Gatto, nova animação original da Pixar, saiu do papel com uma ideia que foge do visual mais polido do estúdio: Enrico Casarosa define o filme como a sensação de “entrar em uma pintura de Van Gogh”. E, pelo que já foi confirmado, a estética importa tanto quanto a história do gato preto Nero vagando por Veneza.
Resumo rápido
- Gatto é dirigido por Enrico Casarosa e se passa em Veneza
- Filme estreia em 5 de março de 2027 nos EUA
- Mark Ruffalo e Laurence Fishburne estão no elenco de vozes
A Pixar já brincou com água, luz e textura em Luca e Elementos. Agora, a conversa é outra. Gatto quer parecer menos “CGI perfeito” e mais pintura viva, com textura manual por cima da animação digital.
A Pixar quer um filme que pareça pintado à mão
Essa frase de Casarosa não saiu à toa. Gatto está sendo vendido justamente por esse desvio visual, com composição pictórica e acabamento que lembra tela em movimento, não só imagem renderizada.
É um movimento interessante. A Pixar passou anos refinando o realismo cartunesco, mas o mercado abriu espaço para coisa mais ousada depois de Homem-Aranha no Aranhaverso e Gato de Botas 2: O Último Pedido.
“Entrar em uma pintura de Van Gogh.”
Se Luca parecia verão italiano em aquarela, Gatto aparenta ir por um caminho mais carregado, mais texturizado, quase tátil. Não é exagero dizer que esse pode ser o original mais diferente da Pixar em anos, pelo menos no acabamento visual.
O próprio cenário ajuda. Veneza já tem luz, cor e arquitetura que pedem um filme mais artesanal. Colocar um gato que não sabe nadar no meio desse labirinto aquático é o tipo de premissa simples que rende piada, tensão e imagem bonita ao mesmo tempo.
Nero, Rocco e a confusão felina em Veneza
Na trama, Nero é um gato preto apaixonado por música. Só que ele carrega o peso das superstições locais e ainda precisa sobreviver numa cidade onde cair na água não é exatamente uma opção confortável.
O antagonista felino se chama Rocco, um chefão da máfia dos gatos. Já Maya entra como uma jovem artista de rua. Só por esse trio, dá para sentir o tom: aventura familiar, humor físico e um verniz de drama leve.
| Ficha técnica | Detalhe |
|---|---|
| Título | Gatto |
| Estúdio | Pixar Animation Studios |
| Distribuição | Walt Disney Studios Motion Pictures |
| Direção | Enrico Casarosa |
| Produção | Andrea Warren |
| Gênero | Animação, aventura e comédia dramática |
| Ambientação | Veneza, Itália |
| Protagonista | Nero |
| Antagonista | Rocco |
| Elenco de vozes | Mark Ruffalo e Laurence Fishburne |
| Estreia confirmada | 5 de março de 2027 nos EUA |
A história, sozinha, não parece revolucionária. E tudo bem. O gancho de Gatto está menos no “o que acontece” e mais em “como isso vai ser mostrado”. Em animação, isso faz toda a diferença.
O que esse filme mostra sobre a Pixar agora
Tem um recado industrial aqui. A Pixar sabe que não basta mais vender “novo original do estúdio” como selo automático de evento. O público quer identidade visual clara. Quer bater o olho e entender por que aquele filme existe.
Gatto parece responder exatamente a isso. Em vez de repetir a linguagem clássica da casa, o projeto tenta juntar CGI moderno com textura artesanal. É uma escolha que aproxima o filme de obras como Wolfwalkers e Flow, sem deixar de ser Pixar.
Mas há um risco. Quando o discurso visual cresce demais antes da estreia, o roteiro precisa acompanhar. Senão vira aquele caso clássico de animação linda com história só correta. Bonita, mas esquecível.
Ainda não existem notas consolidadas no Rotten Tomatoes nem no Metacritic porque o filme segue em pré-lançamento. Por enquanto, a conversa gira em torno do conceito e do que a Pixar já exibiu em sua comunicação oficial no site do estúdio.
Quando Gatto chega aos cinemas
A data confirmada hoje é 5 de março de 2027 nos Estados Unidos. O filme, que antes estava marcado para junho, foi adiantado pela Disney. Isso costuma mexer no calendário global, mas a estreia brasileira ainda pode variar por mercado.
No Brasil, o caminho natural é cinema primeiro. Streaming, nem pensar agora. Também não há detalhes públicos sobre dublagem brasileira ou elenco nacional de vozes neste momento.
Para o público daqui, a notícia boa é simples: Gatto já nasceu com personalidade própria, coisa que muita animação grande tenta e não consegue. A dúvida que fica até março de 2027 é outra: a Pixar achou um novo salto visual — ou só um conceito lindo demais para o tamanho da história?