Homem-Aranha: No Aranhaverso
Filme

Homem-Aranha: No Aranhaverso

"O que te faz ser diferente é o que te faz ser Homem-Aranha."

★ 8.4 2018 1h 57m 10 Ação · Animação · Aventura

Miles Morales é um adolescente do Brooklyn que tenta equilibrar a vida no internato exigente, a relação tensa com o pai policial e a admiração pelo tio carismático Aaron. Tudo muda quando ele é mordido por uma aranha radioativa numa…

Onde assistir
Diretor
Bob Persichetti
Elenco
Shameik Moore, Jake Johnson, Hailee Steinfeld
Produção
Columbia Pictures, Lord Miller
Origem
EUA
Título original
Spider-Man: Into the Spider-Verse

Onde Assistir Homem-Aranha: No Aranhaverso no Brasil

Claro video
Claro tv+
Universal+ Amazon Channel

Sinopse

Miles Morales é um adolescente do Brooklyn que tenta equilibrar a vida no internato exigente, a relação tensa com o pai policial e a admiração pelo tio carismático Aaron. Tudo muda quando ele é mordido por uma aranha radioativa numa estação de metrô e descobre, no susto, que já existe um Homem-Aranha protegendo Nova York. Pouco depois, o Rei do Crime ativa um colisor de partículas que rasga o tecido entre universos paralelos e traz para a dimensão de Miles outras cinco versões do herói: Peter B. Parker, Gwen Stacy, Aranha-Noir, Peni Parker e Porco-Aranha. Juntos, esse grupo improvável precisa fechar o portal e encontrar o caminho de volta antes que a realidade entre em colapso, enquanto Miles aprende, na marra, o que significa vestir a máscara.

Análise — Notícias Flix

9.5
de 10

Lançado pela Sony Pictures Animation em 2018 sob a direção do trio Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, com roteiro de Phil Lord e do próprio Rothman, No Aranhaverso parte de uma premissa simples — e se existissem vários Homens-Aranha em vários universos? — para reinventar o que uma animação de super-herói pode ser. A história adota Miles Morales como ponto de entrada e usa o multiverso não como malabarismo de fan service, mas como ferramenta narrativa para falar sobre identidade, herança e o medo de não ser bom o bastante.

O elenco vocal acerta em cada escolha. Shameik Moore entrega um Miles inseguro e luminoso, Jake Johnson dá ao Peter B. Parker uma melancolia engraçada, Hailee Steinfeld constrói uma Gwen firme sem dureza, Nicolas Cage arranca riso a cada fala do Aranha-Noir e John Mulaney faz do Porco-Aranha pura comédia física. Kimiko Glenn fecha o time como Peni Parker. Stan Lee aparece num camafeu póstumo discreto, lançado semanas após sua morte, que ganha peso emocional dentro da própria trama.

A grande revolução, porém, é técnica. O filme combina CGI com pintura à mão, linhas de tinta, pontilhado Ben-Day, halftones e Kirby Krackle, costurando tudo numa estética que parece uma HQ ganhando vida. Os 177 animadores do Sony Imageworks recorrem ainda a frame rates variáveis: Miles começa animado a 12 quadros por segundo e migra para 24 conforme amadurece, traduzindo crescimento em movimento.

O resultado se traduziu em prêmios e bilheteria. Levou o Oscar de Melhor Animação de 2019, o Globo de Ouro, o BAFTA, o Critics Choice e sete Annie Awards, além de faturar US$ 394 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 90 milhões. Mais que números, abriu uma porta estética que a animação ocidental ainda está atravessando.

Pontos fortes

  • Direção visual revolucionária que mistura CGI, 2D pintado à mão e códigos de HQ com coerência absoluta
  • Elenco vocal afiado, com destaque para Shameik Moore, Jake Johnson e Hailee Steinfeld em personagens redondos
  • Roteiro de Lord e Rothman usa o multiverso para falar de identidade e herança, sem virar bagunça

Pontos fracos

  • Primeiro ato corre em ritmo acelerado e pede atenção redobrada para acompanhar a montagem fragmentada
  • Estética com efeito de profundidade dupla pode incomodar quem tem sensibilidade visual nas primeiras cenas
  • Personagens secundários como Peni Parker e Porco-Aranha recebem tempo de tela curto demais
Vale a pena se: Você gosta de animação que ousa visualmente como Klaus, Arcane ou A Nova Aventura de Bob, e quer ver a melhor reinvenção do Homem-Aranha desde os filmes do Sam Raimi nos anos 2000.

Bilheteria

Orçamento
US$ 90 mi
Arrecadação mundial
US$ 395 mi
Retorno
4,4× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Phil Lord
Trilha sonora
Daniel Pemberton
Edição
Matthew Landon
Duração
117 min

Curiosidades sobre Homem-Aranha: No Aranhaverso

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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