Beppo, o Supermacaco, acabou de entrar na conversa mais caótica da mitologia do Superman. Em Superman Unlimited #13, a DC confirma que ele é fisicamente mais forte que Clark Kent — e a explicação, por mais esquisita que pareça, faz sentido dentro da HQ.
Sim, um macaco.
E não é só piada de Era de Prata resgatada por nostalgia. A edição usa Jon Kent para bater o martelo e reposiciona Beppo como peça real da Família Superman, não só como curiosidade antiga de colecionador.
Beppo entrou na disputa de força de vez
A revelação acontece em Superman Unlimited #13, HQ da DC Comics já disponível no mercado internacional. Na história, Jon Kent conclui que Beppo é “bem mais forte” que ele e “provavelmente mais forte” que o próprio pai.
Isso coloca o personagem num lugar curioso. Clark continua sendo o maior símbolo da DC, mas a força bruta absoluta agora ganha outro dono dentro da mesma família.
| Ficha técnica | Detalhes |
|---|---|
| Título | Superman Unlimited #13 |
| Editora | DC Comics |
| Roteiro | Dan Slott |
| Arte | Lucas Meyer e Giuliano Peratelli |
| Letreiramento | Dave Sharpe |
| Gênero | Super-herói, ação, aventura e ficção científica |
| Formato | Comic book mensal |
| Status | Publicação em andamento |
A própria DC já lista a revista em seu catálogo oficial. Quem quiser conferir a publicação pode acompanhar a página da editora no site oficial da DC Comics.

A justificativa é maluca. E funciona
A HQ não joga a informação no ar e sai correndo. Ela explica que primatas têm mais fibras musculares de contração rápida do que humanos e, com um reforço kryptoniano, isso colocaria Beppo acima de Superman em força física pura.
É o tipo de lógica que só quadrinho de super-herói sustenta sem piscar. Mesmo assim, a ideia conversa com a tradição mais divertida do personagem: pegar um conceito absurdo e amarrar tudo com pseudociência interna.
Beppo ainda não para na força. A edição o trata como alguém com voo, supervelocidade, resistência e visão de calor. Ou seja: não é mascote exótico. É uma bomba ambulante.
Tem mais. Nesta continuidade, ele fala graças a um dispositivo criado por Dabney Donovan, cientista ligado aos experimentos que deram origem ao personagem nessa versão moderna.
E Beppo vem com um detalhe bem mais perigoso do que o nome sugere: saliva misturada com kryptonita. Na prática, uma mordida dele vira problema sério para qualquer kryptoniano.

Um resgate da Era de Prata sem vergonha de ser estranho
Beppo existe desde 1959. Na fase clássica da DC, ele era tratado como o pet infantil de Clark Kent, uma criação bem típica da Era de Prata, quando a editora abraçava histórias mais malucas sem muito pudor.
Agora a origem muda. Em vez do animal vindo direto de Krypton, a continuidade atual o reconfigura como resultado de experimentos de Dabney Donovan com DNA kryptoniano.
Até o nome ganhou ajuste moderno. “Beppo” vem do número de laboratório 06638, lido de cabeça para baixo. Brega? Um pouco. Memorável? Bastante.
Esse é o acerto da edição. Ela não tenta esconder que Beppo sempre foi uma ideia bizarra. Faz o contrário: assume a esquisitice e a encaixa num universo que hoje está mais aberto a tratar a Família Superman como um ecossistema próprio.
Funciona porque a DC não está diminuindo Clark. Está ampliando o entorno dele.
Mais forte que Superman não significa maior que Superman
Aqui entra a leitura importante. A HQ fala de força física, não de protagonismo, liderança ou peso simbólico. Clark segue sendo Clark.
Beppo superar Superman nesse recorte específico serve mais como chacoalhão de lore do que como troca de hierarquia real. É um jeito rápido de gerar conversa e, de quebra, puxar luz para personagens que viviam esquecidos.
Também ajuda a entender a fase atual da editora. A DC vem tratando a Família Superman menos como coadjuvantes soltos e mais como uma linha própria, quase uma mini-franquia dentro do universo do herói.
Se Krypto já ocupava o posto de mascote mais amado desse núcleo, Beppo chega por outro caminho. Menos fofura. Mais caos.

Sem edição brasileira confirmada, mas com barulho imediato entre fãs
No Brasil, a história ainda circula mais como repercussão de continuidade do que como lançamento local. Até aqui, Superman Unlimited #13 não teve edição brasileira confirmada em banca, livraria ou encadernado nacional.
Isso não impede a conversa. Revelação de escala de poder sempre pega rápido entre leitores de HQ, ainda mais quando envolve um nome obscuro resgatado da fase mais excêntrica da DC.
No fim, a notícia não é só que Beppo bate mais forte que Clark. A notícia é que a DC achou um jeito de transformar uma piada de 1959 em peça útil da mitologia atual — e agora fica a dúvida: ele vai continuar como curiosidade divertida ou virou carta séria da Família Superman?