O live-action de Moana chega aos cinemas em 10 de julho de 2026, exatamente no 10º aniversário da animação original. A Disney aposta na nostalgia, mas o primeiro trailer revelou um problema que ninguém previu.
Catherine Laga’aia estreia no cinema como a heroína do Pacífico. Dwayne Johnson volta como Maui, agora em carne e osso. E foi justamente o semideus que transformou a expectativa em polêmica.
O trailer que dividiu o público

A recepção das primeiras imagens foi turbulenta. Boa parte do público criticou a aparência de Maui, considerada robótica e dependente de CGI em excesso. Para muitos, o físico do personagem ficou longe do Maui parrudo da animação.
Os comentários foram duros. Um fã resumiu o sentimento geral com a pergunta: por que precisávamos disso? A insatisfação com a versão digital do semideus dominou as redes assim que o trailer foi ao ar.
Nem tudo, porém, foi negativo. Catherine Laga’aia, no papel-título, colheu elogios. A jovem atriz convenceu como Moana, e parte da crítica destacou sua presença como o ponto mais forte do material divulgado.
| Título | Moana (live-action) |
| Estúdio | Disney |
| Diretor | Thomas Kail (Hamilton) |
| Elenco | Catherine Laga’aia, Dwayne Johnson, Rena Owen |
| Música | Lin-Manuel Miranda, Mark Mancina |
| Estreia | 10 de julho de 2026 (também em IMAX) |
| Duração | 120 minutos |
| Classificação | PG |
A maldição dos remakes da Disney
O caso de Maui não é isolado. Os remakes live-action da Disney enfrentam resistência crescente do público. A pergunta sobre a real necessidade desses refilmes acompanha quase todo anúncio do estúdio nos últimos anos.
Há também um padrão curioso de duração. O novo Moana tem 120 minutos, 13 a mais que os 107 da animação. Essa tendência de esticar a história se repete há três décadas nos remakes da Disney, nem sempre para melhor.
O desafio é grande. Transformar uma animação amada, com visual estilizado, em live-action realista quase sempre perde algo no caminho. A magia do desenho raramente sobrevive intacta à transição para a imagem real.
A aposta no aniversário e no IMAX
A escolha da data não é casual. Estrear no dia exato dos 10 anos da animação é uma jogada de marketing afiada. A Disney quer ativar a memória afetiva de quem cresceu com a história e levar essa geração de volta ao cinema.
O lançamento ainda inclui sessões em IMAX. O formato grandioso valoriza as paisagens do Pacífico, o oceano e as cenas de ação. É uma forma de justificar a ida à sala diante de um público que já conhece a história de cor.
A estratégia, no entanto, depende de virar o jogo da percepção. Com o trailer mal recebido, a Disney precisa convencer o público de que o filme final entrega mais do que as primeiras imagens sugeriram.
Quem está por trás do projeto

A direção fica com Thomas Kail, nome consagrado do teatro. Ele dirigiu Hamilton e faz aqui sua estreia em um longa narrativo de cinema. O roteiro é assinado por Jared Bush, um dos criadores da animação original.
A música mantém o time vencedor. Lin-Manuel Miranda retorna às canções e também atua como produtor. Ao seu lado, Mark Mancina na trilha e Opetaia Foa’i nas raízes musicais do Pacífico. É o mesmo coração sonoro que fez o sucesso de 2016.
Dwayne Johnson, além de viver Maui, é produtor do filme. Seu envolvimento profundo mostra o quanto a estrela acredita no projeto, apesar das críticas iniciais ao visual do personagem. A aposta é pessoal para ele.
A história que todos conhecem
A trama segue fiel à animação. Convocada pelo oceano, Moana deixa a ilha de Motunui pela primeira vez. Ela cruza a barreira de recifes e, ao lado de Maui, parte numa jornada para restaurar a saúde de sua comunidade.
É uma aventura sobre coragem, identidade e a conexão com o mar. A versão animada virou um fenômeno cultural, em especial nas comunidades do Pacífico, que se viram representadas com respeito. O live-action carrega essa responsabilidade nas costas.
As filmagens aconteceram em Atlanta e no Havaí, encerradas em novembro de 2024. Desde então, o filme está em pós-produção, lapidando justamente os efeitos visuais que tanto preocupam os fãs até aqui.
Mais que um remake comercial
Há algo em jogo além da bilheteria. A animação de 2016 foi celebrada pela representação respeitosa das culturas do Pacífico, com consultoria de especialistas da região. O live-action herda essa responsabilidade.
O elenco reforça esse compromisso. Catherine Laga’aia, Rena Owen e os demais trazem raízes autênticas da Polinésia e da Nova Zelândia. Não é casting decorativo, mas uma tentativa de manter a fidelidade cultural que marcou o original.
No Brasil, Moana live-action chega aos cinemas e depois ao Disney+. Resta saber se o filme final supera a desconfiança gerada pelo trailer. A pergunta que fica: a Disney consegue provar que esse remake tinha, afinal, uma razão para existir?