A Morte de Robin Hood (The Death of Robin Hood) apareceu com tudo nas primeiras reações, mas não do jeito mais fácil. O novo filme da A24 com Hugh Jackman troca o herói aventureiro por um fora-da-lei velho, ferido e violento — e a crítica ficou no meio do caminho.
Resumo rápido
- Filme abriu com 67% no Rotten Tomatoes
- Metacritic marcou 63/100 nas primeiras críticas
- Hugh Jackman lidera a releitura sombria da A24
Os números já dizem bastante. Não é rejeição total, mas também passa longe de consenso. Para quem esperava um Robin Hood mais clássico, com capa, flecha e pose heroica, o recado parece claro: aqui a proposta é outra.
Não é o Robin Hood que você conhece
A premissa muda tudo. Em vez do ladrão carismático que rouba dos ricos e vira símbolo popular, A Morte de Robin Hood aposta em um homem envelhecido, machucado e obrigado a encarar o próprio passado.
O tom também desvia da estrada mais óbvia. Sai a aventura leve. Entra fantasia sombria, violência mais seca e um clima de tragédia medieval que lembra mais O Cavaleiro Verde do que qualquer versão recente de Robin Hood.

Isso ajuda a entender a divisão. Parte da imprensa comprou a ideia de desconstruir a lenda. Outra parte viu um filme mais admirável no conceito do que realmente forte na execução.
As notas mostram um filme travado no meio
No momento das primeiras reações, o filme estava com 67% no Rotten Tomatoes e 63/100 no Metacritic. Traduzindo: aprovação morna e recepção crítica claramente polarizada.
Não é pouca coisa. Em filmes de festival ou lançamentos com cara de “prestígio” da A24, muita gente espera estouro imediato. Aqui, o que apareceu foi um cenário mais cauteloso.
Também pesa a expectativa criada pelo elenco. Hugh Jackman puxa o filme como Robin Hood, com Jodie Comer como Sister Brigid, Bill Skarsgård como Edward, Murray Bartlett como The Leper e Noah Jupe como Arthur.
| Ficha técnica | Detalhes |
|---|---|
| Título original | The Death of Robin Hood |
| Título no Brasil | A Morte de Robin Hood |
| Direção | Michael Sarnoski |
| Estúdio | A24 |
| Gênero | Fantasia sombria, drama, ação e aventura adulta |
| Classificação | R nos EUA, com proposta para adultos |
| Elenco principal | Hugh Jackman, Jodie Comer, Bill Skarsgård, Murray Bartlett e Noah Jupe |
| Rotten Tomatoes | 67% |
| Metacritic | 63/100 |
| Situação no Brasil | Sem data de estreia confirmada até agora |
Quer acompanhar essas notas de perto? Elas estão disponíveis no Rotten Tomatoes e no Metacritic.
Michael Sarnoski leva Robin Hood para outro terreno
Esse desvio de rota combina com o diretor. Michael Sarnoski, de Pig e Um Lugar Silencioso: Dia Um, costuma trabalhar melhor quando o material pede dor, silêncio e personagens quebrados.
Por isso, chamar o filme só de “remake” empobrece a conversa. O nome mais justo é reimaginação sombria. A lenda está ali, mas o interesse parece ser menos celebrar Robin Hood e mais desmontar o mito.

Faz sentido. A24 raramente entra num projeto desses para repetir fórmula de estúdio grande. Se o público estiver procurando ação medieval mais acessível, tipo Robin Hood de 2010 ou até a versão estilizada de 2018, pode estranhar bastante.
Mais perto de tragédia medieval do que de aventura
O jeito mais fácil de posicionar o filme é esse: ele parece conversar com O Homem do Norte, O Cavaleiro Verde e O Último Duelo. Menos heroísmo. Mais peso, lama e culpa.
Isso pode ser ótimo para quem gosta de fantasia adulta com cara autoral. Mas também limita o alcance. Robin Hood é um personagem popular justamente porque funciona bem como aventura direta, quase folclórica. Quando você arranca essa camada, sobra um filme mais difícil de vender.
E Hugh Jackman? Ele parece encaixado. Não pela energia de astro de ação puro, e sim pela fadiga do personagem. Um Robin cansado combina mais com esse momento da carreira dele do que uma versão jovem e invencível.

No Brasil, ainda falta o dado que mais importa
Até agora, A Morte de Robin Hood não teve data confirmada para os cinemas brasileiros, nem plataforma definida por aqui. Também não há informação oficial sobre dublagem em português.
Isso pesa, claro. O brasileiro quer saber onde vai assistir e quando. Por enquanto, ainda não dá para cravar nada. O filme segue cercado mais por reação crítica do que por detalhes de lançamento.
Se chegar ao Brasil com o mesmo corte adulto e a mesma proposta pesada, vai atrair um nicho bem específico. Resta saber se esse Robin Hood crepuscular vai ganhar força quando sair do circuito de crítica e encarar o público de verdade.