Sinopse
A Cor Púrpura (The Color Purple no original) é o filme americano de drama de 1985 dirigido por Steven Spielberg (E.T. 1982, Tubarão 1975, Indiana Jones franquia — diretor americano de prestígio máximo) e baseado no romance epistolar de Alice Walker (Prêmio Pulitzer de Ficção 1983). Foi distribuído pela Warner Bros. em 18 de dezembro de 1985. É a sétima direção de Spielberg — primeira incursão em drama sério (após sucessos de fantasia/ação dos anos 1980). Foi filmado em Greene County, Carolina do Norte e Monroe, Carolina do Norte entre junho e novembro 1985.
A história segue Celie Harris-Johnson (Whoopi Goldberg, estreia em longa-metragem), mulher afro-americana pobre que vive em rural Geórgia americana entre 1909 e 1947. Aos 14 anos, ela é abusada sexualmente pelo padrasto e forçada a casar com Albert 'Mister' Johnson (Danny Glover, Lethal Weapon franquia 1987-1998), violento e abusivo. Separada da irmã Nettie (Akosua Busia) que ama, Celie sofre durante décadas. Ela encontra força através de relacionamentos com outras mulheres negras — Sofia (Oprah Winfrey, estreia em longa-metragem), esposa briguenta de filho de Mister; e Shug Avery (Margaret Avery), cantora de blues e amante de Mister, que se torna sua amante. Através dessas amizades, Celie eventualmente reclama sua identidade e dignidade.
O elenco coadjuvante traz Whoopi Goldberg como Celie Harris-Johnson; Danny Glover como Albert 'Mister' Johnson; Oprah Winfrey como Sofia; Margaret Avery como Shug Avery; Willard E. Pugh como Harpo; Akosua Busia como Nettie Harris; Desreta Jackson como jovem Celie; Adolph Caesar como Old Mister; Rae Dawn Chong como Squeak; Dana Ivey como Sra. Millie. A trilha sonora ficou a cargo de Quincy Jones (compositor afro-americano lendário, produtor de Michael Jackson) — incluindo canções gospel e blues. A cinematografia ficou a cargo de Allen Daviau (E.T. 1982). Foi filmado em locações reais — fazendas rurais americanas dos anos 1900-1940, casas de madeira tradicionais.
Análise — Notícias Flix
A Cor Púrpura é caso típico de cinema sério de Steven Spielberg — produção americana que provou definitivamente que diretor de fantasia/ação podia dirigir drama de prestígio máximo. É frequentemente listado entre as 5 maiores produções de Spielberg da carreira. Em maio 2026, é unanimidade em listas das melhores adaptações cinematográficas de literatura feminista negra — junto com Bem-Aventurada (2008), Selma (2014), 12 Anos de Escravidão (2013, McQueen). A produção marcou estreia de Whoopi Goldberg e Oprah Winfrey em longa-metragem — momento histórico do cinema afro-americano.
A aposta narrativa central é trauma feminino negro durante décadas. Em vez de estrutura cinematográfica convencional (clímax único, três atos), Spielberg aposta em narrativa épica de quase 40 anos — Celie aos 14 (1909) até aos 50 (1947). A escolha é radical — formato típico de literatura epistolar (romance de Alice Walker), raramente em cinema mainstream. Estrutura permite acompanhar transformação interior de Celie ao longo de décadas — uma das jornadas femininas mais complexas do cinema americano.
A aposta de elenco é experimento curatorial. Whoopi Goldberg era apenas comediante stand-up americana — Spielberg viu seu show, ofereceu papel principal. Oprah Winfrey era jornalista de Chicago — convidada por Quincy Jones (compositor afro-americano, ouvido de música gospel). Danny Glover era ator coadjuvante de filmes de ação pré-Lethal Weapon. A escolha de elenco quase totalmente novato (exceto Glover) foi consciente de Spielberg — autenticidade afro-americana sobre celebridade. Funcionou — todas as três performances foram nomeadas para Oscar.
A aposta cultural é literatura feminista negra. Romance de Alice Walker (1982, Prêmio Pulitzer) era considerado controverso na época — temáticas de incesto, abuso doméstico, lesbianismo, abandono familiar. Spielberg (diretor branco) adaptando obra de Walker (autora afro-americana) gerou debate sobre representatividade. Walker eventualmente endossou produção. Em maio 2026, é frequentemente referenciado em estudos sobre cinema afro-americano e responsabilidade autoral em adaptação.
A recepção foi unanimemente positiva. 84% no Rotten Tomatoes, Metacritic 78, 11 nomeações para Oscar — incluindo Melhor Filme, Melhor Atriz (Whoopi Goldberg), Atriz Coadjuvante (Oprah Winfrey, Margaret Avery). Notoriamente, A Cor Púrpura perdeu todas as 11 nomeações — uma das maiores controvérsias da história do Oscar. Spielberg não foi nomeado para Direção — controvérsia ainda maior. Comercialmente foi massivo — US$ 142 milhões mundialmente sobre orçamento de US$ 15 milhões (ROI 9,5x). Em maio 2026, está disponível no Max Brasil (Warner Bros. controla) e Apple TV. Adaptação musical Broadway 2005 originou novo filme em 2023 (Blitz Bazawule), com Fantasia Barrino, Danielle Brooks, Taraji P. Henson — sucesso comercial e crítico independente.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 15 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 146 mi
- Retorno
- 9,8× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Menno Meyjes
- Fotografia
- Allen Daviau
- Trilha sonora
- Quincy Jones
- Edição
- Michael Kahn
- Duração
- 154 min
Curiosidades sobre A Cor Púrpura
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Whoopi Goldberg — estreia em longa-metragem
A Cor Púrpura marcou estreia de Whoopi Goldberg em longa-metragem. Goldberg tinha 30 anos durante filmagens. Era apenas comediante stand-up americana — Steven Spielberg viu seu show no The Comedy Store em Los Angeles e ofereceu papel principal de Celie. Ela recebeu nomeação para Oscar de Melhor Atriz 1986 (perdeu para Geraldine Page por A Trip to Bountiful). Foi a primeira mulher afro-americana nomeada para Oscar de Atriz desde Diana Ross (Lady Sings the Blues 1972). Em maio 2026, Goldberg tem 70 anos e continua entre cinema (Ghost 1990 Oscar Coadjuvante, Sister Act 1992) e televisão (The View 2007-presente).
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Oprah Winfrey — estreia em longa-metragem
A Cor Púrpura marcou estreia de Oprah Winfrey em longa-metragem. Winfrey tinha 31 anos durante filmagens. Era apenas jornalista de Chicago (AM Chicago WLS-TV) — Quincy Jones (compositor afro-americano, ouvido música gospel) convenceu Spielberg a contratá-la. Ela recebeu nomeação para Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante 1986 (perdeu para Anjelica Huston por Prizzi's Honor). Em maio 2026, Winfrey tem 71 anos — bilionária americana, fundadora de OWN Network (2011), influencer cultural mais poderosa do século XXI. A Cor Púrpura foi o filme que iniciou a sua carreira cinematográfica.
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11 nomeações Oscar — 0 vitórias
A Cor Púrpura recebeu 11 nomeações para Oscar 1986 — Melhor Filme, Melhor Atriz (Whoopi Goldberg), Atriz Coadjuvante (Oprah Winfrey, Margaret Avery), Roteiro Adaptado, Cinematografia, Maquiagem, Trilha Sonora (Quincy Jones), Música Original (Quincy Jones), Direção de Arte, Figurinos, Som — mas perdeu todas as 11. É uma das maiores controvérsias da história do Oscar. Spielberg notoriamente não foi nomeado para Direção — controvérsia ainda maior. Out of Africa (Sydney Pollack) venceu Melhor Filme. Em maio 2026, é frequentemente referenciado em estudos sobre racismo histórico da Academia.
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Spielberg não foi nomeado para Direção
Steven Spielberg notoriamente não foi nomeado para Oscar de Melhor Direção 1986 por A Cor Púrpura — apesar do filme receber 11 nomeações, incluindo Melhor Filme. Era uma das maiores controvérsias da história do Oscar. Crítica e Academia consideraram que Spielberg (diretor branco, prévio especialista em fantasia/ação) não tinha legitimidade para narrar tragédia afro-americana. Em maio 2026, é frequentemente referenciado em estudos sobre racismo histórico da Academia. Eventualmente Spielberg recebeu Oscar de Direção por A Lista de Schindler (1993) — drama sério de Holocausto.
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Romance Pulitzer de Alice Walker
O romance original de Alice Walker (1982) ganhou Prêmio Pulitzer de Ficção 1983 — Walker foi a primeira mulher afro-americana a ganhar Pulitzer de Ficção. Era considerado controverso por temáticas de incesto, abuso doméstico, lesbianismo, abandono familiar. Em maio 2026, é frequentemente referenciado em estudos de literatura feminista negra americana — junto com obras de Toni Morrison (Beloved 1987, Pulitzer 1988), Maya Angelou. Alice Walker tem 81 anos em maio 2026 e continua escrevendo. Inicialmente, ela tinha reservas sobre adaptação cinematográfica de Spielberg mas endossou produção.
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Adaptação musical Broadway 2005
A Cor Púrpura foi adaptada para musical Broadway em 2005 — produção de Oprah Winfrey, Quincy Jones, Scott Sanders. Música por Brenda Russell, Allee Willis, Stephen Bray. Estreou em Broadway em 1 dezembro 2005 e teve 910 apresentações. Recebeu 11 nomeações para Tony — vencendo Melhor Atriz em Musical (LaChanze como Celie). Em maio 2026, é frequentemente revivido em produções regionais americanas. Originou novo filme musical em 2023 (Blitz Bazawule, Warner Bros.), com Fantasia Barrino (American Idol vencedora), Danielle Brooks (Orange Is the New Black), Taraji P. Henson — sucesso comercial e crítico independente.
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Quincy Jones — produtor e compositor
Quincy Jones (compositor afro-americano lendário, produtor de Michael Jackson — Thriller 1982, Bad 1987, Off the Wall 1979) foi também produtor de A Cor Púrpura. Tinha 52 anos durante filmagens. Foi ele que convenceu Spielberg a contratar Whoopi Goldberg e Oprah Winfrey. Composou trilha sonora e canções — incluindo 'Miss Celie's Blues', interpretada por Margaret Avery (Shug). Jones recebeu duas nomeações para Oscar 1986 (Trilha Sonora, Música Original) — perdeu ambas. Em maio 2026, Jones tem 92 anos e continua como ícone musical americano.
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Disponível no Max Brasil
No Brasil, A Cor Púrpura (1985) está disponível no Max desde 2020 — Warner Bros. Discovery (controla HBO/Max) é distribuidor original. Apple TV e Google Play têm para aluguel/compra. Prime Video adicionou em 2024. Não está em catálogo Netflix em maio 2026. A dublagem brasileira foi feita pela Delart no Rio com Maíra Góes como Celie/Whoopi Goldberg e Selma Lopes como Sofia/Oprah Winfrey. É frequentemente exibido em sessões noturnas de drama de prestígio em TV paga brasileira — junto com outras produções de Spielberg (E.T. 1982, Indiana Jones 1981-2023, A Lista de Schindler 1993).
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal