Cidade das Mentiras (City of Lies) voltou ao radar em 01/06/2026 com a chegada ao Plex. O thriller policial com Johnny Depp fracassou nos cinemas, dividiu a crítica e agora ganha uma chance rara: ser descoberto sem o peso de bilheteria.
Faz sentido. Esse sempre foi o tipo de filme que parecia destinado ao streaming, não ao multiplex.
O filme que falhou no caixa, mas não sumiu
Lançado em 2018 e dirigido por Brad Furman, Cidade das Mentiras acompanha o detetive Russell Poole, vivido por Depp, na investigação do assassinato de Christopher Wallace, o Notorious B.I.G.
Forest Whitaker entra como o jornalista que cutuca o caso ao lado dele. É uma dupla boa de assistir. Menos explosiva do que o cartaz sugere, mais cansada e amarga.
Nos EUA, o longa saiu de forma restrita pela Saban Films depois de um histórico de adiamentos. O resultado foi duro: bilheteria mundial de cerca de US$ 1,6 milhão para um filme com duas estrelas gigantes no elenco.
Isso pesa. Mas não mata um thriller quando o assunto continua vivo no imaginário do público.

A crítica torceu o nariz. O público não
Os números contam uma história curiosa. No Rotten Tomatoes, o filme tem 49% entre os críticos e 86% com o público.
No Metacritic, a média dos críticos fica em torno de 41/100. Ou seja: imprensa fria, audiência bem mais aberta.
Mas por quê? Porque Cidade das Mentiras entrega um pacote que o streaming costuma valorizar melhor do que o cinema: caso real, corrupção policial, Los Angeles sufocante e um Johnny Depp segurando a atuação no freio.
Não é Zodíaco. Nem tenta ser. Só que também não é o desastre que a recepção inicial fez parecer.
Johnny Depp em modo contido
Quem chega esperando um Depp espalhafatoso vai tomar um susto. Aqui ele joga baixo, fala pouco e carrega o filme no desgaste físico do personagem.
É quase o oposto da imagem blockbuster que ficou grudada nele por anos. O Russell Poole de Cidade das Mentiras parece alguém que dorme mal há décadas.
Funciona. Principalmente porque o roteiro de Christian Contreras entende que obsessão investigativa fica mais forte no silêncio do que no discurso.
Whitaker ajuda a manter o eixo. Quando o filme ameaça cair em exposição demais, ele puxa tudo para um tom mais humano.
Ficha técnica de Cidade das Mentiras
| Campo | Informação |
|---|---|
| Título original | City of Lies |
| Título no Brasil | Cidade das Mentiras |
| Direção | Brad Furman |
| Roteiro | Christian Contreras |
| Baseado em | LAbyrinth, de Randall Sullivan |
| Elenco principal | Johnny Depp, Forest Whitaker, Rockmond Dunbar, Neil Brown Jr., Xander Berkeley |
| Gênero | Thriller policial, drama |
| Duração | 112 minutos |
| Classificação | R nos EUA |
| Estreia original | 19/09/2018 |
| Bilheteria mundial | aproximadamente US$ 1,6 milhão |
| Rotten Tomatoes | 49% críticos / 86% público |
| Metacritic | 41/100 |
| Streaming citado | Plex |
| Entrada no catálogo | 01/06/2026 |
Essa ficha mostra bem o tamanho do contraste. Elenco de peso, tema quente e resultado comercial minúsculo.
Por que o Plex virou a casa certa para esse tipo de filme
O Plex não disputa conversa com estreias gigantes. Ele vive de redescoberta. E Cidade das Mentiras cabe perfeitamente nesse modelo.
Filmes assim ganham fôlego quando a barreira de entrada cai. Sem ingresso, sem aluguel isolado e sem campanha vendendo “evento”, sobra espaço para o público decidir com menos ruído.
Tem outro detalhe: true crime continua puxando clique e play em qualquer plataforma. Quando o caso envolve o assassinato de Notorious B.I.G., a curiosidade vem pronta.
Também ajuda o fato de Depp ainda ser um nome que chama atenção de catálogo. Mesmo num projeto menor, ele continua arrastando descoberta tardia.
No Brasil, a janela ainda pede checagem
O Plex opera por aqui em aplicativo e navegador, mas o catálogo varia conforme a região. A entrada de Cidade das Mentiras em 01/06/2026 foi anunciada pela plataforma, só que a disponibilidade no Brasil pode mudar de acordo com licenciamento local.
O mesmo vale para áudio e legenda. Até aqui, não houve padronização pública de dublagem em português para essa nova janela, então o ideal é abrir o app e conferir antes.
Se aparecer no catálogo brasileiro, é um achado interessante para quem gosta de investigação suja, caso real e filme que ficou melhor depois que o hype morreu. No fim, a dúvida boa é outra: o problema estava no longa ou no jeito torto como ele foi lançado?