Baki-Dou: Parte 2 ganha estreia na Netflix e 12 episódios

Por Leandro Lopes 28/05/2026 às 19:44 6 min de leitura Atualizado: 28/05/2026
Baki-Dou: Parte 2 ganha estreia na Netflix e 12 episódios
6 min de leitura

Baki-Dou: O Samurai Invencível (BAKI-DOU) parte 2 estreia na Netflix em 18 de junho de 2026, com 12 episódios lançados de uma vez. Abaixo, você vê o que está confirmado, como a Parte 1 entra nessa conta e por que Musashi Miyamoto muda o tamanho dessa guerra.

Data fechada. E, no caso de Baki, isso importa porque a franquia vive de escalar loucuras.

Depois de prisões humanas, monstros de força bruta e lutas que ignoram qualquer noção de limite, agora a série compra uma ideia ainda mais absurda: jogar um samurai histórico no mundo moderno e ver quem sobra em pé.

Ficha técnica

Item Informação
Título no Brasil Baki-Dou: O Samurai Invencível
Título original BAKI-DOU
Formato Anime / série animada em partes
Plataforma no Brasil Netflix
Estreia da Parte 2 18/06/2026
Modelo de lançamento 12 episódios liberados de uma vez
Parte 1 13 episódios
Parte 2 12 episódios
Obra original Mangá de Keisuke Itagaki
Editora japonesa Akita Shoten
Revista Weekly Shonen Champion
Publicação do mangá março de 2014 a abril de 2018
Volumes 22
Gênero Ação, artes marciais, drama de combate
Personagens em foco Baki, Yujiro Hanma, Musashi Miyamoto e Mitsunari Tokugawa
Idioma confirmado na Parte 1 Legendas e dublagem em português

Na prática, são 25 episódios somando as duas partes. Não é pouca coisa, mas também não é um mergulho infinito.

Quem quiser chegar pronto na nova leva consegue. A Parte 1 já está no catálogo brasileiro e fecha em 13 capítulos.

Capa do mangá Baki-Dou publicado pela Akita Shoten, com arte de Keisuke Itagaki e Musashi Miyamoto
Capa do mangá Baki-Dou publicado pela Akita Shoten, com arte de Keisuke Itagaki e Musashi Miyamoto (Reprodução)

18 de junho, 12 episódios e maratona liberada

A melhor notícia aqui não é só a data. É o formato.

A Parte 2 entra inteira na Netflix. Nada de espera semanal, nada de meio arco interrompido. Para uma série de luta, isso funciona muito bem, porque Baki depende de ritmo, escalada e uma sensação constante de exagero.

Tem outro detalhe que pesa no Brasil. Como a Parte 1 já está acessível com dublagem e legendas em português, a entrada para quem descobriu a franquia pelo streaming ficou bem mais fácil.

Isso ajuda a Netflix a manter Baki vivo no catálogo sem transformar a série em um labirinto. Você abre, começa pela Parte 1 e já emenda a Parte 2 no mesmo serviço.

Funciona.

E tem timing. Junho costuma ser um mês cheio para anime e série grande, então lançar tudo de uma vez é a maneira mais direta de fazer a franquia aparecer nas maratonas do fim de semana.

Musashi Miyamoto vira o centro da guerra

O gancho da nova parte é forte. Mitsunari Tokugawa conduz um experimento secreto sob a Tokyo Skytree para recriar Musashi Miyamoto a partir de restos preservados e tecnologia avançada.

Sim, é esse o nível de absurdo. E Baki sempre viveu muito bem nesse terreno.

Musashi não entra como participação de luxo. Ele chega como ameaça real ao equilíbrio do mundo das lutas, quase um teste definitivo para todo mundo que a série construiu até aqui.

Baki, Yujiro e os outros lutadores passam a encarar um problema diferente. Não basta força bruta. Agora existe uma espada no meio da conversa.

Esse choque entre luta corpo a corpo e combate armado é o que mais separa Baki-Dou das fases anteriores. Em vez de só perguntar quem bate mais forte, a série pergunta quem sobrevive a uma lenda histórica colocada no presente.

É uma ideia que lembra Record of Ragnarok na superfície, pelo peso mitológico do nome. A diferença é o clima. Baki é mais sujo, mais terrestre e muito menos interessado em pose grandiosa.

Pôster da Parte 2 de Baki-Dou: O Samurai Invencível
Pôster da Parte 2 de Baki-Dou: O Samurai Invencível (Reprodução)

Se Kengan Ashura trabalha a arena como espetáculo empresarial, Baki sempre foi quase o oposto. Tudo é mais brutal, mais estranho e mais perto de um delírio violento.

Por isso Musashi encaixa tão bem. Ele não entra para decorar a história. Ele entra para empurrar a franquia para outro tipo de ameaça.

De onde vem Baki-Dou

Baki-Dou nasce do mangá de Keisuke Itagaki, publicado pela Akita Shoten na revista Weekly Shonen Champion. A serialização foi de março de 2014 a abril de 2018, fechando em 22 volumes.

Esse recorte já mostra bastante coisa. Itagaki não escreve luta como esporte organizado. Ele escreve luta como obsessão física, como disputa de ego, como teatro de homens que perderam qualquer noção razoável de limite.

É por isso que a franquia atravessa tão bem anime, mangá e streaming. O apelo é imediato.

Você não precisa decorar árvore genealógica nem sistema de poder cheio de regra. Basta entender que todo personagem quer provar uma coisa muito simples: ser o mais forte da sala.

No caso de Baki-Dou, essa fórmula ganha um tempero raro. Musashi Miyamoto não é um vilão inventado do nada. Ele carrega um peso cultural que amplia a briga.

A série não está só colocando mais um adversário na frente do herói. Está puxando uma figura histórica japonesa e jogando essa lenda contra lutadores modernos que já se achavam o topo da cadeia.

Aí mora a graça de Baki-Dou dentro da franquia. Em Baki Hanma, o foco era levar a escalada física ao absurdo. Aqui, o absurdo ganha corte de espada.

Na Netflix, a entrada é simples

Quem chega agora não precisa caçar episódio perdido em plataforma diferente. A Parte 1 de Baki-Dou: O Samurai Invencível já está na Netflix no Brasil, com dublagem e legendas em português.

Depois disso, a Parte 2 entra no mesmo catálogo em 18/06/2026, com os 12 episódios liberados de uma vez. Para anime de pancadaria, essa é a melhor forma de assistir.

Se você curte shonen de luta — aquele anime de confronto direto, rivalidade e evolução no limite — Baki continua sendo um dos nomes mais consistentes do streaming. Só que agora a pergunta fica maior: quando um samurai “invencível” entra na arena, quem sobra para encarar o próximo nível?