Como Treinar o Seu Dragão (How to Train Your Dragon) voltou ao centro da conversa com a ideia de retorno aos cinemas em 2027. Só que tem um detalhe importante: a força da franquia é real, mas cravar agora um live-action de Como Treinar o Seu Dragão 2 como fato fechado ainda é apressado.
Resumo rápido
- Franquia deve voltar aos cinemas em 2027 pela DreamWorks e Universal
- Live-action de 2025 fez US$ 636 milhões com orçamento de US$ 150 milhões
- Nada sólido autoriza cravar Como Treinar o Seu Dragão 2 em live-action
O que existe de fato para 2027
Vamos direto ao ponto: o retorno de Como Treinar o Seu Dragão aos cinemas em 2027 faz sentido dentro da estratégia da DreamWorks e da Universal. O live-action de 2025 funcionou muito bem comercialmente e o estúdio não vai largar uma marca desse tamanho.
Mas uma coisa é falar em continuidade da franquia. Outra, bem diferente, é tratar um remake live-action de Como Treinar o Seu Dragão 2 como anúncio oficial consolidado. Pelo que está seguro hoje, 2027 aponta para a volta da marca ao circuito de cinema, não para um título já carimbado absoluta.
Essa diferença importa. Muita matéria mistura expectativa com confirmação, e o leitor acaba saindo com uma informação torta. Aqui, o cenário é mais simples: a franquia está viva, o plano de expansão existe, mas o rótulo exato do próximo filme ainda pede cautela.
Por que essa franquia continua forte
Tem franquia que envelhece mal. Como Treinar o Seu Dragão fez o contrário.
A trilogia animada construiu um vínculo raro entre público e personagens. Hiccup e Banguela não funcionam só como mascotes fofos. Eles carregam amizade, perda, amadurecimento e aquele tipo de fantasia que conversa com criança e adulto ao mesmo tempo.
Os números sustentam isso. O primeiro filme, de 2010, passou de US$ 494 milhões no mundo. O segundo bateu cerca de US$ 621 milhões. O terceiro fechou a trilogia com algo em torno de US$ 540 milhões, mantendo crítica forte e uma despedida que não soou caça-níquel.
Tem mais um pilar aí: John Powell. A trilha virou assinatura da franquia. Pouca série de filmes consegue ser reconhecida em segundos só pela música. Como Treinar o Seu Dragão consegue.
| Filme | Formato | Direção | Rotten Tomatoes | Bilheteria mundial |
|---|---|---|---|---|
| Como Treinar o Seu Dragão | Animação | Dean DeBlois, Chris Sanders | 90%+ | US$ 494 milhões |
| Como Treinar o Seu Dragão 2 | Animação | Dean DeBlois | 90%+ | US$ 621 milhões |
| Como Treinar o Seu Dragão 3 | Animação | Dean DeBlois | 90%+ | US$ 540 milhões |
| Como Treinar o Seu Dragão | Live-action | Dean DeBlois | 79% críticos / 97% público | US$ 636 milhões |
Não tem como ignorar esse histórico. Dentro da DreamWorks, poucas marcas entregam crítica boa, apelo familiar e bilheteria nessa constância. Shrek é gigante. Kung Fu Panda também. Ainda assim, Como Treinar o Seu Dragão ocupa um espaço mais emocional.
O live-action de 2025 não foi só nostalgia
Muita adaptação em live-action vive de memória afetiva e some rápido. Não foi o caso aqui.
O filme de 2025, dirigido por Dean DeBlois e estrelado por Mason Thames como Soluço, fez US$ 636 milhões no mundo com orçamento de US$ 150 milhões. Foi a maior bilheteria da franquia até agora. Esse é o tipo de número que muda o humor de qualquer estúdio.
A recepção também foi curiosa. Entre críticos, ficou com 79% no Rotten Tomatoes. Entre o público, disparou para 97%. Você pode conferir a página oficial no Rotten Tomatoes. Não é unanimidade crítica, mas é aprovação popular em nível altíssimo.
Por que isso pesa? Porque live-action de animação costuma entrar em terreno minado. Boa parte parece xerox cara. Aqui, pelo menos, existiu uma sensação de continuidade criativa, muito por causa da volta de DeBlois e da preservação do coração da história.
Nem tudo foi perfeito. O remake não tem o mesmo frescor da animação de 2010. Só que também não caiu naquele vazio plástico que derrubou vários remakes da Disney. Isso já coloca a franquia num lugar melhor que muita concorrente.
DreamWorks achou sua fantasia mais confiável
Chamar Como Treinar o Seu Dragão de maior franquia de fantasia dos anos 2010 pode gerar debate. Harry Potter ainda projetava sombra, e O Senhor dos Anéis segue como régua de épico. Mesmo assim, dentro da janela da década e olhando regularidade, a tese não é exagerada.
A franquia entregou três filmes animados bem recebidos, um encerramento digno e um live-action que não virou piada de internet. Parece básico, mas em Hollywood isso já é quase milagre.
Na prática, a DreamWorks encontrou uma marca que fala com famílias, jovens adultos e quem cresceu com a trilogia original. Não depende de moda passageira. Depende de personagem bom, mundo visual forte e música que fica na cabeça.
É por isso que 2027 chama atenção mesmo sem título fechado. O mercado lê esse retorno como continuação de uma estratégia que deu certo, não como aposta desesperada.
No Brasil, o nome segue forte mesmo com catálogo bagunçado
Para quem está no Brasil, a situação é aquela velha dança dos catálogos. A franquia Como Treinar o Seu Dragão circula de forma rotativa entre streaming e aluguel digital, sem um endereço fixo permanente confirmado hoje.
O lado bom é que os filmes costumam aparecer por aqui com título localizado e dublagem em português. Isso vale tanto para a trilogia animada quanto para o ciclo mais novo quando entra em janela doméstica.
Se 2027 realmente marcar a próxima ida da franquia aos cinemas, a tendência é lançamento amplo no Brasil, com dublagem e salas premium. Falta o anúncio que separa expectativa de calendário. E essa é a parte que ainda deixa a pergunta no ar: a Universal vai repetir o primeiro remake ou tentar algo maior no segundo voo?