e diálogos ágeis. Harmon usaria a mesma fórmula em Community (2009-2015) e Rick e Morty (2013-presente). É uma animação infantil que respeita a inteligência das crianças sem subestimá-las, e que tem horror genuíno na premissa central — uma casa que come pessoas. A classificação é PG por causa do tom: amplo demais para crianças muito pequenas.
A recepção crítica foi sólida — 75% no Rotten Tomatoes, três indicações importantes (Oscar de Melhor Animação, Globo de Ouro, Annie Awards) e bilheteria de US$ 142 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 75 milhões. Perdeu o Oscar para Happy Feet — O Pinguim e o Globo de Ouro para Carros (Pixar). Hoje é considerado um dos melhores filmes de Halloween infantil, ao lado de O Estranho Mundo de Jack e Coraline. No Brasil, está disponível em Netflix, HBO Max, Prime Video e Apple TV (aluguel/compra), com dublagem da Delart e voz de Henrique Souza como DJ.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 75 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 140 mi
- Retorno
- 1,9× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Pamela Pettler
- Fotografia
- Xavier Grobet
- Trilha sonora
- Douglas Pipes
- Edição
- Adam P. Scott
- Duração
- 91 min
Curiosidades sobre A Casa Monstro
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Spielberg e Zemeckis primeira parceria desde De Volta Para o Futuro
Foi a primeira vez que Steven Spielberg e Robert Zemeckis trabalharam juntos como produtores executivos desde De Volta para o Futuro Parte III (1990). Zemeckis dirigiu, Spielberg produziu pela Amblin nos três filmes de De Volta para o Futuro — em A Casa Monstro, Zemeckis levou seu estúdio ImageMovers e Spielberg levou a Amblin Entertainment, dividindo créditos.
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Direção de estreante recém-saído de escola de cinema
Gil Kenan estreou na direção com 30 anos, fresco da escola de cinema da UCLA. Foi escalado por Zemeckis depois de impressioná-lo durante uma visita ao set de O Polar Expresso (2004). Kenan dirigiria depois Cidade de Ember (2008) e Os Caça-Fantasmas: Apocalipse de Gelo (2024) — também produzido pela Amblin de Spielberg.
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Motion capture pioneirado por Zemeckis
Toda a animação foi feita em motion capture — atores físicos performaram cada movimento e fala conectados a sensores. Zemeckis pioneirou o processo em O Polar Expresso (2004) e refinou aqui. As capturas levaram apenas 34 dias, prazo curto comparado aos meses tradicionais de animação digital pura. Em 2018, A Casa Monstro ainda era o único filme em motion capture com história totalmente original (não adaptação de livro).
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Roteiro de Dan Harmon antes de Community
Os roteiristas Dan Harmon e Rob Schrab assinaram o roteiro juntos antes de Harmon criar Community (NBC, 2009-2015) e cocriar Rick e Morty (Adult Swim, 2013-presente). É um dos primeiros trabalhos profissionais em cinema mainstream para Harmon, e o tom de comédia metalinguística que viraria sua marca já está aqui.
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Indicado ao Oscar — perdeu para Happy Feet
Foi indicado a três grandes prêmios em 2007: Oscar de Melhor Animação (perdeu para Happy Feet), Globo de Ouro de Melhor Animação (perdeu para Carros, Pixar) e Annie Award (perdeu também para Happy Feet). É um dos casos raros de animação produzida por Amblin/ImageMovers a chegar à competição com Pixar e DreamWorks na temporada de premiações.
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Lançado em 3D digital quando a tecnologia era nova
Foi um dos primeiros filmes a usar a tecnologia REAL D Cinema, que viraria padrão da indústria após Avatar (2009). A versão 3D foi lançada em aproximadamente 200 cinemas equipados com a nova tecnologia digital — diferenciando-se de O Polar Expresso, que havia sido convertido para o formato 3D IMAX 70mm tradicional.
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75% no Rotten Tomatoes — bem recebido pela crítica
A nota é uma das mais altas de animações motion capture em geral, gênero criticado por outras produções da ImageMovers como Beowulf (2007) e Os Fantasmas de Scrooge (2009). A diferença é que A Casa Monstro abraça estética cartunesca em vez de tentar realismo fotográfico — o uncanny valley que prejudicou os outros filmes.
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Disponível em Netflix, HBO Max e Prime Video
No Brasil, o filme está em múltiplas plataformas: Netflix, HBO Max, Prime Video, Apple TV (aluguel/compra) e Claro TV+. É um dos casos raros de animação americana com presença em quase todos os streamings principais. A dublagem brasileira foi feita pela Delart no Rio com Henrique Souza como DJ Walters, Diogo Aguilar como Chowder e Iara Riça como Jenny.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal