Barracuda ainda nem saiu do campo do anúncio, mas já entrou na conversa como possível herdeiro emocional de Logan. Anthony Mackie e Dafne Keen lideram um thriller de fuga com adulto endurecido, adolescente em risco e estrada violenta no meio.
Só que o rótulo engana um pouco. Em vez de repetir um drama de super-herói, o novo filme parece mirar um suspense criminal seco, com cara de cinema adulto e motor roncando o tempo todo.
Barracuda é estrada, sangue e fuga
O projeto foi anunciado em abril de 2026 e segue em desenvolvimento. Neil Burger dirige o filme, com Mackie no papel de Karl e Keen como Jodie.
A premissa é simples e boa de vender. Karl, um ex-contrabandista, invade uma boate no México para resgatar a adolescente sequestrada, mata o irmão do dono do local e foge com ela em um Plymouth Barracuda 1973.
Não é só detalhe visual. O carro vira identidade do filme, quase como personagem. E as 100 milhas até a fronteira dos EUA dão ao projeto um senso de urgência que combina com perseguição, cansaço e violência.

| Ficha técnica | Barracuda |
|---|---|
| Título original | Barracuda |
| Título no Brasil | Barracuda |
| Direção | Neil Burger |
| Elenco principal | Anthony Mackie (Karl), Dafne Keen (Jodie) |
| Gênero | Ação, thriller |
| Status | Em desenvolvimento |
| Anúncio público | Abril de 2026 |
| Cenário | México e estrada até a fronteira dos EUA |
| Elemento-chave | Plymouth Barracuda 1973 |
| Empresa ligada ao projeto | Highland Film Group |
A sombra de Logan é grande mesmo
A comparação apareceu rápido porque ela é óbvia. Em Logan, Hugh Jackman fazia o protetor cansado de tudo enquanto Dafne Keen, como Laura/X-23, carregava fúria, inocência e trauma ao mesmo tempo.
Em Barracuda, a estrutura volta de outro jeito. Um adulto violento protege uma jovem em fuga, os dois cruzam estradas perigosas e o destino final tem cara de salvação. Difícil não lembrar.
O peso desse espelho não é pequeno. Logan fez cerca de US$ 619 milhões no mundo e mantém 93% no Rotten Tomatoes, número alto até para padrão Marvel.
E tem mais: o público não esqueceu Dafne Keen naquele papel. Ela voltou como Laura em Deadpool & Wolverine, então qualquer filme que a coloque de novo nessa dinâmica já aciona a memória afetiva na hora.

| Aspecto | Barracuda | Logan |
|---|---|---|
| Dupla central | Karl protege Jodie após um resgate | Logan protege Laura/X-23 |
| Tom | Thriller criminal de fuga | Drama de super-herói com faroeste e road movie |
| Motor da história | 100 milhas até a fronteira dos EUA | Viagem até um refúgio para crianças mutantes |
| Ponto de conexão | Dafne Keen em nova parceria violenta | Papel que transformou Keen em nome forte do gênero |
Mackie de um lado, Keen do outro
Esse é o primeiro filme em que Anthony Mackie e Dafne Keen dividem a tela. E o elenco foi montado com uma lógica bem clara.
Mackie traz credibilidade física. Ele já fez ação em Zona de Combate, segurou carisma em Twisted Metal e carrega a imagem de Sam Wilson depois de anos na Marvel.
Keen entra com outro peso. Ela vem de His Dark Materials, passou por Star Wars: The Acolyte e Percy Jackson e os Olimpianos, mas segue associada a Laura sempre que o assunto pede fúria e vulnerabilidade no mesmo pacote.
Funciona como pitch. Mackie bate, Keen reage, e a estrada faz o resto. O risco é esse casamento parecer calculado demais se o roteiro não der espaço para a relação respirar.

Neil Burger não está fazendo filme de herói
Também faz diferença quem está na direção. Neil Burger vem de Sem Limites e Divergente, dois trabalhos mais interessados em ritmo, perseguição e conceito forte do que em sentimentalismo pesado.
Isso muda o tipo de expectativa. Se Logan era um adeus melancólico com cara de western, Barracuda parece querer ser um thriller de fuga mais sujo e direto, algo entre crime de estrada e filme de sobrevivência.
Por isso a comparação ajuda e atrapalha. Ajuda porque chama atenção na hora. Atrapalha porque qualquer projeto posto ao lado de Logan já entra devendo demais.
No Brasil, ainda é cedo
Barracuda ainda não tem data de estreia, distribuidora ou plataforma confirmada no Brasil. Não há anúncio de lançamento nos cinemas, streaming nacional ou dublagem em português até aqui.
Então o interesse, por enquanto, nasce do pacote. Mackie na ação, Keen revisitando uma dinâmica que marcou a carreira dela e um carro clássico puxando um filme de fuga com cara de sessão da madrugada para adultos.
O anúncio acerta em cheio no imaginário de quem gosta de Logan. Mas essa venda cobra caro: quando o primeiro trailer sair, a pergunta vai ser só uma — Barracuda tem vida própria ou vai depender da sombra de Laura mais uma vez?