Sinopse
Mulher-Maravilha (Wonder Woman no original) é o filme americano de super-herói de 2017 dirigido por Patty Jenkins (Monster) a partir de roteiro de Allan Heinberg. Foi distribuído pela Warner Bros. Pictures em 2 de junho de 2017 e é a quarta produção do DC Extended Universe (DCEU) — após O Homem de Aço (2013), Batman vs Superman (2016) e Esquadrão Suicida (2016). É também a primeira produção do universo cinematográfico dirigida por uma mulher e estrelada por uma super-heroína em papel solo.
A história acompanha Diana Prince (Gal Gadot), princesa amazona criada em Themyscira — ilha mística habitada apenas por mulheres guerreiras, escondida do mundo dos homens. Quando o espião americano Steve Trevor (Chris Pine) tem seu avião derrubado próximo à ilha durante a Primeira Guerra Mundial, Diana descobre o conflito global. Acreditando que o caos foi orquestrado por Ares, o deus grego da guerra, ela parte para a Europa decidida a encontrá-lo e encerrar a guerra.
O elenco coadjuvante traz Robin Wright (House of Cards) como General Antíope, mentora militar de Diana, Connie Nielsen como Rainha Hipólita, mãe de Diana, Danny Huston como General Ludendorff, antagonista militar alemão, David Thewlis (Harry Potter, Professor Lupin) como Sir Patrick Morgan, Elena Anaya como Doutora Veneno e Saïd Taghmaoui como Sameer. A trilha sonora foi composta por Rupert Gregson-Williams, com tema principal de Hans Zimmer e Junkie XL originalmente apresentado em Batman vs Superman (2016).
Análise — Notícias Flix
Mulher-Maravilha é o ponto de virada do DCEU — primeiro grande sucesso crítico e comercial do universo cinematográfico DC depois de três filmes mornos com público dividido (O Homem de Aço, Batman vs Superman, Esquadrão Suicida). Patty Jenkins, conhecida apenas pelo indie Monster (2003, Oscar de Melhor Atriz para Charlize Theron), foi escolha controversa no anúncio inicial — diretora indie pegando blockbuster de US$ 150 milhões. A aposta provou-se acertada: o filme é considerado por crítica e fãs como uma das melhores produções DC da era moderna.
A aposta narrativa central é o tom emocional positivo. Em contraste com o estilo cínico e niilista de Zack Snyder (diretor das três produções DC anteriores), Jenkins entrega Diana como heroína genuinamente otimista — personagem que acredita em justiça, amor e bondade humana mesmo enfrentando os horrores da Primeira Guerra Mundial. A cena conhecida como Terra de Ninguém (No Man's Land), em que Diana atravessa o campo aberto entre trincheiras enquanto soldados são abatidos ao seu redor, é considerada por muitos o melhor momento solo de super-herói do cinema moderno.
Gal Gadot entrega performance carismática que carrega o filme. A atriz israelense, antes conhecida principalmente pela franquia Velozes e Furiosos e por sua estreia como Diana em Batman vs Superman, demonstrou alcance dramático que poucos esperavam. Sua química com Chris Pine (Star Trek, Estrelas Além do Tempo) como Steve Trevor é centro emocional do filme — relacionamento que serve tanto para comédia (Diana descobrindo o mundo moderno) quanto para tragédia no terceiro ato.
A recepção foi histórica em escala. 93% no Rotten Tomatoes (Certified Fresh), Metacritic 76, CinemaScore A. Bilheteria mundial de US$ 824 milhões sobre orçamento de US$ 149 milhões — quinta maior bilheteria de 2017 e maior bilheteria de filme dirigido por mulher até ser superada por Barbie (2023, Greta Gerwig, US$ 1,44 bilhão). Recebeu o Prêmio Hugo de Melhor Apresentação Dramática em 2018. Originou continuação Mulher-Maravilha 1984 (2020, decepção comercial pela pandemia) — Mulher-Maravilha 3 estava em desenvolvimento mas foi cancelado em 2023 com a saída de Patty Jenkins e a reformulação do DCU sob James Gunn. No Brasil, está disponível no HBO Max (Max), Apple TV (compra/aluguel) e exibições regulares em TV paga.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 149 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 824 mi
- Retorno
- 5,5× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Allan Heinberg
- Fotografia
- Matthew Jensen
- Trilha sonora
- Rupert Gregson-Williams
- Edição
- Martin Walsh
- Duração
- 141 min
Curiosidades sobre Mulher-Maravilha
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Maior bilheteria de filme dirigido por mulher até Barbie (2023)
Mulher-Maravilha arrecadou US$ 824 milhões mundiais — manteve por seis anos o recorde de maior bilheteria de filme dirigido por uma mulher, até ser superado por Barbie (2023, Greta Gerwig, US$ 1,44 bilhão). É também a quinta maior bilheteria de 2017, atrás apenas de Star Wars: Os Últimos Jedi, A Bela e a Fera, Velozes e Furiosos 8 e Detona Ralph 2. Foi considerado divisor de águas na representatividade feminina em Hollywood.
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Cena de Terra de Ninguém quase foi cortada
A cena considerada melhor momento do filme — em que Diana atravessa o campo aberto entre trincheiras alemãs e britânicas — quase foi removida do roteiro. Os produtores argumentavam que era cara demais e narrativamente desnecessária. Patty Jenkins lutou pessoalmente para mantê-la, declarando em entrevistas que essa sequência era o coração do filme. Hoje é citada como uma das melhores cenas solo de super-herói no cinema do século 21.
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Gal Gadot estava grávida durante refilmagens
Gal Gadot estava grávida de cinco meses de sua segunda filha Maya durante as refilmagens em novembro de 2016. A equipe de figurinos criou um traje verde de chroma key em formato triângulo sobre o abdômen — depois substituído digitalmente pela armadura. A revelação aconteceu publicamente em 2017, fazendo Gadot virar símbolo de empoderamento feminino na indústria de super-heróis.
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Patty Jenkins veio do indie Monster
Patty Jenkins foi escolha controversa para dirigir blockbuster de US$ 150 milhões. Ela vinha apenas de Monster (2003), drama indie em que Charlize Theron venceu o Oscar de Melhor Atriz. Era também a primeira mulher a dirigir um filme de super-herói do DCEU. Antes dela, Catherine Hardwicke (Crepúsculo, 2008) havia dirigido o maior blockbuster feminino até então. O sucesso de Mulher-Maravilha abriu caminho para outras diretoras em blockbusters.
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Robin Wright se preparou como guerreira aos 51 anos
Robin Wright (House of Cards, Forrest Gump) tinha 51 anos quando foi escalada como General Antíope, mentora militar de Diana. Wright passou seis meses em treinamento físico intensivo de combate, incluindo cavalgada, esgrima e arco. A cena de combate dela em Themyscira no início do filme foi feita com 80% de dublê de corpo da própria Wright — caso raro de atriz de meia-idade fazendo coreografia de ação real.
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93% no Rotten Tomatoes — melhor DCEU da era Snyder
Recebeu 93% de aprovação entre 462 críticos no Rotten Tomatoes (Certified Fresh) — maior nota DCEU até a chegada de Aquaman e o Reino Perdido (2018, 65% RT) e A Mulher Maravilha 1984 (2020, 58% RT). Metacritic 76, CinemaScore A. O consenso elogiou o tom emocional, Gal Gadot, ação de Patty Jenkins e a falta do excesso de cinismo das produções Snyder anteriores.
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Prêmio Hugo de Melhor Apresentação Dramática 2018
Em agosto de 2018, Mulher-Maravilha venceu o Prêmio Hugo de Melhor Apresentação Dramática (categoria filme longa). É o prêmio anual mais prestigioso da ficção científica e fantasia, premiando o melhor trabalho em cada categoria. Foi o primeiro filme de super-herói a vencer o Hugo desde Os Vingadores (2013). Patty Jenkins aceitou o prêmio no Worldcon em San José, Califórnia.
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Disponível no HBO Max Brasil
No Brasil, Mulher-Maravilha está disponível no HBO Max (Max) — biblioteca permanente do conjunto de produções DC dentro do streaming Warner Bros. Discovery. Apple TV, Google Play e Prime Video têm para aluguel/compra. Exibições regulares em canais TBS, Warner e Universal. A dublagem brasileira foi feita pela Delart com Mabel Cezar como Diana (Gal Gadot) e Sérgio Cantú como Steve Trevor (Chris Pine).
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal