Devil May Cry chegou ao dia de estreia com mais barulho da Netflix. A plataforma soltou um clipe musical da 2ª temporada com “See U in Hell”, parceria de Papa Roach com Hanumankind. E o vídeo deixa claro o recado: a série quer ser lembrada tanto pela ação quanto pela trilha.
Não foi só mais um teaser curto. Foi uma peça de marketing pensada para vender atitude, violência estilizada e aquele ar de anime adulto que conversa direto com fã de game dos anos 2000.
| Ficha técnica | Detalhes |
|---|---|
| Título | Devil May Cry |
| Formato | Série animada |
| Baseado em | Franquia de games da Capcom |
| Estúdio de animação | Studio Mir |
| Direção criativa | Adi Shankar |
| Gênero | Ação, fantasia sombria, aventura, sobrenatural |
| Público-alvo | Adulto |
| Plataforma no Brasil | Netflix |
| Estreia da 2ª temporada | 12/05/2026 |
| Núcleo central | Dante, Vergil e Arius |
O clipe diz muito sobre o que a Netflix quer vender
A escolha de “See U in Hell” não parece aleatória. Devil May Cry sempre funcionou melhor quando abraça exagero, pose e pancadaria com guitarra no talo. O clipe reforça exatamente isso.
Papa Roach já fazia parte do marketing do primeiro ano com “Last Resort”. Agora, a volta da banda cria continuidade. Hanumankind entra para atualizar o som e puxar a identidade da série para algo menos nostálgico e mais agressivo.
Funciona. Porque Devil May Cry nunca foi franquia de meia medida. Ou você compra o estilo, ou desliga cedo.

Arius entra no jogo, e isso pode arrumar a casa
Nas entrevistas de divulgação, Adi Shankar confirmou que a nova temporada vai trabalhar com Arius, vilão de Devil May Cry 2. Para fã antigo, esse detalhe importa. Para o público casual, também.
Arius ajuda a puxar a trama para um conflito mais definido. Shankar também disse que quer evitar personagem aparecendo do nada, sem peso emocional. Parece básico? Em adaptação de game, não é.
A primeira temporada tinha energia de sobra. Às vezes, porém, parecia mais interessada em pose do que em progressão dramática. Se a 2ª temporada realmente vier mais coesa, já é uma melhora relevante.
Shankar ainda comparou essa busca por coesão à disciplina narrativa associada a Christopher Nolan. Calma: ninguém está dizendo que Devil May Cry virou quebra-cabeça cerebral. O recado é mais simples. Menos entrada aleatória. Mais consequência.

O fim da 1ª temporada deixou mais coisa aberta do que parecia
Quem assistiu ao primeiro ano sabe que a série fechou com mudanças importantes para Dante, Vergil e a relação entre humanos e demônios. O conflito maior não era só pessoal. Era estrutural.
A história já vinha mexendo com a DarkCom e com Makai, o reino demoníaco que amplia a escala da briga. Em português claro: o problema deixou de ser um monstro da semana. Virou guerra de mundo contra mundo.
Mas será que a série consegue equilibrar esse tamanho todo? A entrada de Arius sugere um caminho mais direto. Um rosto forte no centro da temporada quase sempre ajuda.
Vergil também volta a ser peça-chave. E isso muda bastante o eixo emocional da história. Quando Dante e Vergil estão em rota de colisão, Devil May Cry sai do legalzinho e entra no território que os fãs realmente esperam.

A Netflix está vendendo um evento, não só uma adaptação
Esse lançamento tem cara de estratégia maior. O clipe musical transforma a estreia em algo compartilhável, rápido e fácil de circular nas redes. Trailer vende trama. Clipe vende clima.
E a disputa nesse espaço está pesada. Castlevania virou referência de animação adulta com ação sobrenatural. Arcane elevou o padrão visual das adaptações de games. Cyberpunk: Edgerunners mostrou como trilha, estética e fandom podem andar juntos.
Devil May Cry não precisa vencer esses três no mesmo campo. Precisa achar o próprio. E esse próprio campo passa por música alta, violência coreografada e um Dante com carisma suficiente para segurar tudo.
Tem outro detalhe aí. A Netflix parece entender que a franquia funciona melhor quando é tratada como marca de atitude, não só como catálogo gamer. O clipe existe para isso.
Devil May Cry já está na Netflix no Brasil
A 2ª temporada estreou globalmente nesta terça, 12/05/2026, e já entrou no catálogo brasileiro da Netflix. O primeiro ano também segue disponível por aqui, o que facilita a maratona para quem quiser recapitular antes.
Na prática, o clipe entrega uma promessa bem clara: mais peso, mais rock e um conflito mais organizado. Agora vem a parte que interessa de verdade. Estilo a série já tem; falta ver se o roteiro acompanha o volume da trilha.