Sinopse
Mulher-Maravilha é o filme de 2017 dirigido por Patty Jenkins, quarto longa do DC Extended Universe e primeira super-heroína a estrelar uma superprodução solo de grande estúdio na era moderna. Gal Gadot vive Diana Prince, princesa amazona de Themyscira que sai da ilha mítica após o piloto americano Steve Trevor, vivido por Chris Pine, cair no oceano durante a Primeira Guerra Mundial. Robin Wright é Antíope, Connie Nielsen é Hipólita, Danny Huston é o general Ludendorff, David Thewlis encarna Ares e Elena Anaya é a Doutora Veneno. Trilha de Rupert Gregson-Williams reusando o tema de Hans Zimmer.
Análise — Notícias Flix
Mulher-Maravilha chegou aos cinemas em junho de 2017 com a missão de salvar o DC Extended Universe da fase sombria de Zack Snyder. O DCEU vinha de Homem de Aço com público dividido, Batman vs Superman com 27% no Rotten Tomatoes, e Esquadrão Suicida em 26%. Patty Jenkins, diretora de Monster de 2003, herdou o projeto depois que Michelle MacLaren saiu por divergências criativas em 2015. Foi a primeira mulher a dirigir uma superprodução de super-herói com orçamento acima de US$ 100 milhões, no caso US$ 149 milhões da Warner.
O resultado virou marco. O filme estreou com US$ 103,25 milhões nos Estados Unidos e Canadá, maior abertura doméstica já obtida por uma diretora mulher, recorde mantido até Barbie de Greta Gerwig em 2023. Globalmente, abriu com US$ 223 milhões e fechou em US$ 823,97 milhões mundialmente. Esses números reposicionaram o DCEU no mercado e ressuscitaram parte da fé do público e dos executivos.
Gal Gadot tinha entrado no DCEU como participação especial em Batman vs Superman em 2016. O solo confirmou a aposta. Para encarnar Diana, treinou seis horas por dia durante seis meses, com duas horas de musculação, duas horas de coreografia de luta e duas horas de equitação. Já levava na bagagem o Krav Maga aprendido no exército israelense, e somou jiu-jitsu brasileiro, kung fu, capoeira, kickboxing e esgrima.
A complicação maior veio das refilmagens em novembro de 2016: Gadot estava grávida de cinco meses da segunda filha, Maya. A produção colocou um pedaço de tecido verde, chroma key, sobre a barriga da atriz para que a equipe de efeitos visuais removesse digitalmente a gestação cena a cena, mantendo a silhueta de Diana intacta. Esse artifício técnico virou curiosidade amplamente comentada na imprensa.
O elenco coadjuvante reúne Chris Pine como o piloto Steve Trevor, Robin Wright como a general Antíope que treinou Diana em Themyscira, Connie Nielsen como Hipólita, Danny Huston como o vilão Ludendorff, David Thewlis em twist final como Ares e Elena Anaya como a Doutora Veneno. A esquadra de Trevor inclui Ewen Bremner como Charlie, Saïd Taghmaoui como Sameer e Eugene Brave Rock como Chief. Todos ajudaram a compor o tom humano e aventureiro do filme.
Themyscira foi recriada na Costa do Cilento, no sul da Itália, com locações em Palinuro, Camerota, Castel del Monte e Matera. Os campos de batalha da Primeira Guerra Mundial foram rodados em Hertfordshire e Kent na Inglaterra, e em locações francesas. A fotogenia das paisagens europeias deu ao filme um caráter quase mitológico, equilibrando fantasia e realismo histórico.
A cena icônica da No Man's Land, em que Diana atravessa a terra de ninguém para enfrentar metralhadoras alemãs, quase foi cortada. A equipe britânica de Jenkins questionou a sequência por entender que não era um combate convencional. Jenkins desenhou os storyboards pessoalmente para convencer os superiores e hoje aponta a sequência como a mais importante do filme. O momento virou símbolo do filme e do seu apelo moral.
A recepção crítica foi entusiasta. O Rotten Tomatoes registra 93% de aprovação com 477 críticas, audiência em 83%, o Metacritic 76 e o CinemaScore A. O consenso oficial do agregador descreve o longa como empolgante, sincero e impulsionado pela atuação carismática de Gal Gadot, com sucesso espetacular. Esses índices consolidaram a percepção do filme como um acerto raro dentro do DCEU.
A trilha de Rupert Gregson-Williams reusa o tema de guitarra elétrica de Wonder Woman criado por Hans Zimmer e Junkie XL para Batman vs Superman. A Deadline Hollywood estimou lucro líquido de US$ 252,9 milhões para a Warner, maior êxito financeiro do DCEU pré-Aquaman. O filme venceu o Prêmio Hugo 2018 de Melhor Apresentação Dramática Longa, além do Saturn Award de Melhor Filme de Super-Herói.
A proibição em alguns países gerou controvérsia. O Líbano proibiu a exibição em 31 de maio de 2017, véspera da estreia, após pressão da Campanha pelo Boicote a Apoiadores de Israel, já que Gadot serviu dois anos no exército israelense, exigência legal para cidadãs do país. Tunísia, Catar e Argélia também restringiram ou bannilaram a exibição. Foram decisões políticas que impactaram a circulação regional do filme.
A continuidade da franquia foi mais turbulenta. Mulher-Maravilha 1984 chegou em 2020 ainda com Jenkins na direção, mas dividiu mais a crítica e teve estreia comprometida pela pandemia. Diana volta em Liga da Justiça de 2017, Zack Snyder's Justice League de 2021 e The Flash de 2023. A presença recorrente da personagem manteve sua visibilidade, mesmo com resultados variados.
Patty Jenkins chegou a entregar tratamento para Mulher-Maravilha 3 com Gadot, mas o projeto foi cancelado em dezembro de 2022 durante a reestruturação do DC Studios por James Gunn e Peter Safran. O DCU agora aposta na série Paradise Lost para a HBO Max, descrita por Gunn como um Game of Thrones em Themyscira, focada em intriga política entre as Amazonas anos antes do nascimento de Diana. A mudança de rumos refletiu uma nova visão editorial para o universo.
Em 2026, Gunn afirmou que o projeto está em desenvolvimento extremo, desmentindo rumores de cancelamento. Ainda sem elenco confirmado nem data de estreia, mas o filme de 2017 segue como referência do que o DCEU pré-Snyder poderia ter sido se a aposta inicial fosse na otimismo de Diana em vez do peso de Bruce e Clark. O legado de Mulher-Maravilha permanece como ponto de comparação e inspiração para futuros rumos.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 149 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 824 mi
- Retorno
- 5,5× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Allan Heinberg
- Fotografia
- Matthew Jensen
- Trilha sonora
- Rupert Gregson-Williams
- Edição
- Martin Walsh
- Duração
- 141 min
Curiosidades sobre Mulher-Maravilha
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Gal Gadot rodou as refilmagens grávida de cinco meses
Durante as refilmagens em novembro de 2016, Gal Gadot estava no quinto mês de gravidez da segunda filha. A produção colocou um pedaço de tecido verde, chroma key, sobre a barriga da atriz para que a equipe de efeitos visuais pudesse remover digitalmente a gestação cena a cena, mantendo a silhueta de Diana intacta nas cenas finais.
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Seis meses de treino, seis horas por dia
Para encarnar a amazona, Gal Gadot treinou seis horas por dia durante seis meses: duas horas de musculação, duas horas de coreografia de luta e até duas horas de equitação. Já levava na bagagem o Krav Maga aprendido no exército israelense, e somou jiu-jitsu brasileiro, kung fu, capoeira, kickboxing e esgrima ao repertório de combate.
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Primeira super-heroína a estrelar solo de grande estúdio na era moderna
Antes de Mulher-Maravilha, nenhuma super-heroína havia estrelado um filme solo de grande estúdio desde os fracassos de Elektra de 2005 e Mulher-Gato de 2004. O longa também se tornou a primeira superprodução de super-herói com orçamento acima de US$ 100 milhões dirigida por uma mulher, marca conquistada por Patty Jenkins.
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A cena de Terra de Ninguém quase foi cortada
A icônica sequência em que Diana atravessa a No Man's Land da Primeira Guerra para enfrentar metralhadoras alemãs foi questionada pela própria equipe inglesa de Patty Jenkins, que perguntava por que a cena, se ela não está lutando contra nada. Jenkins desenhou os storyboards pessoalmente para convencer os superiores e hoje aponta a sequência como a mais importante do filme.
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Banido no Líbano por causa da nacionalidade de Gadot
O filme foi proibido no Líbano em 31 de maio de 2017, véspera da estreia mundial, após pressão da Campanha pelo Boicote a Apoiadores de Israel. Gal Gadot serviu dois anos no exército israelense, exigência legal para cidadãs do país. Tunísia, Catar e Argélia também restringiram ou banniram a exibição do longa.
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Themyscira é a costa do sul da Itália
A ilha paradisíaca das Amazonas foi recriada na Costa do Cilento, no sul da Itália, com locações em Palinuro, Camerota e Castel del Monte. As ruínas das Sassi di Matera entraram para reforçar o ar mítico de Themyscira, região que três anos depois serviria como vila Pelíria em 007: Sem Tempo para Morrer.
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Trilha reaproveita o tema de Hans Zimmer
Rupert Gregson-Williams assinou a trilha, mas o riff de guitarra elétrica que virou marca registrada de Diana foi criado por Hans Zimmer e Junkie XL para Batman vs Superman: A Origem da Justiça de 2016 e reciclado em momentos-chave do solo, fortalecendo a continuidade musical do DCEU.
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Maior abertura para uma diretora mulher
Os US$ 103,25 milhões arrecadados nos Estados Unidos e Canadá no fim de semana de estreia tornaram Mulher-Maravilha a maior abertura doméstica já obtida por uma mulher na cadeira de direção. Recorde mantido até Barbie, de Greta Gerwig, em 2023. Globalmente, abriu com US$ 223 milhões e fechou em US$ 823,97 milhões.
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Lucro líquido de mais de US$ 250 milhões
Apesar do orçamento de US$ 149 milhões, a Deadline Hollywood estimou lucro líquido de US$ 252,9 milhões para a Warner, transformando o longa no maior êxito financeiro do DCEU pré-Aquaman e na virada de chave que tirou a fase Snyder do tom exclusivamente sombrio dos primeiros três filmes da franquia.
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Mulher-Maravilha 3 morreu na reforma de James Gunn
Patty Jenkins chegou a entregar tratamento para um terceiro filme solo com Gadot, mas o projeto foi cancelado em dezembro de 2022 durante a reestruturação do DC Studios por James Gunn e Peter Safran. O DCU agora aposta na série Paradise Lost para a HBO Max, descrita por Gunn como um Game of Thrones em Themyscira em desenvolvimento extremo em 2026.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal