Onde Assistir Destruição Final 2 no Brasil
Sinopse
Atenção: apesar do título nacional "Destruição Final 2", o filme não pertence à franquia Final Destination. É a continuação direta de "Destruição Final" (Greenland, 2020), com Gerard Butler, e foi lançado lá fora como "Greenland 2: Migration". A trama acompanha a família Garrity cinco anos após o impacto do cometa Clarke. Refugiados em um bunker na Groenlândia, John (Butler) e Allison (Morena Baccarin) precisam sair às pressas com o filho Nathan e cruzar uma Europa devastada em busca de um novo lar. No caminho, enfrentam saqueadores, fronteiras fechadas e o colapso do que sobrou da civilização. Ric Roman Waugh, diretor do original, retorna para conduzir essa segunda parte mais sombria e itinerante.
Análise — Notícias Flix
Antes de qualquer coisa, é preciso desfazer o nó: "Destruição Final 2" não é da franquia Final Destination. O título original é "Greenland 2: Migration" e dá sequência a "Destruição Final" (Greenland, 2020), aquele com Gerard Butler tentando salvar a família do impacto de um cometa. Aqui, cinco anos depois do desastre, os Garrity deixam o bunker na Groenlândia e atravessam uma Europa em frangalhos. A premissa é boa, mas o filme tropeça em quase tudo o que tenta erguer.
Na direção, Ric Roman Waugh volta com roteiro de Mitchell LaFortune e Chris Sparling, criador dos personagens. As filmagens rolaram entre abril e julho de 2024 em Shinfield Studios e Alton (Reino Unido), com locações na Islândia. O orçamento declarado é de US$ 90 milhões — pesado para um filme que acabou na Lionsgate depois que a STX entrou em proteção contra falência em março de 2022. A produção reúne STXfilms, Anton, Thunder Road e a G-BASE, do próprio Butler.
No elenco, Butler reprisa John Garrity e Morena Baccarin volta como Allison. O nome novo é Roman Griffin Davis, o garoto de "Jojo Rabbit", que assume Nathan no lugar de Roger Dale Floyd. Em torno deles aparecem Scott Glenn, Amber Rose Revah, Tommie Earl Jenkins e William Abadie. Em 98 minutos, o longa estreou em 7 de janeiro de 2026 em APAC e EMEA, dois dias antes da abertura nos EUA.
A recepção foi dura. Em crítica na Variety de 8 de janeiro de 2026, Owen Gleiberman chamou o filme de "uma marcha distópica monótona" e o tratou como candidato a pior filme do ano, salvando só duas sequências: a chuva de fragmentos do cometa sobre a floresta e a travessia de uma ponte de cordas. A bilheteria confirmou o tropeço: US$ 8,4 milhões na abertura doméstica e US$ 44,8 milhões mundiais, com 60% vindo do mercado externo. Para um projeto de US$ 90 milhões, o número decepciona — ainda mais comparado aos US$ 52 milhões do primeiro Greenland em plena pandemia.
Pontos fortes
- Gerard Butler e Morena Baccarin mantêm a química familiar que funcionou no primeiro filme
- Locações reais no Reino Unido e na Islândia dão peso visual ao apocalipse
- Roman Griffin Davis (Jojo Rabbit) traz uma presença mais expressiva ao papel de Nathan
Pontos fracos
- Variety classificou como "marcha distópica monótona" e candidato a pior filme do ano
- Bilheteria mundial de US$ 44,8 milhões para um orçamento de US$ 90 milhões — fracasso financeiro claro
- Comentário social sobre crise climática e refugiados soa datado e sem profundidade
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 90 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 45 mi
- Retorno
- 0,5× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Chris Sparling
- Fotografia
- Martin Ahlgren
- Trilha sonora
- David Buckley
- Edição
- Eric Freidenberg
- Duração
- 99 min
Curiosidades sobre Destruição Final 2
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Não é Final Destination
O título nacional "Destruição Final 2" confunde, mas o filme não tem qualquer ligação com a franquia "Final Destination". É sequência direta de "Greenland — O Último Refúgio" (2020), também chamado "Destruição Final" no Brasil.
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Diretor do original voltou
Ric Roman Waugh, que dirigiu o primeiro Greenland em 2020, retornou para a sequência. O roteiro é de Mitchell LaFortune, com Chris Sparling — criador dos personagens originais — assinando junto.
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Orçamento de US$ 90 milhões
A produção tem orçamento declarado de US$ 90 milhões, valor pesado para um filme que acabou distribuído pela Lionsgate depois que a STX Entertainment entrou em proteção contra falência em março de 2022.
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Maior negócio do mercado virtual de Cannes 2021
Em julho de 2021, a STX adquiriu os direitos mundiais no maior acordo do mercado virtual de Cannes daquele ano: cerca de US$ 25 milhões pela distribuição doméstica e mais de US$ 75 milhões no pacote total.
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Filmagens entre Reino Unido e Islândia
A fotografia principal aconteceu de 29 de abril a julho de 2024 em Shinfield Studios e na cidade de Alton, em Hampshire, no Reino Unido, com locações adicionais na Islândia.
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O filho dos Garrity mudou de ator
Nathan, filho de John e Allison, é interpretado agora por Roman Griffin Davis, o garoto que estrelou "Jojo Rabbit". Ele substitui Roger Dale Floyd, que fez o papel no primeiro filme.
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Variety detonou
Em crítica publicada em 8 de janeiro de 2026, Owen Gleiberman, da Variety, chamou o filme de "uma marcha distópica monótona" e o tratou como candidato a pior filme do ano, salvando apenas duas cenas de ação.
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Bilheteria abaixo do original
O longa arrecadou US$ 44,8 milhões mundiais — US$ 17,7 milhões nos EUA e US$ 27 milhões no exterior. O primeiro Greenland faturou cerca de US$ 52 milhões globalmente, mesmo tendo pulado a estreia teatral americana por causa da pandemia.
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Estreou primeiro fora dos EUA
A abertura aconteceu em 7 de janeiro de 2026 nas regiões APAC e EMEA, dois dias antes do lançamento nos Estados Unidos, em 9 de janeiro. Nos EUA, a abertura foi de US$ 8,4 milhões.
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98 minutos de pós-apocalipse
A duração final ficou em 98 minutos, ritmo enxuto para uma narrativa que precisa atravessar uma Europa devastada. Para a Variety, mesmo curto, o filme parece arrastado.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal