A Netflix oficializou nesta semana a sequência de Under Paris, com Alexandre Aja assumindo a direção que era de Xavier Gens no original. As filmagens já começaram no sul da França e a estreia está programada para 2027. Trata-se da continuação do segundo filme em língua não-inglesa mais visto da história do streamer.
O que muda na sequência
O salto temporal estabelece o pano de fundo. Em primeiro lugar, Under Paris 2 se passa três anos depois do desastre olímpico do triatlo, com Paris ainda submersa após o ataque massivo de tubarões. Em outras palavras, a cidade não voltou ao estado anterior — a água permanece como ameaça constante.
Em paralelo, Sophia (Bérénice Bejo) e Adil (Nassim Lyes) retornam para caçar Lilith, a predadora original que escapou no fim do primeiro filme. Trata-se de mudança importante de tom: enquanto o original era catástrofe coletiva, a sequência foca uma caçada específica dentro do Sena.
Por que Aja substituiu Gens na direção
A troca foi negociada entre os dois cineastas. Por consequência, Xavier Gens permanece como co-roteirista e produtor associado, mantendo continuidade autoral. Em outras palavras, o universo continua dele, mas a câmera passa para um diretor com mais experiência em terror de criaturas.
Em paralelo, Aja chega com bagagem de Crawl, Piranha 3D e Alta Tensão. Trata-se de currículo perfeito para uma sequência que precisa entregar tensão aquática constante. Por isso, o estúdio aceitou o ajuste no roteiro coletivo, agora assinado por Aja, Levasseur, Garcia, Laboury, Gens e Talmone.
Elenco e produção
Voltam ao filme Bérénice Bejo, Nassim Lyes, Guillaume Gouix, Phillippe Bas, Manon Bresch e Anne Marivin. Em paralelo, Vincent Roget assume produção principal. Em outras palavras, o elenco original retorna quase intacto — sinal de que a Netflix quis manter a coesão narrativa que fez o primeiro funcionar.
Em paralelo, as gravações já estão em andamento no sul da França. Por consequência, a janela de pós-produção fica curta para entregar até 2027 — sinal de que o estúdio aposta em estreia rápida para capitalizar o sucesso recente do original. Em resumo, o cronograma é apertado mas viável.
Por que Under Paris virou prioridade
O original acumulou 102 milhões de visualizações em 2024 e ficou como segundo filme em língua não-inglesa mais popular da Netflix. Por isso, a sequência sai de patamar de aposta para projeto consolidado dentro do streamer. Em paralelo, o sucesso confirmou apetite global por terror aquático em produções europeias.
No fim das contas, Under Paris 2 chega como caso interessante de sequência forçada que ganhou direção de luxo. Resta saber se Aja consegue manter o tom catastrófico do primeiro num formato mais focado, ou se a transição vai diluir o que fez o original explodir em audiência.