Covil de Ladrões
Filme

Covil de Ladrões

★ 6.9 2018 2h 20m 16 Ação · Crime · Thriller

Los Angeles, presente. "Big Nick" O'Brien (Gerard Butler) é detetive da unidade de elite do Departamento de Xerife do Condado — bebedor pesado, divorciado em curso, durão à beira do colapso pessoal. Sua especialidade é caçar a mais bem-sucedida quadrilha…

Onde assistir
Diretor
Christian Gudegast
Elenco
Gerard Butler, Pablo Schreiber, O'Shea Jackson Jr.
Produção
Atmosphere Entertainment MM, Diamond Film Productions
Origem
EUA
Título original
Den of Thieves

Onde Assistir Covil de Ladrões no Brasil

Diamond Films Amazon Channel

Sinopse

Los Angeles, presente. "Big Nick" O'Brien (Gerard Butler) é detetive da unidade de elite do Departamento de Xerife do Condado — bebedor pesado, divorciado em curso, durão à beira do colapso pessoal. Sua especialidade é caçar a mais bem-sucedida quadrilha de assaltantes de banco do estado, comandada por Ray Merrimen (Pablo Schreiber), ex-fuzileiro MARSOC.

A quadrilha planeja o impossível: roubar US$ 30 milhões do Federal Reserve Bank no centro de LA — única instituição que oficialmente nunca foi assaltada com sucesso na história americana. Para infiltrar a equipe, recrutam Donnie (O'Shea Jackson Jr.), motorista jovem desconectado da máfia tradicional. Big Nick descobre o esquema, mas decide não impedir o assalto — vai esperar a quadrilha cometer e então emboscar todos. O que ninguém sabe: cada lado do confronto está sendo manipulado pelo outro.

Dirigido e escrito por Christian Gudegast em sua estreia em longa, Covil de Ladrões foi distribuído pela STXfilms em janeiro de 2018, faturou US$ 80 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 30 milhões e abriu franquia — sequência Pantera estreou em 2025.

Análise — Notícias Flix

7.0
de 10

Covil de Ladrões é caso interessante de filme cuja qualidade real fica entre as duas leituras opostas que ele recebeu na época do lançamento. De um lado, críticos veteranos descartaram como cópia inferior de Heat (1995, Michael Mann) — o filme que define o subgênero de heist procedural com confronto entre detetive e ladrão moralmente ambíguos. De outro, fãs de cinema de ação reconheceram em Christian Gudegast, em sua estreia como diretor, ambição rara para o gênero contemporâneo: 140 minutos de duração, recusa de simplificar personagens, viradas que pedem atenção real do público.

A inspiração em Heat é declarada e estrutural, não acidental. Gerard Butler como Big Nick O'Brien é a versão LA County do detetive Vincent Hanna de Al Pacino — durão fora da lei própria, casamento em ruínas, parceria com a equipe definindo identidade pessoal. Pablo Schreiber como Ray Merrimen é o Neil McCauley de Robert De Niro — calculista, ético dentro do código próprio, líder de equipe formada por veteranos MARSOC (Marine Corps Special Operations Command). A diferença entre Heat e Covil de Ladrões é que Mann tinha 30 anos de carreira para entregar Heat com precisão de relojoeiro. Gudegast tem ofício de roteirista (Pena Máxima, 2003) mas estreia em direção que se nota.

Onde o filme realmente acerta é na sequência do roubo do Federal Reserve. Construída ao longo de quase 30 minutos, com geografia espacial clara (algo raro em filmes de ação contemporâneos), com tensão crescente e violência calibrada. A escolha de filmar o assalto sem explicação prévia ao público — deixando que cada decisão da equipe seja inferida pelo espectador — é cinematograficamente corajosa. 50 Cent (Curtis Jackson) entrega Enson Levoux como integrante perigoso e silencioso da equipe, em uma das melhores atuações da carreira do rapper. O'Shea Jackson Jr. (filho de Ice Cube, vindo de Straight Outta Compton, 2015) sustenta Donnie como peça-chave do twist final.

A grande reviravolta — sem revelar detalhes — é onde Gudegast se distancia de Heat e estabelece voz própria. O filme termina deixando o espectador refazer mentalmente cenas anteriores com nova compreensão, recurso que coloca Covil de Ladrões mais perto de Os Suspeitos (1995) que de heist procedural tradicional. A trilha de Cliff Martinez (Drive, Solaris) sustenta tom contemplativo entre as cenas de ação.

Faturou US$ 80 milhões sobre US$ 30 milhões — sucesso comercial moderado para gênero. Sequência Covil de Ladrões 2: Pantera estreou em janeiro de 2025 com Butler retornando, e Gudegast já anunciou pitch para um terceiro filme. Para fãs de cinema de ação procedural (Heat, Sicário, O Reino), é peça consistente. Para quem busca elegância autoral, fica devendo — mas dentro do gênero estabelecido, é dos melhores debuts de direção dos anos 2010.

Pontos fortes

  • Sequência do roubo do Federal Reserve construída com geografia espacial clara
  • Reviravolta final ao estilo de Os Suspeitos distancia o filme de Heat
  • 50 Cent em uma das melhores atuações dramáticas da carreira
  • O'Shea Jackson Jr. sustenta Donnie como peça-chave do twist
  • Trilha de Cliff Martinez (Drive) sustenta tom contemplativo

Pontos fracos

  • Inspiração em Heat (1995) tão declarada que vira limitação
  • 140 minutos de duração com ritmo que pode parecer arrastado
  • Christian Gudegast como diretor estreante em filme tão ambicioso
  • Personagens secundários da equipe ficam unidimensionais
  • Críticos veteranos descartaram como cópia inferior do clássico Mann
Vale a pena se: Você gostou de Heat (1995), Sicário (2015), O Reino (2007) e cinema de ação procedural com confronto moral entre detetive e criminosos, e topa um filme de 140 minutos com ambição rara para o gênero contemporâneo — mesmo que claramente devedor da obra de Michael Mann.

Bilheteria

Orçamento
US$ 30 mi
Arrecadação mundial
US$ 81 mi
Retorno
2,7× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Christian Gudegast
Fotografia
Terry Stacey
Trilha sonora
Cliff Martinez
Edição
Joel Cox
Duração
140 min

Curiosidades sobre Covil de Ladrões

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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