A Morte de Robin Hood (The Death of Robin Hood) chegou aos cinemas dos EUA com um número bem ruim para o tamanho de Hugh Jackman: projeção de US$ 2,5 milhões em 3 dias, em 1.762 salas. O recado é claro. Esse Robin Hood sombrio abriu fraco e já entra na conversa como a pior estreia recente do ator desde Caminhos da Memória, em 2021.
Resumo rápido
- Abertura projetada nos EUA é de US$ 2,5 milhões em 3 dias
- Filme estreia em 1.762 cinemas e deve ficar em 9º lugar
- No Brasil, lançamento está marcado para 13/08/2026 pela Imagem Filmes
Pouco? Muito pouco. Ainda mais quando o filme sai com CinemaScore C+, nota que costuma apontar boca a boca fraco logo no primeiro fim de semana.
Um Robin Hood escuro demais para virar evento?
A ideia já nasce complicada. Robin Hood em chave sombria, adulta e melancólica não tem apelo automático de blockbuster. Não é super-herói, não é fantasia escapista e também não vende nostalgia fácil.
Esse tipo de releitura costuma depender de crítica forte e conversa boa depois das primeiras sessões. Quando o público sai morno, a recuperação fica bem mais difícil. C+ no CinemaScore não mata sozinho, mas derruba qualquer esperança de arrancada tardia.
Também pesa o tamanho do lançamento. Estrear em 1.762 cinemas nos EUA não é lançamento minúsculo, mas está longe de um disparo nacional agressivo. Se o interesse inicial já era limitado, faltou escala para compensar.

O que esse começo diz sobre Hugh Jackman
Jackman sempre viveu em dois mundos. De um lado, franquias gigantes como Logan e Deadpool & Wolverine. Do outro, projetos mais adultos e arriscados, como Caminhos da Memória.
A Morte de Robin Hood cai direto nesse segundo grupo. Só que sem o motor comercial de O Rei do Show e sem o peso de evento que empurrou Logan. Nome grande ajuda, claro. Mas não carrega sozinho um drama medieval se o público não compra a proposta.
Vale ajustar a frase que está circulando por aí. Chamar de “pior abertura da carreira em cinco anos” simplifica demais. O retrato mais correto é outro: trata-se da pior abertura recente de Jackman desde Caminhos da Memória, lançado em 2021.
E isso já é ruim o bastante. Principalmente porque Caminhos da Memória virou exemplo de filme caro, estrelado e incapaz de furar a bolha do interesse inicial.
Ficha técnica de A Morte de Robin Hood
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Título original | The Death of Robin Hood |
| Título no Brasil | A Morte de Robin Hood |
| Direção e roteiro | Michael Sarnoski |
| Elenco principal | Hugh Jackman, Jodie Comer, Bill Skarsgård, Murray Bartlett e Noah Jupe |
| Gênero | Drama, aventura sombria |
| Base | Balada inglesa sobre Robin Hood |
| Bilheteria projetada nos EUA | US$ 2,5 milhões em 3 dias |
| Circuito nos EUA | 1.762 cinemas |
| Posição esperada | 9º lugar no fim de semana |
| CinemaScore | C+ |
| Distribuição no Brasil | Imagem Filmes |
| Estreia no Brasil | 13/08/2026 |
Elenco forte, diretor interessante, resultado fraco
O curioso é que o pacote não parece pequeno no papel. Jodie Comer vem de uma fase ótima, Bill Skarsgård sabe vender ameaça na tela, e Michael Sarnoski já mostrou mão firme para tensão e atmosfera.
Então por que não pegou? Porque elenco bom não resolve desalinhamento de expectativa. Quem vai ao cinema por Hugh Jackman muitas vezes espera um filme mais direto, mais pulsante, mais “evento”. A Morte de Robin Hood parece vender introspecção, peso e desgaste.
Não é o tipo de filme que chama multidão por impulso. O público adulto escolhe mais. E, quando escolhe, costuma pedir recomendação antes. Se a primeira leva reage com frieza, o estrago vem rápido.
Robin Hood cansou?
Tem outro fator aí. Robin Hood já foi reinventado muitas vezes, e nem sempre com resultado memorável. O personagem continua famoso, mas isso não significa desejo automático por mais uma versão.
Quando a releitura não oferece um gancho irresistível, a sensação é de repetição. A Morte de Robin Hood tenta fugir do herói aventureiro clássico e puxar para um drama de desgaste. Em tese, é um caminho mais autoral. Na bilheteria, esse tipo de escolha cobra caro.
Basta olhar para outros filmes medievais sombrios do mercado recente. Quase todos dependeram mais de crítica e nicho do que de estreia explosiva. Quando a resposta do público vem abaixo do esperado, o teto comercial aparece na hora.
A Morte de Robin Hood chega ao Brasil em agosto
No Brasil, A Morte de Robin Hood estreia em 13/08/2026, com distribuição da Imagem Filmes. É uma janela quase dois meses depois do lançamento americano, o que significa que o desempenho ruim lá fora já chega junto com o filme.
Por enquanto, o lançamento confirmado é só nos cinemas. Não há plataforma de streaming anunciada para o Brasil. A estratégia de dublagem também não foi fechada publicamente, então a tendência é ver um circuito puxado pelo legendado nas primeiras semanas.
Isso muda a conversa para quem está por aqui. Em vez de correr pela estreia, talvez muita gente espere a reação local ou até a janela digital. Nos EUA, o filme nasceu pequeno. Agora falta saber se Hugh Jackman ainda consegue vender esse Robin Hood sombrio quando a má impressão já veio pronta.