Onde Assistir Homem-Aranha: No Aranhaverso no Brasil
Sinopse
Miles Morales é um adolescente do Brooklyn que tenta equilibrar a vida no internato exigente, a relação tensa com o pai policial e a admiração pelo tio carismático Aaron. Tudo muda quando ele é mordido por uma aranha radioativa numa estação de metrô e descobre, no susto, que já existe um Homem-Aranha protegendo Nova York. Pouco depois, o Rei do Crime ativa um colisor de partículas que rasga o tecido entre universos paralelos e traz para a dimensão de Miles outras cinco versões do herói: Peter B. Parker, Gwen Stacy, Aranha-Noir, Peni Parker e Porco-Aranha. Juntos, esse grupo improvável precisa fechar o portal e encontrar o caminho de volta antes que a realidade entre em colapso, enquanto Miles aprende, na marra, o que significa vestir a máscara.
Análise — Notícias Flix
Lançado pela Sony Pictures Animation em 2018 sob a direção do trio Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, com roteiro de Phil Lord e do próprio Rothman, No Aranhaverso parte de uma premissa simples — e se existissem vários Homens-Aranha em vários universos? — para reinventar o que uma animação de super-herói pode ser. A história adota Miles Morales como ponto de entrada e usa o multiverso não como malabarismo de fan service, mas como ferramenta narrativa para falar sobre identidade, herança e o medo de não ser bom o bastante.
O elenco vocal acerta em cada escolha. Shameik Moore entrega um Miles inseguro e luminoso, Jake Johnson dá ao Peter B. Parker uma melancolia engraçada, Hailee Steinfeld constrói uma Gwen firme sem dureza, Nicolas Cage arranca riso a cada fala do Aranha-Noir e John Mulaney faz do Porco-Aranha pura comédia física. Kimiko Glenn fecha o time como Peni Parker. Stan Lee aparece num camafeu póstumo discreto, lançado semanas após sua morte, que ganha peso emocional dentro da própria trama.
A grande revolução, porém, é técnica. O filme combina CGI com pintura à mão, linhas de tinta, pontilhado Ben-Day, halftones e Kirby Krackle, costurando tudo numa estética que parece uma HQ ganhando vida. Os 177 animadores do Sony Imageworks recorrem ainda a frame rates variáveis: Miles começa animado a 12 quadros por segundo e migra para 24 conforme amadurece, traduzindo crescimento em movimento.
O resultado se traduziu em prêmios e bilheteria. Levou o Oscar de Melhor Animação de 2019, o Globo de Ouro, o BAFTA, o Critics Choice e sete Annie Awards, além de faturar US$ 394 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 90 milhões. Mais que números, abriu uma porta estética que a animação ocidental ainda está atravessando.
Pontos fortes
- Direção visual revolucionária que mistura CGI, 2D pintado à mão e códigos de HQ com coerência absoluta
- Elenco vocal afiado, com destaque para Shameik Moore, Jake Johnson e Hailee Steinfeld em personagens redondos
- Roteiro de Lord e Rothman usa o multiverso para falar de identidade e herança, sem virar bagunça
Pontos fracos
- Primeiro ato corre em ritmo acelerado e pede atenção redobrada para acompanhar a montagem fragmentada
- Estética com efeito de profundidade dupla pode incomodar quem tem sensibilidade visual nas primeiras cenas
- Personagens secundários como Peni Parker e Porco-Aranha recebem tempo de tela curto demais
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 90 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 395 mi
- Retorno
- 4,4× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Phil Lord
- Trilha sonora
- Daniel Pemberton
- Edição
- Matthew Landon
- Duração
- 117 min
Curiosidades sobre Homem-Aranha: No Aranhaverso
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Vencedor do Oscar de melhor animação em 2019
No Aranhaverso ganhou o Oscar de melhor animação no 91º Academy Awards (24 de fevereiro de 2019), batendo Os Incríveis 2 (Pixar), Detona Ralph: Quebrando a Internet (Disney), Mirai (Mamoru Hosoda) e Ilha dos Cachorros (Wes Anderson).
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Quebrou sequência de 7 anos de Disney e Pixar
Foi o primeiro filme não-Disney e não-Pixar a vencer a categoria de melhor animação no Oscar desde Rango (2011). Entre 2012 e 2017, Brave, Frozen, Big Hero 6, Divertida Mente, Zootopia e Coco — todos da Disney ou da Pixar — haviam dominado a estatueta.
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Equipe recorde de 177 animadores em Vancouver
No pico da produção, a equipe de animação chegou a 177 profissionais no Sony Pictures Imageworks de Vancouver, no Canadá — a maior equipe já mobilizada pelo estúdio até aquele momento, antes do recorde ser quebrado pela continuação Aranhaverso 2 (2023).
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Animação a 12 fps até Miles dominar os poderes
A equipe técnica criou regra interna: enquanto Miles ainda não dominava os poderes, ele era animado a 12 quadros por segundo (em vez dos 24 padrão). À medida que ganha confiança e domina o uniforme, o personagem passa a ser animado em 24 fps — recurso visual que reforça narrativamente a transformação.
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Stan Lee fez sua última aparição em filme aqui
O cameo de Stan Lee como vendedor da loja de fantasias do Homem-Aranha foi um dos últimos do criador da Marvel — ele faleceu em 12 de novembro de 2018, menos de um mês antes da estreia mundial do filme. A equipe gravou as falas no escritório do próprio Stan, já com sua visão prejudicada.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal