Onde Assistir Wolverine: Imortal no Brasil
Sinopse
Wolverine: Imortal é o sexto filme de Hugh Jackman como Logan, dirigido por James Mangold para a 20th Century Fox em 2013. Adaptação da minissérie clássica de Chris Claremont e Frank Miller de 1982, leva o herói ao Japão depois que um industrial moribundo o convoca para retribuir um favor da Segunda Guerra Mundial em Nagasaki. Tao Okamoto é Mariko Yashida, Rila Fukushima é Yukio, Hiroyuki Sanada vive Shingen Yashida e Famke Janssen aparece como Jean Grey em sonhos. Trilha de Marco Beltrami. Bilheteria global de US$ 414,8 milhões.
Análise — Notícias Flix
Wolverine: Imortal chegou em julho de 2013 com missão complicada. Apagar o gosto ruim de X-Men Origens: Wolverine de 2009 e abrir caminho narrativo para Dias de um Futuro Esquecido em 2014. A Fox queria salvar a franquia.
Darren Aronofsky foi o primeiro nome anunciado, em outubro de 2010. Vinha de Cisne Negro e Réquiem para um Sonho. Durou só cinco meses no projeto. Largou em março de 2011 alegando que ficaria fora dos Estados Unidos por quase um ano, no meio do divórcio com Rachel Weisz e com filho pequeno em casa.
Priorizou Noé, que estrearia em 2014. James Mangold assumiu em junho do mesmo ano, vindo de Walk the Line. Anos depois ainda dirigiria Indiana Jones 5 e o aclamado Logan.
O roteiro tirou tudo da minissérie clássica de Chris Claremont e Frank Miller, de 1982. Logan no Japão, samurais, romance com Mariko Yashida. Material adulto, longe da estética blockbuster que tinha emperrado Origens.
Hugh Jackman volta vivendo recluso no Canadá depois da morte de Jean Grey. Famke Janssen aparece em flashbacks oníricos. Quem vai buscá-lo é Yukio, mutante com poder de premonição interpretada por Rila Fukushima em estreia no cinema.
A chamada vem de Ichiro Yashida, industrial japonês que Logan salvou em Nagasaki quando a bomba caiu em 1945. É a primeira vez que um filme de super-herói usa a bomba atômica como gancho de origem, escolha que poderia ter naufragado e acabou virando uma das aberturas mais elogiadas da franquia.
No Japão, Logan se envolve com a neta de Ichiro. Mariko Yashida é Tao Okamoto, também em estreia. Hiroyuki Sanada faz o pai dela Shingen, Will Yun Lee é o Samurai de Prata Harada e Svetlana Khodchenkova encarna a Dra Green, codinome Viper. Filmagens entre julho e novembro de 2012, divididas entre Tóquio e os estúdios Fox em Sydney.
Hugh Jackman levou o trabalho corporal a outro nível. Bebia quase 11 litros de água por dia e, antes da cena sem camisa, fazia jejum de 36 horas. Perdia 4,5 quilos só em líquido. O próprio ator avisou em entrevistas pra ninguém repetir o método em casa porque causa dor de cabeça, tontura e risco renal.
A cena que virou marca registrada foi a luta sobre o Shinkansen, trem-bala japonês a mais de 480 quilômetros por hora. Efeitos práticos misturados a CGI nos estúdios em Sydney. Mangold queria uma ação impossível que só funcionasse no Japão, e o resultado virou referência da carreira do diretor.
A recepção crítica foi sólida mas dividida. 71% no Rotten Tomatoes com média 6,3 em 10, audiência em 69%, Metacritic em 61, CinemaScore A menos. O consenso oficial elogia o tom contemplativo e bate no terceiro ato, em que o Samurai de Prata gigante derrapa pra peripécia caricata.
A bilheteria foi salva pelo público internacional. US$ 414,8 milhões globais sobre orçamento de US$ 120 milhões, mas apenas US$ 132,5 milhões nos Estados Unidos. Ficou atrás de Origens no mercado doméstico, e os outros US$ 282,3 milhões vieram do exterior, especialmente do Japão.
O maior trunfo do filme apareceu depois dos créditos. Dois anos no futuro, Logan passa por um aeroporto enquanto comerciais da Trask Industries tocam ao fundo. Objetos metálicos começam a levitar e Magneto aparece, congelando a mão de Wolverine. Ian McKellen volta ao papel.
O Professor Xavier surge na cadeira de rodas, vivo apesar de ter morrido em O Confronto Final de 2006. Patrick Stewart também volta. Congela as pessoas ao redor com telepatia e avisa Logan sobre forças sombrias construindo uma arma. Gancho cravado para Dias de um Futuro Esquecido.
Foi a sexta vez de Hugh Jackman como Wolverine, contando a trilogia X-Men de 2000, 2003 e 2006, a participação especial em Primeira Classe de 2011 e o solo Origens de 2009. Depois viriam Dias de um Futuro Esquecido em 2014, Logan em 2017 e a volta inesperada em Deadpool & Wolverine de 2024.
Mas o ronin no Japão é o ponto em que a parceria Mangold e Jackman começou a virar marca. Plantou o tom autoral que Logan colheria quatro anos depois e definiu o registro emocional do personagem para o resto da década.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 120 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 415 mi
- Retorno
- 3,5× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Scott Frank
- Fotografia
- Ross Emery
- Trilha sonora
- Marco Beltrami
- Edição
- Michael McCusker
- Duração
- 138 min
Curiosidades sobre Wolverine: Imortal
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Darren Aronofsky seria o diretor mas largou pelo divórcio
Em outubro de 2010 a Fox anunciou Darren Aronofsky, de Cisne Negro e Réquiem para um Sonho, na direção. Cinco meses depois ele caiu fora. A produção o manteria fora dos Estados Unidos por quase um ano, e ele estava no meio do divórcio com Rachel Weisz, com um filho pequeno em casa. James Mangold assumiu em junho de 2011 e Aronofsky priorizou Noé.
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Hugh Jackman se desidratou por 36 horas para a cena sem camisa
Para o famoso shape de Logan, Jackman bebia quase 11 litros de água por dia e, antes da cena sem camisa, fazia jejum de água por 36 horas, perdendo cerca de 4,5 quilos só em líquido. O resultado: veias saltadas e músculos extra-definidos. O próprio ator avisou em entrevistas para ninguém repetir o método em casa, que causa dores de cabeça, tontura e risco renal.
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A luta em cima do Shinkansen virou marca do filme
A sequência em que Logan luta contra a Yakuza no teto de um trem-bala japonês a mais de 480 quilômetros por hora foi rodada com efeitos práticos misturados a CGI nos estúdios Fox em Sydney. Mangold queria uma cena de ação impossível que só fizesse sentido no Japão. O resultado virou marca registrada do filme e referência da carreira do diretor.
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Primeira aparição do Samurai de Prata no cinema
Will Yun Lee interpreta Kenuichio Harada, o Samurai de Prata em sua estreia nas telas. Embora no clímax o vilão da armadura cibernética seja revelado como Ichiro Yashida em versão modificada em relação aos quadrinhos, o personagem ainda assim marca a chegada de mais um nome dos X-Men ao universo cinematográfico da Fox.
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Cena pós-créditos é gancho direto para Dias de um Futuro Esquecido
Dois anos após o final, Logan está num aeroporto quando comerciais da Trask Industries tocam ao fundo. Magneto aparece e congela sua mão. Em seguida o Professor Xavier, supostamente morto em O Confronto Final, surge na cadeira de rodas. Como eu te disse uma vez, você não é o único com dons, diz Xavier. Gancho cravado para X-Men: Dias de um Futuro Esquecido em 2014.
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Adaptação da minissérie clássica de Claremont e Frank Miller
O roteiro bebe da minissérie Wolverine de 1982, de Chris Claremont e Frank Miller, em que Logan viaja ao Japão atrás de Mariko Yashida e mergulha em um conflito de honra com a Yakuza e samurais. Incluindo o romance com Mariko e o duelo com Shingen Yashida, considerada uma das maiores histórias do personagem nos quadrinhos.
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Abertura em Nagasaki 1945 é o coração do filme
O prólogo mostra Logan prisioneiro em campo japonês durante a Segunda Guerra Mundial quando a bomba atômica cai sobre Nagasaki. Ele salva o jovem oficial Ichiro Yashida. Décadas depois, esse mesmo homem, agora idoso e moribundo, manda buscar Logan no Canadá oferecendo tirar sua imortalidade. É a primeira vez que um filme de super-herói usa a bomba atômica como gancho narrativo de origem.
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Yukio é uma versão diferente da dos quadrinhos
Rila Fukushima, modelo japonesa em sua estreia no cinema, interpreta Yukio como uma mutante guarda-costas com poder de premonição. Bem diferente da Yukio dos quadrinhos, que é uma ninja sem poderes e ex-amante de Logan. A mudança polarizou fãs da minissérie original, mas funcionou para o público mainstream do cinema.
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Bilheteria salva pelo público internacional
Com US$ 120 milhões de orçamento, faturou US$ 414,8 milhões no mundo. Mas 68% disso veio de fora dos Estados Unidos. No mercado doméstico, o filme arrecadou US$ 132,5 milhões, ficando atrás de X-Men Origens: Wolverine de 2009. O sucesso internacional, especialmente no Japão, salvou a aposta de Mangold no tom autoral.
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Sexto filme de Jackman como Wolverine
Wolverine: Imortal foi a sexta vez de Hugh Jackman no papel, após a trilogia X-Men de 2000, 2003 e 2006, uma ponta em X-Men: Primeira Classe de 2011 e o solo X-Men Origens: Wolverine de 2009. Cronologicamente, antecede X-Men: Dias de um Futuro Esquecido de 2014 e é distante de Logan de 2017, que encerraria a saga antes do retorno em Deadpool & Wolverine de 2024.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal