Reboot de He-Man ganha fôlego com primeiras críticas positivas

Por Leandro Lopes 02/06/2026 às 11:26 5 min de leitura Atualizado: 03/06/2026
Reboot de He-Man ganha fôlego com primeiras críticas positivas
5 min de leitura

Mestres do Universo (Masters of the Universe) chegou ao Rotten Tomatoes com 77% de aprovação, média 6,5/10 e cerca de 30 críticas. Para um reboot de He-Man que carregava o peso do fiasco de 1987, é uma largada melhor do que muita gente esperava.

Não virou unanimidade. Também passou longe de estrear como desastre. Para quem estava esperando a estreia brasileira de 4 de junho para decidir se compra ingresso, o sinal inicial é claro: dá para entrar na sala sem medo de ver outro tombo histórico.

Ficha técnica Detalhes
Título original Masters of the Universe
Tipo Filme live-action / reboot
Direção Travis Knight
Estúdio Amazon MGM Studios
Elenco principal Nicholas Galitzine, Jared Leto, Camila Mendes, Allison Brie, Jon Xue Zhang, Jóhannes Haukur Jóhannesson
Gênero Fantasia, ação e aventura
Estreia no Brasil 4/06/2026
Exibição no Brasil Cinemas
Rotten Tomatoes 77%
Nota média no RT 6,5/10
Número de críticas Cerca de 30

77% no Rotten é bom. Mas sem exagero

Esse número precisa de contexto. Quando um filme abre com 77% e média 6,5/10, a leitura não é “obra-prima”. A leitura é outra: mais gente gostou do que desgostou, só que sem empolgação total.

Em blockbuster nostálgico, isso importa bastante. Ainda mais num título que sempre correu o risco de cair no ridículo involuntário. Se a média estivesse perto de 5, o papo seria outro.

Tem mais um detalhe. O Rotten muda rápido nas primeiras horas, conforme novas resenhas entram. Houve leitura anterior na casa dos 73%, mas a marca que se firmou até agora foi 77%.

Vale assistir só por causa disso? Calma. Nota inicial não garante boca a boca forte, mas já tira Mestres do Universo do grupo das adaptações que estreiam mortas.

Travis Knight parece ter entendido o espírito da coisa

Travis Knight já tinha mostrado em Bumblebee que sabe mexer com nostalgia sem tratar o material como piada. E He-Man precisava justamente disso. Nem ironia demais, nem vergonha da própria fantasia.

As primeiras leituras da crítica apontam nessa direção. O filme abraça o lado exagerado da marca, mantém a aventura em primeiro plano e não tenta transformar Eternia num universo “pé no chão” à força.

Funciona melhor assim. He-Man sempre viveu nesse limite estranho entre heroísmo épico e visual espalhafatoso. Se você “conserta” demais, perde a graça. Se solta tudo, vira bagunça.

Nicholas Galitzine também aparece como peça importante dessa recepção. Se o Príncipe Adam não convencesse, nada ficaria em pé. Pelos comentários iniciais, ele segura bem a transformação em He-Man.

Do outro lado, Jared Leto como Esqueleto já chama atenção pelo fator risco. Era uma escalação que podia desandar fácil. Pelo visto, não afundou o filme — o que, aqui, já conta muito.

Comparativo visual entre o Mestres do Universo de 1987 com Dolph Lundgren e o reboot de 2026 com Nicholas Galitzine
Comparativo visual entre o Mestres do Universo de 1987 com Dolph Lundgren e o reboot de 2026 com Nicholas Galitzine (Reprodução)

O filme de 1987 ainda pesa nessa conversa

Não tem como falar desse reboot sem lembrar do longa de 1987 com Dolph Lundgren. A versão antiga foi mal recebida e terminou com US$ 17,3 milhões de bilheteria. Virou referência de adaptação que nunca encontrou seu tom.

Por isso, esse 77% já muda o clima. Não transforma o novo filme em clássico instantâneo. Mas tira a franquia da condição de piada pronta quando o assunto é cinema.

A diferença agora é de abordagem. O projeto novo chega com estúdio maior, elenco mais visível e um diretor que já provou que consegue equilibrar ação pop com afeto pelo material original.

Versão He-Man Leitura crítica Dado-chave
Mestres do Universo (1987) Dolph Lundgren Recepção fraca US$ 17,3 milhões de bilheteria
Mestres do Universo (2026) Nicholas Galitzine Positivo com ressalvas 77% no Rotten Tomatoes

A franquia da Mattel sempre foi enorme no imaginário dos anos 1980. O cinema, porém, nunca acompanhou esse tamanho. O reboot de 2026 tenta corrigir justamente essa distorção.

E isso explica a curiosidade em volta da nota. Não é só um filme novo. É uma espécie de teste final para saber se He-Man consegue existir hoje fora do desenho, do brinquedo e da lembrança de infância.

Reboot de He — foto de divulgação
Reboot de He — foto de divulgação (Reprodução)

Chega aos cinemas brasileiros nesta semana

No Brasil, Mestres do Universo estreia em 4 de junho de 2026. Então a janela entre a recepção crítica e o teste real de público é mínima. Quem estava esperando o Rotten para decidir, agora já tem um norte.

Não existe confirmação pública, até aqui, sobre a divisão nacional de sessões dubladas e legendadas. Esse detalhe costuma aparecer na programação final de cada rede na véspera da estreia.

O cenário, hoje, é este: crítica inicial positiva, mas longe de euforia. Para um reboot de He-Man, já é meio caminho andado. A pergunta que falta responder é outra — 77% segura a abertura, ou Eternia ainda é nostalgia demais para lotar cinema em 2026?

Trailer