Gambit ganhou um novo poder na Marvel, e ele é bem menos elegante do que o truque com cartas sugere. Em Rogue #5, que chega em 20/05/2026, Remy LeBeau usa o Eye of Agamotto — artefato místico ligado ao Doutor Estranho — conectado ao dragão Sadurang. O resultado: uma transformação dracônica que pode deixá-lo mais forte, e bem menos humano.
Só um upgrade visual? Nem perto disso.
O que o Eye of Agamotto está fazendo com o Gambit
A nova edição coloca o Gambit numa zona que a Marvel adora explorar: poder extra com preço alto. O Eye of Agamotto ligado a Sadurang começa a alterar o corpo de Remy, com sinais físicos de uma forma mais dracônica.
Não parece ser uma mudança limpa. A transformação vem com dor, risco de perda de controle e a possibilidade de não voltar totalmente ao normal se ele passar de certo limite.
Essa virada aparece dentro de uma missão pessoal. Gambit usa o artefato para ajudar Rogue a localizar John Stelton, um dos primeiros alvos do passado dela, enquanto a personagem tenta lidar com culpa e redenção.
Ficha rápida de Rogue #5
| Dado | Informação |
|---|---|
| Título | Rogue #5 |
| Editora | Marvel Comics |
| Roteiro | Erica Schultz |
| Arte | Luigi Zagaria e Espen Grundetjern |
| Personagem em foco | Gambit / Remy LeBeau |
| Artefato central | Eye of Agamotto |
| Ligação mística | Sadurang |
| Data de lançamento | 20/05/2026 |
| Universo | X-Men / Marvel Comics |

Por que esse upgrade combina com o personagem
Gambit nunca foi um brutamontes no estilo Wolverine. O charme dele sempre esteve no controle, na malandragem e na forma como canaliza energia cinética em objetos para explodir depois. Carta, bastão, o que tiver na mão.
Por isso, o Eye of Agamotto não soa aleatório. Remy sempre funcionou como um personagem de poder + ferramenta. Troque o baralho por um artefato místico, e a lógica continua de pé.
A diferença está na escala. Antes, Gambit era perigoso porque sabia usar o que tocava. Agora, a própria biologia dele começa a entrar no jogo. Aí o personagem sai da categoria “esperto e estiloso” e pisa em território bem mais ameaçador.
Tem outro detalhe interessante: o Eye of Agamotto fora da órbita do Doutor Estranho já chama atenção por si só. Quando esse artefato vai parar na mão de um X-Men, a Marvel está dizendo que quer misturar mutação com magia de um jeito mais agressivo.
Esse tipo de upgrade tem precedente. Só que o pacote do Gambit é mais estranho que o normal.
| Personagem | Upgrade | Preço |
|---|---|---|
| Wolverine | Adamantium no projeto Arma X | Trauma físico e mental |
| Archangel | Transformação forçada por Apocalypse | Perda de identidade |
| Rogue | Absorção de poderes de Carol Danvers | Conflito interno duradouro |
| Magik | Canalização por artefatos e magia | Corrupção e instabilidade |
| Gambit | Eye of Agamotto ligado a Sadurang | Metamorfose corporal e risco de irreversão |

Rogue volta ao centro da mudança
O mais esperto dessa história é que o upgrade não chega solto, como se fosse só marketing de capa. Ele nasce dentro do arco da Rogue, que tenta encarar erros antigos e procurar John Stelton.
Isso puxa Gambit para um papel emocional, não só explosivo. Ele não usa o Eye de Agamotto para ganhar pose. Usa porque quer ajudar alguém que sempre definiu boa parte da trajetória dele.
Mas será que isso fortalece o casal? Ou empurra os dois para mais uma tragédia clássica dos X-Men? A Marvel gosta desse tipo de troca cruel: você salva a pessoa amada, mas paga com o próprio corpo.
Também faz sentido para a imagem pública do personagem. Gambit sempre foi popular, mas raramente tratado como peça de topo quando o assunto é poder bruto. Se a forma dracônica se mantiver, isso muda o lugar dele nas histórias de equipe.
Visualmente, a ideia é forte. Um Gambit meio dragão, ainda carregando energia e jogando cartas, tem cara de design que pode render bem em animação, jogo e até skin de evento. Em quadrinhos, pelo menos, o conceito já nasceu chamando atenção.

O que isso pode significar para os X-Men em 2026
A Marvel usa power-up em mutante o tempo todo. Mutação secundária, experimento, implante, magia. Nada novo. O que separa o caso do Gambit é a mistura de estética monstruosa com um artefato que carrega peso místico real no universo Marvel.
Se o arco for até o fim, Remy pode virar um personagem mais difícil de encaixar no grupo. Gambit funciona muito bem como ladrão reformado, romântico e debochado. Um Gambit dracônico pede outra energia, quase de arma viva.
Funciona? Em tese, sim. Mas só se a Marvel lembrar que Gambit não é interessante apenas quando explode mais coisas. Ele funciona quando o poder vem junto de culpa, charme e perigo.
Rogue #5 sai primeiro nos EUA
Rogue #5 será lançado pela Marvel Comics em 20/05/2026. Até agora, não há edição brasileira anunciada para este capítulo específico, então o leitor daqui deve ficar de olho primeiro no mercado americano e nos canais oficiais da editora.
A página de quadrinhos da Marvel está no site oficial da Marvel Comics. Se essa transformação continuar depois da edição, o Gambit pode ganhar o upgrade mais comentado dos X-Men no ano — ou perder de vez a versão do personagem que todo mundo conhece.