A Disney voltou para Atlantis? Sequência sai em HQ

Por Leandro Lopes 06/06/2026 às 04:56 5 min de leitura Atualizado: 06/06/2026
A Disney voltou para Atlantis? Sequência sai em HQ
5 min de leitura

Atlantis: O Reino Perdido vai voltar, mas do jeito menos óbvio possível. A Disney licenciou uma continuação oficial em graphic novel, Atlantis: The Lost Empire Vol. 1: The Curse of Kurok, com lançamento previsto para outubro de 2026 pela Papercutz.

Quem estava esperando remake, live-action ou série no Disney+ pode frear. O retorno vem em HQ, e esse detalhe fala muito sobre como a Disney anda tratando suas IPs esquecidas.

A volta vem em quadrinhos, não no cinema

O anúncio confirma uma continuação direta do filme de 2001. No centro da história estão Milo Thatch e Kida, agora lidando com novos segredos de Atlantis e uma ameaça ligada a Kurok.

O formato já está definido: edição digital, paperback e hardcover. E tem um detalhe importante. O título foi anunciado como Vol. 1, sinal claro de que a editora quer deixar porta aberta para mais capítulos.

No Brasil, ainda não existe um título oficial brasileiro amplamente divulgado para o quadrinho. Também não há confirmação de edição nacional até aqui, então o mais seguro é tratar o lançamento como uma publicação em inglês.

Detalhe O que já está confirmado
Título Atlantis: The Lost Empire Vol. 1: The Curse of Kurok
Formato Graphic novel / HQ
Editora Papercutz, sob licença Disney
Roteiro Matthew Manning
Arte Christian Colbert
Continuidade História situada após os eventos do filme
Personagens centrais Milo Thatch e Kida
Lançamento Outubro de 2026
Formatos de venda Digital, paperback e hardcover
Milo James Thatch e Kidagakash "Kida" Nedakh de Atlantis: The Lost Empire.
Milo James Thatch e Kidagakash "Kida" Nedakh de Atlantis: The Lost Empire. (Reprodução)

O filme de 2001 envelheceu melhor do que a estreia indicava

Atlantis: O Reino Perdido (Atlantis: The Lost Empire) saiu numa fase estranha da Disney. O estúdio ainda tentava empurrar a animação 2D para terrenos menos infantis, menos musicais e bem mais próximos de aventura pulp com ficção científica.

Funcionou artisticamente mais do que comercialmente. O filme custou cerca de US$ 90 milhões e fechou com US$ 186,1 milhões no mundo, número ok no papel, mas abaixo do que a Disney queria para uma animação desse porte.

A crítica da época ficou dividida. No Rotten Tomatoes, a aprovação gira em torno de 49%. No Metacritic, o filme tem 70/100. Parece contraditório? Um pouco. Mas resume bem a recepção morna daquele momento.

Ficha técnica Atlantis: O Reino Perdido
Título original Atlantis: The Lost Empire
Direção Gary Trousdale, Kirk Wise
Roteiro Tab Murphy
Produção Don Hahn
Música James Newton Howard
Estúdio Walt Disney Feature Animation
Distribuição Walt Disney Pictures
Elenco principal de vozes Michael J. Fox, Cree Summer, James Garner, John Mahoney, Leonard Nimoy
Gênero Aventura, fantasia, ficção científica, animação
Duração 96 minutos
Classificação PG
Estreia 15/06/2001
Bilheteria mundial US$ 186,1 milhões
Orçamento US$ 90 milhões
Nota Rotten Tomatoes 49%
Nota Metacritic 70/100

Hoje, o papo é outro. Muita gente coloca Atlantis ao lado de O Planeta do Tesouro e A Nova Onda do Imperador quando o assunto é Disney subestimada. Não pelo resultado de bilheteria, mas porque a identidade visual e o tom ficaram marcados.

Boa parte disso vem do design inspirado em Mike Mignola, criador de Hellboy. O filme trocou o brilho redondo de outras animações da casa por traços mais duros, sombras pesadas e um clima de expedição arqueológica que ainda segura bem.

Kida banhada em luz em Atlantis: The Lost Empire da Disney.
Kida banhada em luz em Atlantis: The Lost Empire da Disney. (Reprodução)

Faz sentido como estratégia da Disney

Reviver Atlantis em HQ custa muito menos do que bancar uma nova animação ou série. Simples assim. A marca continua viva, a Disney testa interesse real do público e ainda evita o risco de gastar dezenas de milhões num título que sempre foi mais cult do que fenômeno.

Tem mais. O universo de Atlantis combina com quadrinhos quase melhor do que com streaming. Cenário antigo, tecnologia perdida, monstros, ruínas, mapas, ação serializada. Tudo isso conversa muito bem com página impressa.

O “Vol. 1” também não está ali à toa. Se a resposta vier forte, a Disney ganha margem para ampliar a linha editorial. Se vier fria, o prejuízo é muito menor do que seria num projeto para cinema.

É uma jogada parecida com outras franquias que sobreviveram fora da tela. Avatar: A Lenda de Aang fez isso com graphic novels. Star Wars vive expandindo pontas soltas nos quadrinhos. Não é o retorno barulhento que parte do público queria, mas é um teste bem calculado.

No Brasil, o filme segue acessível e a HQ ainda depende de importação

Atlantis: O Reino Perdido costuma aparecer no catálogo do Disney+ Brasil, com dublagem em português. Como o acervo gira, vale checar no serviço no dia da busca, mas esse é o caminho mais provável para rever o longa por aqui.

Já o novo quadrinho ainda não teve edição brasileira confirmada. Até segunda ordem, a continuação chega em inglês em outubro de 2026, em formato digital e físico. Para o fã brasileiro, a notícia boa existe — Atlantis voltou. A dúvida é outra: isso basta para a Disney testar algo maior depois?

Trailer