Mulher-Maravilha
Filme

Mulher-Maravilha

"Gal Gadot rodou grávida de cinco meses, com chroma key sobre a barriga, e quebrou recorde da maior abertura para uma diretora mulher."

★ 7.2 2017 2h 21m 12 Ação · Aventura · Fantasia

Mulher-Maravilha é o filme de 2017 dirigido por Patty Jenkins, quarto longa do DC Extended Universe e primeira super-heroína a estrelar uma superprodução solo de grande estúdio na era moderna. Gal Gadot vive Diana Prince, princesa amazona de Themyscira que…

Diretor
Patty Jenkins
Elenco
Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen
Produção
Atlas Entertainment, Cruel & Unusual Films
Origem
EUA
Título original
Wonder Woman

Sinopse

Mulher-Maravilha é o filme de 2017 dirigido por Patty Jenkins, quarto longa do DC Extended Universe e primeira super-heroína a estrelar uma superprodução solo de grande estúdio na era moderna. Gal Gadot vive Diana Prince, princesa amazona de Themyscira que sai da ilha mítica após o piloto americano Steve Trevor, vivido por Chris Pine, cair no oceano durante a Primeira Guerra Mundial. Robin Wright é Antíope, Connie Nielsen é Hipólita, Danny Huston é o general Ludendorff, David Thewlis encarna Ares e Elena Anaya é a Doutora Veneno. Trilha de Rupert Gregson-Williams reusando o tema de Hans Zimmer.

Análise — Notícias Flix

7.0
de 10

Mulher-Maravilha chegou aos cinemas em junho de 2017 com a missão de salvar o DC Extended Universe da fase sombria de Zack Snyder. O DCEU vinha de Homem de Aço com público dividido, Batman vs Superman com 27% no Rotten Tomatoes, e Esquadrão Suicida em 26%. Patty Jenkins, diretora de Monster de 2003, herdou o projeto depois que Michelle MacLaren saiu por divergências criativas em 2015. Foi a primeira mulher a dirigir uma superprodução de super-herói com orçamento acima de US$ 100 milhões, no caso US$ 149 milhões da Warner.

O resultado virou marco. O filme estreou com US$ 103,25 milhões nos Estados Unidos e Canadá, maior abertura doméstica já obtida por uma diretora mulher, recorde mantido até Barbie de Greta Gerwig em 2023. Globalmente, abriu com US$ 223 milhões e fechou em US$ 823,97 milhões mundialmente. Esses números reposicionaram o DCEU no mercado e ressuscitaram parte da fé do público e dos executivos.

Gal Gadot tinha entrado no DCEU como participação especial em Batman vs Superman em 2016. O solo confirmou a aposta. Para encarnar Diana, treinou seis horas por dia durante seis meses, com duas horas de musculação, duas horas de coreografia de luta e duas horas de equitação. Já levava na bagagem o Krav Maga aprendido no exército israelense, e somou jiu-jitsu brasileiro, kung fu, capoeira, kickboxing e esgrima.

A complicação maior veio das refilmagens em novembro de 2016: Gadot estava grávida de cinco meses da segunda filha, Maya. A produção colocou um pedaço de tecido verde, chroma key, sobre a barriga da atriz para que a equipe de efeitos visuais removesse digitalmente a gestação cena a cena, mantendo a silhueta de Diana intacta. Esse artifício técnico virou curiosidade amplamente comentada na imprensa.

O elenco coadjuvante reúne Chris Pine como o piloto Steve Trevor, Robin Wright como a general Antíope que treinou Diana em Themyscira, Connie Nielsen como Hipólita, Danny Huston como o vilão Ludendorff, David Thewlis em twist final como Ares e Elena Anaya como a Doutora Veneno. A esquadra de Trevor inclui Ewen Bremner como Charlie, Saïd Taghmaoui como Sameer e Eugene Brave Rock como Chief. Todos ajudaram a compor o tom humano e aventureiro do filme.

Themyscira foi recriada na Costa do Cilento, no sul da Itália, com locações em Palinuro, Camerota, Castel del Monte e Matera. Os campos de batalha da Primeira Guerra Mundial foram rodados em Hertfordshire e Kent na Inglaterra, e em locações francesas. A fotogenia das paisagens europeias deu ao filme um caráter quase mitológico, equilibrando fantasia e realismo histórico.

A cena icônica da No Man's Land, em que Diana atravessa a terra de ninguém para enfrentar metralhadoras alemãs, quase foi cortada. A equipe britânica de Jenkins questionou a sequência por entender que não era um combate convencional. Jenkins desenhou os storyboards pessoalmente para convencer os superiores e hoje aponta a sequência como a mais importante do filme. O momento virou símbolo do filme e do seu apelo moral.

A recepção crítica foi entusiasta. O Rotten Tomatoes registra 93% de aprovação com 477 críticas, audiência em 83%, o Metacritic 76 e o CinemaScore A. O consenso oficial do agregador descreve o longa como empolgante, sincero e impulsionado pela atuação carismática de Gal Gadot, com sucesso espetacular. Esses índices consolidaram a percepção do filme como um acerto raro dentro do DCEU.

A trilha de Rupert Gregson-Williams reusa o tema de guitarra elétrica de Wonder Woman criado por Hans Zimmer e Junkie XL para Batman vs Superman. A Deadline Hollywood estimou lucro líquido de US$ 252,9 milhões para a Warner, maior êxito financeiro do DCEU pré-Aquaman. O filme venceu o Prêmio Hugo 2018 de Melhor Apresentação Dramática Longa, além do Saturn Award de Melhor Filme de Super-Herói.

A proibição em alguns países gerou controvérsia. O Líbano proibiu a exibição em 31 de maio de 2017, véspera da estreia, após pressão da Campanha pelo Boicote a Apoiadores de Israel, já que Gadot serviu dois anos no exército israelense, exigência legal para cidadãs do país. Tunísia, Catar e Argélia também restringiram ou bannilaram a exibição. Foram decisões políticas que impactaram a circulação regional do filme.

A continuidade da franquia foi mais turbulenta. Mulher-Maravilha 1984 chegou em 2020 ainda com Jenkins na direção, mas dividiu mais a crítica e teve estreia comprometida pela pandemia. Diana volta em Liga da Justiça de 2017, Zack Snyder's Justice League de 2021 e The Flash de 2023. A presença recorrente da personagem manteve sua visibilidade, mesmo com resultados variados.

Patty Jenkins chegou a entregar tratamento para Mulher-Maravilha 3 com Gadot, mas o projeto foi cancelado em dezembro de 2022 durante a reestruturação do DC Studios por James Gunn e Peter Safran. O DCU agora aposta na série Paradise Lost para a HBO Max, descrita por Gunn como um Game of Thrones em Themyscira, focada em intriga política entre as Amazonas anos antes do nascimento de Diana. A mudança de rumos refletiu uma nova visão editorial para o universo.

Em 2026, Gunn afirmou que o projeto está em desenvolvimento extremo, desmentindo rumores de cancelamento. Ainda sem elenco confirmado nem data de estreia, mas o filme de 2017 segue como referência do que o DCEU pré-Snyder poderia ter sido se a aposta inicial fosse na otimismo de Diana em vez do peso de Bruce e Clark. O legado de Mulher-Maravilha permanece como ponto de comparação e inspiração para futuros rumos.

Bilheteria

Orçamento
US$ 149 mi
Arrecadação mundial
US$ 824 mi
Retorno
5,5× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Allan Heinberg
Fotografia
Matthew Jensen
Trilha sonora
Rupert Gregson-Williams
Edição
Martin Walsh
Duração
141 min

Curiosidades sobre Mulher-Maravilha

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

Galeria

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