O Diabo Veste Prada 2 (The Devil Wears Prada 2) passou de US$ 500 milhões na bilheteria mundial e virou um dos grandes hits de cinema de 2026. A marca coloca o filme num grupo raro da carreira de Anne Hathaway e ajuda a explicar por que a sequência segue tão forte também no Brasil.
Não é pouca coisa. Drama com comédia, sem capa de super-herói e sem explosão a cada 10 minutos, raramente joga nesse campeonato.
Meio bilhão e um recado claro
A sequência dirigida por David Frankel já soma US$ 546,2 milhões no mundo. Nos Estados Unidos, a arrecadação chegou a US$ 177 milhões e o filme continua em cartaz.
Tem mais: ele já é o 5º maior filme do ano até agora. Com orçamento reportado de US$ 100 milhões e ponto de equilíbrio estimado em torno de US$ 250 milhões, a conta fechou faz tempo.

Mas o que esse número diz de verdade? Que a continuação deixou de ser só nostalgia de quem viu o original em DVD e virou evento de cinema de fato.
No Rotten Tomatoes, o filme está com 78% entre os críticos e 85% com o público. Não é unanimidade, mas está longe de ser recepção morna.
Anne Hathaway entrou num clube bem pequeno
Com essa arrecadação, O Diabo Veste Prada 2 virou apenas o quarto filme de Anne Hathaway a passar de US$ 500 milhões no mundo. Isso muda o peso comercial da sequência e reforça o tamanho da atriz no mercado.
Os outros três títulos desse grupo não são pequenos: Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Alice no País das Maravilhas e Interestelar. Ou seja, a comédia dramática entrou numa lista dominada por franquias gigantes e ficção científica de escala global.
| Filme | Bilheteria mundial | RT críticos | RT público |
|---|---|---|---|
| Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge | US$ 1,085 bilhão | 87% | 90% |
| Alice no País das Maravilhas | US$ 1,025 bilhão | 51% | 55% |
| Interestelar | US$ 774,7 milhões | 73% | 87% |
| O Diabo Veste Prada 2 | US$ 546,2 milhões | 78% | 85% |
| Os Miseráveis | US$ 442,7 milhões | 70% | 79% |
Esse recorte também mostra uma coisa curiosa. O Diabo Veste Prada 2 ficou acima de Os Miseráveis, que por muito tempo parecia um dos projetos “grandes” mais óbvios da filmografia da atriz.

O elenco ajuda, mas não explica tudo sozinho
Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci de volta chama atenção na hora. Claro. Só que reunião de elenco não garante meio bilhão para ninguém.
O que o filme parece ter acertado é a mistura de duas plateias. De um lado, quem cresceu com o original. Do outro, gente mais nova que comprou a estética, o humor ácido e o drama de bastidor sem precisar de memória afetiva.
David Frankel na direção e Aline Brosh McKenna no roteiro também contam. É o tipo de retorno que passa menos sensação de caça-níquel e mais de continuação feita por quem conhece o tom.
Ficha técnica do filme
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Título original | The Devil Wears Prada 2 |
| Título no Brasil | O Diabo Veste Prada 2 |
| Direção | David Frankel |
| Roteiro | Aline Brosh McKenna |
| Elenco principal | Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci |
| Gênero | Drama / comédia |
| Duração | 120 minutos |
| Classificação | PG-13 |
| Estreia | 1º de maio de 2026 |
| Estúdio / distribuição | Universal Pictures |
| Orçamento | US$ 100 milhões |
| Bilheteria nos EUA | US$ 177 milhões |
| Bilheteria mundial | US$ 546,2 milhões |
| Rotten Tomatoes | 78% crítica / 85% público |
Na prática, é um pacote muito sólido para um filme desse porte. Elenco conhecido, marca forte, recepção boa e um desempenho que não despencou depois da estreia.
O Brasil entrou nessa onda
O sucesso não ficou restrito ao mercado americano. O Diabo Veste Prada 2 manteve a liderança nas bilheterias brasileiras, sinal de que a marca ainda tem tração forte por aqui.
Isso importa porque o Brasil costuma responder bem a filmes de grande apelo pop, mas nem sempre sustenta drama e comédia por muitas semanas. Neste caso, sustentou.

Por enquanto, o longa segue em cartaz nos cinemas brasileiros. Ainda não há indicação de estreia em streaming no país, e a Universal parece confortável em deixar o filme render mais algumas semanas na tela grande.
Com US$ 546,2 milhões já no bolso e fôlego comercial intacto, ficou uma dúvida boa no ar: esse era só o retorno de uma marca querida ou o começo de uma franquia que a Universal agora não vai querer largar?