Toy Story 5 quebra tradição de 31 anos e revela o rosto da dona que abandonou a Jessie

Por Redação Notícias Flix 06/06/2026 às 22:27 5 min de leitura
Toy Story 5 quebra tradição de 31 anos e revela o rosto da dona que abandonou a Jessie
5 min de leitura

Pela primeira vez em 31 anos, um filme de Toy Story não é classificação livre. Toy Story 5 chega aos cinemas em 19 de junho com selo PG, algo que nenhuma das quatro animações anteriores teve desde 1995.

A mudança não é por acaso. A própria classificação indústria citou elementos temáticos e humor mais ácido. E o filme traz outra novidade que vai mexer com a memória afetiva de toda uma geração.

Por que deixou de ser livre

Personagem feminina em primeiro plano com expressão séria durante cena dramática
(Reprodução/Disney/Pixar)

A classificação PG pegou os fãs de surpresa. Os quatro filmes anteriores eram todos G, o equivalente ao livre para todos os públicos. A justificativa oficial fala em alguns elementos temáticos e humor rude.

Na prática, isso inclui piadas mais ousadas que o normal da franquia. Há brincadeiras sobre a barriga de cerveja e a calvície do Woody, por exemplo. É um tom levemente mais adulto, sinal de que a Pixar mira também os fãs que cresceram com a série.

A duração também aumentou. São 102 minutos, o segundo filme mais longo da franquia. Tudo aponta para uma sequência mais ambiciosa, que tenta dialogar com um público que envelheceu junto com Woody e Buzz.

Título original Toy Story 5
Estúdio Pixar / Disney
Diretor Andrew Stanton
Vozes (original) Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Greta Lee
Música tema Taylor Swift
Estreia 19 de junho de 2026
Classificação PG (primeira da franquia)
Duração 102 minutos

Brinquedos contra a tecnologia

A premissa é dolorosamente atual. A pequena Bonnie larga os brinquedos por um tablet com personalidade forte, chamado Lilypad. Woody, Buzz e Jessie precisam se virar contra um inimigo que não é vilão clássico, mas a tela que hipnotiza as crianças.

O tablet Lilypad é dublado por Greta Lee, de Vidas Passadas. Ele tem opiniões próprias e ameaça dominar o mundo de Bonnie. É a Pixar encarando de frente o medo de toda família moderna: a competição entre o brinquedo físico e a tela infinita.

Esse tema dá peso à sequência. Mais do que uma nova aventura, o filme é um comentário sobre infância na era digital. Os brinquedos enfrentam, literalmente, a obsolescência diante da tecnologia.

A versão brasileira do elenco

No Brasil, o filme chega com dublagem caprichada, tradição da franquia por aqui. Os brinquedos sempre tiveram vozes marcantes na versão nacional, e a quinta parte mantém esse cuidado com a localização.

A dublagem brasileira de Toy Story é parte do carinho do público local pela série. Gerações inteiras conhecem Woody e Buzz pelas vozes em português. Para o espectador daqui, essa familiaridade é parte essencial da experiência.

Por isso, a estreia nacional é tão aguardada quanto a americana. A Disney costuma investir pesado na versão brasileira de seus grandes lançamentos animados, cientes do tamanho do mercado infantil no país.

Jessie no centro da história

Dois personagens principais deitados no chão em momento de união
(Reprodução/Disney/Pixar)

Desta vez, o protagonismo é da Jessie. A trama volta à infância da boneca caubói e traz de volta Emily, sua dona original, vista pela última vez em Toy Story 2, lá em 1999.

Um clipe oficial da Disney revelou algo inédito: o rosto de Emily. No filme de 1999, ela só aparecia dos ombros para baixo, na célebre e melancólica sequência da música When She Loved Me. Agora, finalmente vemos quem foi a dona que abandonou Jessie.

A revelação reacende uma das maiores teorias de fãs da franquia. Muita gente acredita que Emily seria a mãe do Andy, dono de Woody. O filme parece disposto a brincar com essa conexão, mexendo direto na nostalgia do público.

Taylor Swift assina a música tema

A trilha ganhou reforço de peso. Taylor Swift compôs e gravou I Knew It, I Knew You, a música tema ligada à história da Jessie. A faixa foi lançada em 5 de junho e gerou enorme repercussão entre os fãs da cantora.

A escolha é estratégica. Unir o maior fenômeno pop do momento à nostalgia de Toy Story garante alcance fora do público infantil. É o tipo de jogada que transforma a estreia num evento cultural, não só num lançamento de animação.

O peso de continuar uma despedida perfeita

Há um desafio grande pela frente. Toy Story 3 entregou um dos finais mais emocionantes da animação, e Toy Story 4 deu a Woody uma despedida tocante. Continuar essa história sem estragar o que veio antes é arriscado.

A Pixar, porém, parece consciente disso. Ao colocar Jessie no centro e abordar a tecnologia, o estúdio busca um ângulo novo em vez de repetir a fórmula. A aposta é dar à franquia um motivo real para existir mais uma vez.

No Brasil, Toy Story 5 estreia nos cinemas e depois deve chegar ao Disney+, como toda animação da Pixar. A pergunta que fica: depois de despedidas tão perfeitas, a turma de Woody ainda tem uma história nova que vale ser contada?