Supergirl fracassa nas bilheterias e pode custar US$ 120 mi à DC

Por 29/06/2026 às 17:13 3 min de leitura Atualizado: 29/06/2026
Supergirl fracassa nas bilheterias e pode custar US$ 120 mi à DC
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O live-action de Supergirl: Woman of Tomorrow teve uma estreia desastrosa nos Estados Unidos, com cerca de US$ 38 milhões no fim de semana de abertura. O resultado ficou abaixo das projeções e pode gerar prejuízo de até US$ 120 milhões à DC Studios.

O número não apenas frustrou as expectativas do estúdio comandado por James Gunn e Peter Safran, como colocou o filme entre as piores estreias recentes da DC. A produção sequer deve alcançar o ponto de equilíbrio nos cinemas.

Pior que The Flash

A comparação é cruel. Supergirl arrecadou menos do que The Flash, que já havia sido tratado como um dos grandes fiascos do antigo DCEU. Ou seja: a nova aposta começou pior do que um filme já considerado fracasso.

A distância para Superman, de James Gunn, também impressiona. A heroína abriu muito abaixo do primo, fazendo cerca de um terço da estreia do Homem de Aço. O contraste expõe o tamanho do desafio do estúdio.

A Variety apurou que analistas estimam um prejuízo de até US$ 120 milhões para a DC Studios. Sem reverter o cenário no boca a boca e nas semanas seguintes, o filme dificilmente cobrirá os custos de produção e marketing.

China abandona o filme

O quadro internacional piorou a situação. A China decidiu remover Supergirl dos cinemas já na semana seguinte à estreia, justamente pela baixa bilheteria. O mercado chinês costuma ser decisivo para grandes produções de Hollywood.

Para completar o vexame, a heroína ficou atrás de Toy Story 5 nas bilheterias do período. A animação da Pixar se aproxima dos US$ 600 milhões globais e dominou as salas enquanto a DC patinava.

A resposta da DC Studios

Diante da repercussão negativa, Peter Safran, co-CEO da DC Studios, quebrou o silêncio. O executivo admitiu estar decepcionado com a estreia, mas fez questão de demonstrar confiança no rumo do estúdio.

Safran reforçou que segue otimista com o planejamento do DCU e com os próximos lançamentos. A mensagem foi clara: um tropeço isolado não muda a estratégia de longo prazo traçada ao lado de James Gunn.

O discurso, porém, contrasta com os números frios. Quando uma produção desse porte sequer atinge o ponto de equilíbrio e ainda é retirada de um mercado importante como o chinês, a pressão por respostas tende a crescer rapidamente.

Ainda assim, o resultado liga um sinal de alerta. Depois do sucesso de Superman, esperava-se que Supergirl ajudasse a consolidar o novo universo. O fracasso recoloca dúvidas sobre o apetite do público pelos heróis da DC nas telonas.

Agora, os olhos se voltam para o que vem a seguir. O desempenho dos próximos filmes e séries dirá se a estreia de Supergirl foi apenas um soluço ou o primeiro sinal de turbulência para o ambicioso DCU.

Pior que Morbius

Os números consolidados pioraram o quadro. Com cerca de US$ 37 milhões na estreia doméstica, Supergirl abriu atrás até de Morbius, um dos fracassos mais lembrados da Sony, comparação que viralizou entre os fãs.

A DC Studios saiu em defesa do filme publicamente, tentando conter o estrago. Mesmo assim, a estreia fraca reacendeu o debate sobre os rumos do DCU de James Gunn logo após o sucesso de Superman.