Todo Mundo em Pânico 6 humilha Mestres do Universo na bilheteria com 1/6 do orçamento

Por Redação Notícias Flix 06/06/2026 às 17:25 5 min de leitura Atualizado: 06/06/2026
Todo Mundo em Pânico 6 humilha Mestres do Universo na bilheteria com 1/6 do orçamento
5 min de leitura

Um filme de US$ 30 milhões humilhou um de US$ 170 milhões. Todo Mundo em Pânico 6 estreou com US$ 56 milhões nos Estados Unidos e atropelou Mestres do Universo, que fez menos da metade disso.

O retorno da franquia depois de 13 anos quebrou o recorde de bilheteria de toda a série. E fez isso enquanto a crítica detonava o filme sem dó. O público, por outro lado, foi por outro caminho.

O David que derrubou o Golias

Atriz com expressão de susto e surpresa em cena de comédia
(Reprodução/Paramount)

A matemática é cruel para o rival. Todo Mundo em Pânico 6 custou apenas US$ 30 milhões e já estreou perto de dobrar o próprio orçamento. Mestres do Universo, com US$ 170 milhões, abriu com cerca de US$ 30 milhões.

As projeções antes da estreia falavam em US$ 40 milhões para a paródia. O resultado real, de US$ 56 milhões, superou até os US$ 49,7 milhões de Todo Mundo em Pânico 3, antigo recorde da franquia. As pré-estreias já somavam US$ 7,7 milhões.

Por isso, o filme cravou o primeiro lugar nas bilheterias com folga. Para uma comédia barata de terror, é o tipo de estreia que faz estúdio repensar onde coloca dinheiro grande.

Título original Scary Movie 6
Título no Brasil Todo Mundo em Pânico 6
Distribuição Paramount
Orçamento US$ 30 milhões
Estreia EUA US$ 56 milhões (recorde da franquia)
Rotten Tomatoes 27% crítica / 71% público
Volta da franquia 13 anos após o quinto filme (2013)
Gênero Comédia / Terror / Paródia

A crítica detonou, o público amou

No Rotten Tomatoes, a divisão é gritante. A crítica deu só 27% de aprovação em 86 resenhas. O público respondeu com 71%, o único score de audiência positivo em toda a história da franquia.

As resenhas foram ácidas. Para a Screen International, as piadas vêm rápido, mas são tão óbvias e datadas que nenhuma acerta o alvo. A ScreenRant deu nota 4 de 10 e reclamou da falta de foco do roteiro.

Ainda assim, há um consenso curioso no meio do massacre. Mesmo quem odiou o filme elogiou o elenco. O problema, segundo a crítica, não está em quem atua, e sim no que mandaram esse elenco fazer.

Cindy e Brenda estão de volta

Grupo de atores em cena de ação durante filme de comédia de horror
(Reprodução/Paramount)

O grande chamariz é nostálgico. Anna Faris retoma a Cindy e Regina Hall volta como Brenda, as duas após 13 anos longe dos papéis. Segundo as resenhas, ambas reentram nos personagens com facilidade.

A ScreenRant destacou a performance deadpan de Faris como tipicamente excelente. Ao lado delas, voltam os irmãos Marlon Wayans, como Shorty, e Shawn Wayans, como Ray, nomes ligados à origem da franquia. É o time clássico reunido de novo.

O que o filme tira sarro

A graça da franquia sempre foi parodiar o terror do momento. Desta vez, a lista de alvos é longa e atual. O filme alfineta Scream, Corra!, M3GAN, Terrifier e A Substância.

A lista não para aí. Há referências a Smile, Weapons, Pecadores, Longlegs e até John Wick. Em resumo, qualquer um que acompanhou o terror dos últimos anos vai reconhecer as piscadelas, mesmo que ache que poucas funcionam.

Treze anos de espera

A franquia parecia aposentada. O quinto filme saiu em 2013 e foi recebido com indiferença, encerrando um ciclo que já dava sinais de cansaço. Por mais de uma década, ninguém apostava num retorno.

A primeira Todo Mundo em Pânico, de 2000, virou fenômeno cultural ao tirar sarro de Pânico e Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado. A paródia rendeu sequências e moldou uma geração de comédias do gênero. Trazer o elenco original de volta é apostar nessa memória afetiva.

O timing também ajudou. O terror vive um novo auge de prestígio e bilheteria, com filmes como A Substância e Pecadores dominando conversas. Há muito material fresco para satirizar, e o público parece ter sentido falta dessa zoeira.

O recado para os grandes estúdios

O contraste com Mestres do Universo não é detalhe, é tendência. Enquanto blockbusters de US$ 170 milhões tropeçam, apostas baratas e bem direcionadas viram lucro garantido quase imediato. A indústria observa esse padrão com atenção.

Comédias de terror têm risco financeiro baixo e teto de retorno alto. Não precisam de efeitos caríssimos nem de astros de salário milionário. Precisam de uma piada certeira e de um público fiel, e Todo Mundo em Pânico tem os dois.

Por isso, a estreia recorde manda um sinal claro a Hollywood. Em tempos de orçamentos inflados e fracassos retumbantes, às vezes a aposta mais segura é a mais modesta. A Paramount saiu dessa rodada rindo por último.

Vale o ingresso?

Depende de quem pergunta. Se a referência é a crítica especializada, o veredito é duro: humor datado e constrangedor. Se a referência é a bilheteria e a nota do público, o filme é um sucesso retumbante.

No fim, Todo Mundo em Pânico 6 prova uma velha lição de Hollywood. Crítica e bilheteria nem sempre andam juntas. A pergunta que fica: com US$ 56 milhões de estreia, quanto tempo até anunciarem o sétimo capítulo?