A Morte de Robin Hood (The Death of Robin Hood) saiu das primeiras sessões nos EUA com um recado ruim: C+ no CinemaScore. Para um filme da A24 com Hugh Jackman na frente, isso acende um alerta real — ainda mais quando a crítica ficou mais receptiva que o público.
Resumo rápido
- A Morte de Robin Hood recebeu C+ no CinemaScore
- O filme tem 69% no Rotten Tomatoes
- No Brasil, está em cartaz pela Imagem Filmes
O número não decide sozinho o destino de um lançamento. Mas mexe com a conversa em volta dele. E, no caso aqui, ajuda a explicar por que esse Robin Hood está dividindo tanta gente.
C+ no CinemaScore não mata o filme, mas pesa
O CinemaScore é uma pesquisa feita com o público na saída das sessões nos EUA. Não é nota de crítico. É reação quente, de quem acabou de ver o filme e ainda está digerindo o final.
Dentro dessa régua, C+ é fraco. Não é desastre histórico, claro. Só que também está longe da resposta que um longa com estrela grande e marketing forte gostaria de ter na estreia.
Filme mais autoral costuma sofrer nessa métrica. A24 conhece bem esse jogo. Mesmo assim, quando a nota cai nesse patamar, o sinal costuma ser o mesmo: expectativa e entrega não se encontraram.
| Ficha técnica | Detalhe |
|---|---|
| Título no Brasil | A Morte de Robin Hood |
| Título original | The Death of Robin Hood |
| Direção | Michael Sarnoski |
| Roteiro | Michael Sarnoski |
| Estúdio | A24 |
| Distribuição no Brasil | Imagem Filmes |
| Elenco principal | Hugh Jackman, Jodie Comer, Bill Skarsgård, Murray Bartlett e Noah Jupe |
| Gênero | Drama, aventura sombria, ação e fantasia reimaginada |
| Tom | Adulto, melancólico e revisionista |
| Status no Brasil | Em cartaz nos cinemas |
| Nota do público | C+ no CinemaScore |
| Nota da crítica | 69% no Rotten Tomatoes |
Tem outro detalhe importante. Sem números de bilheteria confirmados, ainda não dá para cravar tombo comercial. O que dá para dizer hoje é mais simples: essa nota pode atrapalhar a sustentação nas próximas semanas.
Esse Robin Hood não quer ser aventura de sábado à tarde
Quem entrar esperando uma releitura tradicional do fora da lei vai estranhar. Michael Sarnoski empurra a lenda para um lugar bem mais pesado, quase crepuscular, com cara de fim de jornada.
No filme, Robin aparece mais velho, ferido e assombrado pelos próprios crimes. Preso por uma mulher misteriosa, ele precisa encarar o passado num registro de culpa, desgaste físico e acerto de contas.
Hugh Jackman faz sentido nessa proposta. Ele já carregou esse tipo de herói quebrado em Logan, e a comparação surge quase sozinha. Aqui, a pegada parece menos superprodução e mais drama de exaustão com espada, lama e sangue.

O elenco em volta reforça essa linha. Jodie Comer entra como presença central no mistério do enredo, Bill Skarsgård vive Little John, e nomes como Murray Bartlett e Noah Jupe ampliam o peso dramático.
Não é pouca coisa. Só que também não é o Robin Hood que muita gente aprendeu a associar a aventura, humor e ação direta. Aí nasce boa parte do ruído.
Crítica comprou mais a ideia do que o público
Até agora, A Morte de Robin Hood está com 69% de aprovação no Rotten Tomatoes, um resultado morno, mas claramente melhor que a reação inicial da plateia. Você pode acompanhar a atualização no site oficial do Rotten Tomatoes.
Esse tipo de divisão não é raro. Crítico tende a entrar mais aberto para releitura sombria, desconstrução de mito e filme que troca catarse por melancolia. Público de sexta à noite, nem sempre.
É quase um erro de embalagem. O nome Robin Hood vende flecha, roubo aos ricos e energia de aventura. O filme, pelo que essa recepção indica, entrega luto, cansaço e um herói em decomposição.
Funciona para todo mundo? Nem de longe.
Também pesa o momento da carreira de Michael Sarnoski. Ele virou um nome observado de perto em Hollywood justamente por buscar tensão, silêncio e dureza dramática. Colocar isso dentro de uma lenda tão conhecida é uma jogada ousada. Comercialmente, ousadia cobra seu preço.

Nos cinemas brasileiros, a aposta é para quem gosta de herói quebrado
No Brasil, A Morte de Robin Hood está em cartaz com distribuição da Imagem Filmes. Até aqui, esse é o lançamento confirmado por aqui, sem anúncio de estreia em streaming.
Quem está pensando no ingresso precisa ajustar a expectativa. Não parece ser um filme para família nem para quem quer ação acelerada do começo ao fim. A conversa é outra.
Se você curte Hugh Jackman em modo ferido, western crepuscular e fantasia adulta, a chance de embarcar é maior. Se a ideia era ver um Robin Hood mais clássico, leve e expansivo, o C+ no CinemaScore talvez não seja acidente — pode ser aviso.
A24 apostou numa lenda famosa filtrada por culpa e decadência. Agora resta ver se o boca a boca derruba de vez esse Robin Hood ou se ele ainda encontra público suficiente nos cinemas brasileiros para virar cult daqui a alguns meses.