Zack Snyder mexeu num ponto sensível da DC com um gesto simples: repostou uma imagem de Mulher-Maravilha (Wonder Woman) bem quando Supergirl enfrenta debate por bilheteria abaixo do esperado. Parece nostalgia. Mas a leitura em Hollywood e nas redes foi outra.
Resumo rápido
- Zack Snyder repostou cartaz de Mulher-Maravilha nas redes
- Post veio em meio ao debate sobre Supergirl nas bilheterias
- Novo filme da heroína segue em desenvolvimento com roteiro de Ana Nogueira
Foi um post simples. E funcionou.
Snyder destacou o orgulho de ter ajudado a levar a personagem ao cinema. Sem citar Supergirl, sem atacar o novo DCU, sem entrar em guerra aberta. Mesmo assim, a comparação apareceu na hora.
Mulher-Maravilha voltou ao centro da conversa
A imagem compartilhada por Snyder reacendeu uma memória muito específica: a de 2017, quando Mulher-Maravilha virou o grande acerto comercial da DC naquele momento. Não era só um filme bem recebido. Era um raro consenso.
Dirigido por Patty Jenkins e estrelado por Gal Gadot, o longa fechou sua trajetória com cerca de US$ 821 milhões no mundo. Nos Estados Unidos, abriu com algo perto de US$ 103 milhões. Número de blockbuster de verdade.
Também ajudou o fato de o filme ter sido bem recebido pela crítica. A página oficial no Rotten Tomatoes mantém a produção na casa dos 90%, enquanto o Metacritic ficou na faixa dos 70. Não é detalhe. É a régua usada até hoje.
| Ficha | Detalhe |
|---|---|
| Título original | Wonder Woman |
| Direção | Patty Jenkins |
| Elenco principal | Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Robin Wright, David Thewlis |
| Gênero | Ação, aventura, fantasia, super-herói |
| Duração | 2h21 |
| Lançamento | 2017 |
| Bilheteria mundial | Cerca de US$ 821 milhões |
| Abertura nos EUA | Cerca de US$ 103 milhões |
| Rotten Tomatoes | Mais de 90% |
| Metacritic | Faixa dos 70 |
É por isso que o post pegou tão rápido. Quando a DC atual patina para firmar discurso, a lembrança de Mulher-Maravilha vira munição imediata para fãs do SnyderVerse e para quem desconfia do novo plano do estúdio.
Supergirl virou o pano de fundo perfeito
Vale calibrar o tom. Falar em fracasso consumado de Supergirl é exagero para este momento. O que existe hoje é uma combinação de desempenho abaixo do esperado, projeções fracas e preocupação real com o tamanho do estrago.
Mas basta isso para a comparação nascer. A DC tenta vender um recomeço com o novo DCU, enquanto a era Snyder segue sendo chamada para a discussão sempre que um lançamento balança. Não importa se ele fala pouco. Quando fala, a base dele amplifica.
Tem outro detalhe aí. Snyder não escolheu qualquer imagem do passado. Ele puxou justamente a heroína que ainda simboliza um dos maiores acertos da marca no cinema recente. A mensagem não precisa ser explícita para fazer barulho.
O novo filme de Mulher-Maravilha existe, mas ainda está cru
No meio dessa repercussão, o projeto novo de Mulher-Maravilha voltou a circular com força. O filme está em desenvolvimento na DC Studios e tem Ana Nogueira no roteiro. Até aqui, isso é o que está confirmado.
Direção? Ainda não existe nome fechado. Calendário oficial? Também não.
O rumor que roda em bastidores fala em produção só em 2027. Rumor, não anúncio. Mesmo assim, a simples possibilidade de a heroína avançar antes de outros projetos do DCU já mostra uma prioridade clara: a DC sabe que essa personagem continua grande demais para ficar parada.
A escolha de Ana Nogueira também chama atenção. Ela já está ligada a Supergirl, então o estúdio parece apostar na mesma voz criativa para duas peças importantes do tabuleiro. Acertou? Ainda não dá para dizer. O que dá para dizer é que a pressão subiu.
A sombra de Snyder continua muito maior do que a DC gostaria
Tem gente em Hollywood que ainda trata Snyder como capítulo encerrado. As redes desmentem isso toda semana.
Bastou uma postagem nostálgica para ele roubar a pauta de um universo inteiro em reconstrução. James Gunn e Peter Safran comandam a nova fase, mas a conversa pública segue contaminada pela comparação entre eras. E comparação em franquia custa caro.
Quando a lembrança é Mulher-Maravilha, o peso aumenta. O filme de 2017 foi o raro caso em que crítica, público e bilheteria andaram juntos para a DC. Desde então, a marca não conseguiu repetir essa estabilidade com a mesma força.
O que fica para a DC daqui para frente
O post de Snyder não muda cronograma, não aprova roteiro e não define elenco. Só que ele escancara um problema antigo: a DC ainda não conseguiu impedir que o passado dite o tom do presente.
O novo filme de Mulher-Maravilha segue sem diretora, atriz confirmada ou data oficial. E enquanto Supergirl vira teste de resistência para o DCU, bastou uma imagem de 2017 para Snyder controlar a conversa outra vez.