Hwang Dong-hyuk passou 10 anos com o roteiro rejeitado: 28 curiosidades sobre Round 6

Por Redação Notícias Flix 12/05/2026 às 13:47 16 min de leitura
Hwang Dong-hyuk passou 10 anos com o roteiro rejeitado: 28 curiosidades sobre Round 6
16 min de leitura

Round 6 virou a maior estreia da história da Netflix em setembro de 2021 com 142 milhões de domicílios em 28 dias. Mas o roteiro de Hwang Dong-hyuk dormiu engavetado por dez anos antes disso — rejeitado por todos os estúdios coreanos. Dois recordes globais, seis Emmys e três temporadas depois, a série fechou em 2025 ainda quebrando o próprio teto. Os bastidores valem a maratona.

O que ninguém te contou sobre a maior estreia da história da Netflix

Hwang perdeu seis dentes escrevendo a primeira temporada sozinho, o orçamento de US$ 21,4 milhões gerou impacto financeiro de US$ 891 milhões para a Netflix, Lee Jung-jae foi escalado justamente para destruir a imagem de galã e Jung Ho-yeon nunca tinha atuado antes do teste enviado de Nova York. Em paralelo, cada jogo da arena é brincadeira coreana real e o número 456 esconde lógica matemática que poucos perceberam. As 28 curiosidades a seguir cobrem as três temporadas e o spin-off reality.

1. O roteiro dormiu dez anos numa gaveta antes de virar fenômeno global

Hwang Dong-hyuk escreveu Round 6 lá por 2008 e 2009, em plena ressaca da crise financeira que assombrava sua família. Ofereceu o projeto a estúdios coreanos e ouviu nãos sucessivos — diziam que era grotesco demais, distópico demais, comercial de menos. Foram mais de dez anos engavetado até a Netflix bancar em 2019, transformando o filme original numa série de nove episódios. A maior estreia da história do streaming nasceu de um roteiro que ninguém queria.

2. O criador perdeu seis dentes escrevendo os nove episódios sozinho

Hwang Dong-hyuk assinou roteiro e direção dos nove episódios da primeira temporada inteiramente sozinho — sem sala de roteiristas, sem co-diretor, sem rede de proteção. O custo físico foi brutal: ele passou quase seis meses só nos dois primeiros episódios e, terminada a produção, precisou arrancar seis dentes que se deterioraram pelo estresse. Quando você assiste à maratona em três dias, lembre que cada cena custou literalmente um pedaço da boca do cara.

3. ROI absurdo: US$ 21 milhões viraram quase um bilhão para a Netflix

A primeira temporada custou cerca de US$ 21,4 milhões — orçamento modesto para padrões americanos. A Netflix, em documentos internos vazados, estimou que a série gerou impacto financeiro próximo de US$ 891 milhões. Conta de padaria: cada dólar investido voltou multiplicado por quase quarenta. Hwang, contratado em regime tradicional coreano, não viu nada desse bônus astronômico, o que virou ferida pública e impulsionou a renegociação dos contratos da Temporada 2.

4. Orçamento da segunda temporada quase quadruplicou após o estouro

Aprendendo com a vaca leiteira que foi a T1, a Netflix abriu o cofre para o retorno: estimativas sérias falam em aproximadamente US$ 84 milhões para a Temporada 2, com a Bloomberg confirmando reajuste considerável para elenco e produtores. T2 e T3 foram filmadas back-to-back entre julho de 2023 e junho de 2024 num estúdio em Daejeon, otimizando custo. Lee Jung-jae, antes mal pago, virou um dos atores mais bem remunerados da TV asiática.

5. Hwang quase recusou a sequência: faltava história, sobrava pressão

Depois do fenômeno da T1, o criador admitiu publicamente que pensou seriamente em não voltar. A pressão da Netflix, dos fãs e da própria indústria coreana criou um cerco difícil de respirar. Hwang topou só quando conseguiu mapear o arco final de Gi-hun e estruturar Temporadas 2 e 3 como uma única narrativa cortada em duas. Na entrevista pós-T3 confirmou: encerrou ali porque conseguiu contar tudo o que queria sobre o personagem. Sem ganchos, sem fadiga, sem ordenha forçada.

6. A escadaria rosa é uma homenagem direta ao holandês M. C. Escher

Aquele labirinto vertical em pastel que vira meme assim que aparece tem assinatura europeia. O designer de produção Chae Kyoung-sun confessou que a inspiração veio de Relativity, gravura de 1953 do holandês Maurits Cornelis Escher onde a gravidade simplesmente não existe. A escolha não é estética: o espaço comunica que as regras do mundo real foram suspensas ali dentro. Hwang reforçou o conceito de fita de Möbius — tudo se repete, tudo volta — que atravessa toda a direção de arte da série.

7. Círculo, triângulo e quadrado escondem o nome em coreano

Grupo de pessoas em macacão verde-azul reunidas em ambiente colorido com teto pintado de céu estrelado azul
(Reprodução/Netflix)

As máscaras geométricas dos guardas não são só visual maneiro. Cada forma marca hierarquia: círculo é operário, triângulo é soldado armado, quadrado é gerente. Mas vai além — os três símbolos representam letras do alfabeto coreano (hangul) que soletram Ojingeo Geim, o título original em coreano. Hwang escondeu o nome do show literalmente no rosto dos vilões e poucos perceberam fora da Coreia do Sul. É o tipo de detalhe que recompensa a segunda maratona.

8. As paredes do dormitório mostravam os jogos antes deles começarem

Reassiste à primeira temporada de olho nas paredes do dormitório enorme: à medida que os jogadores morriam e as camas sumiam, pinturas escondidas atrás das estruturas iam aparecendo. Cada quadro retratava um dos jogos seguintes. No episódio 8, com só três beliches em pé, dá para enxergar nitidamente o desenho do jogo da lula que dá nome à série. Foreshadowing de manual, escondido à vista de todo mundo desde o episódio inicial.

9. O grampo de cabelo da boneca Young-hee entrega o jogo final

Young-hee, a menina robô gigante de Luz Vermelha, Luz Verde, parece só uma estátua assustadora. Mas o acessório que ela usa no cabelo carrega os três símbolos do jogo da lula coreano: círculo, triângulo e quadrado, dispostos exatamente como o desenho final no chão. O recado estava ali desde o primeiro episódio, antes da gente saber que squid game era uma brincadeira infantil real, não metáfora. Hwang adora plantar pista visual cinco horas antes do payoff.

10. O número 456 vale mais que o prêmio — é cifra-coringa da franquia

O 456 está em tudo: é o número de Gi-hun, é o total de jogadores por edição, é o valor em wones do prêmio (45,6 bilhões), e — não por acaso — é o tamanho do prêmio do reality em dólares (US$ 4,56 milhões). Hwang Dong-hyuk admitiu que escolheu três algarismos sequenciais por simbolizarem hierarquia infantil de ordem natural: 4, 5, 6. Detalhe extra: somados dão 15, idade comum nas séries colegiais coreanas que retratam o início do bullying — onde, para o diretor, a violência social do adulto coreano nasce.

11. Lee Jung-jae foi escalado para destruir a imagem de galã carismático

Antes de Round 6, Lee Jung-jae era sinônimo de elegância no audiovisual coreano — herói carismático em Sandglass, ator sério em An Affair, modelo de passarela na década de 90. Hwang escolheu ele justamente por isso: queria detonar essa imagem. Gi-hun é desleixado, infantilizado, fracassado financeiro. O risco compensou: em 2022, Lee virou o primeiro asiático e o primeiro intérprete de papel não em inglês a ganhar o Emmy de Melhor Ator em Drama. Marco histórico para a TV mundial.

12. Jung Ho-yeon nunca tinha atuado: o teste foi por vídeo desde Nova York

Modelo de passarela com cabelo ruivo marcante, Jung Ho-yeon estava em Nova York preparando a Fashion Week quando gravou seu primeiro teste de atuação da vida. Era para Round 6. Hwang viu a fita e descreveu a candidata como “selvagem e livre, igual um cavalo indomado”. Escalada como Sae-byeok / Jogadora 067, ela explodiu globalmente, virou embaixadora da Louis Vuitton em 2021 e foi a primeira atriz a vencer um SAG individual por papel em série não falada em inglês.

13. Anupam Tripathi foi à Coreia em 2010 e aprendeu o idioma em dois anos

O Ali Abdul que partiu o coração geral em 2021 não é coreano. Anupam Tripathi nasceu em Nova Délhi, foi para a Coreia do Sul em 2010 com bolsa na Korea National University of Arts e em dois anos já era fluente em coreano. Hwang admitiu que escalou por necessidade — “é difícil achar bons atores estrangeiros na Coreia” — mas o casting deu certo: o Instagram do indiano saltou de 10 mil para mais de 2,5 milhões de seguidores nos dias seguintes à estreia. Pequena história imigrante virou estrela global.

14. Lee Byung-hun, o Front Man, já tinha um currículo Hollywoodiano monstro

Boneca gigante coreana de menina com tranças e vestido laranja em campo aberto sob árvore com jogadores correndo no chão
(Reprodução/Netflix)

Quando aquela máscara preta de bico saiu no finale da T1, o coreano médio reconheceu o ator de cara. Lee Byung-hun é veterano com peso histórico: estreou em Joint Security Area de Park Chan-wook, foi Storm Shadow nos G.I. Joe de 2009 e 2013, encarou Schwarzenegger em Terminator Genisys (2015) e Denzel em The Magnificent Seven (2016). Em 2016 virou o primeiro coreano a entregar um Oscar no Dolby Theatre. Round 6 só formalizou o que já era — ele é a maior estrela coreana viva fora da Coreia.

15. T.O.P do BIGBANG virou polêmica nacional antes mesmo da T2 estrear

A escalação do rapper Choi Seung-hyun (T.O.P, do BIGBANG) como Thanos na Temporada 2 detonou debate ferrenho na Coreia do Sul. O artista carrega condenação por uso de maconha em 2017 — assunto sensibilíssimo num país onde a lei antidrogas é dura e ídolos pop precisam ser imaculados. Hwang Dong-hyuk saiu em defesa, elogiando a entrega séria do rapper ao personagem. A estreia rendeu 68 milhões de views em três dias, batendo Wednesday: a controvérsia não derrubou número.

16. 142 milhões de domicílios em 28 dias: nenhuma série jamais chegou perto

Os números da estreia de 2021 são daqueles que parecem digitação errada. Foram 111 milhões de domicílios no 17º dia, 142 milhões ao completar 28 dias, e 1,65 bilhão de horas assistidas no primeiro mês — quase três vezes o recorde anterior, de Bridgerton (625 milhões). Round 6 ficou em primeiro lugar simultaneamente em 21 países (segundo Hwang) e atropelou todo o ranking interno da Netflix. Até hoje encabeça a lista histórica de séries em inglês ou não.

17. Seis Emmys em 2022: primeira série não-inglesa indicada a Melhor Drama

Na cerimônia de setembro de 2022, Round 6 entrou para os livros: 14 indicações, 6 estatuetas levadas, incluindo Melhor Ator em Drama (Lee Jung-jae) e Melhor Direção em Drama (Hwang Dong-hyuk, primeiro sul-coreano a vencer). Foi também a primeira série não falada em inglês indicada na categoria principal, Best Drama Series. O elenco ainda venceu o SAG de Melhor Performance Coletiva — também inédito para produção em idioma estrangeiro. A Academia americana finalmente abriu a porta de verdade.

18. T2 destronou Wednesday como maior estreia da Netflix em três dias

Lançada em 26 de dezembro de 2024 (presente de Natal atrasado, calculadíssimo), a Temporada 2 chegou a 68 milhões de views nos três primeiros dias, superando os 50,1 milhões de Wednesday em janela equivalente. Ficou em primeiro lugar em 92 países. Crítica dividiu opiniões — Rotten Tomatoes deu 83%, Metacritic só 62 — mas o público correu para ver. Foi a prova de que o fenômeno não era flash-in-the-pan: três anos depois, ainda existia fome global pelo universo de Gi-hun.

19. T3 virou a maior estreia de TV da história da Netflix

A temporada final, lançada em 27 de junho de 2025 com seis episódios, fechou a história de Gi-hun batendo todos os recordes anteriores da plataforma. Foram mais de 60 milhões de views e 368,4 milhões de horas assistidas em três dias, primeiro lugar em 93 países, e total acumulado de 145,8 milhões de views — quarta série mais vista da história da Netflix. Round 6 começou como maior estreia já registrada e terminou três temporadas depois ainda quebrando o próprio teto. Saída de cena consagradora.

20. Cate Blanchett aparece nos últimos segundos como recrutadora americana

O finale absoluto de Round 6 termina com aparição relâmpago de Cate Blanchett: ela é a recrutadora americana convidando alguém para jogar ttakji num beco de Los Angeles. A cena durou poucos segundos, mas pavimentou claramente a expansão internacional do universo — o que abriu caminho para Squid Game: America, projeto de spin-off com David Fincher que iniciaria filmagens em fevereiro de 2026. Australiana ganhadora do Oscar entregando lacre coreano: o crossover que ninguém pediu, mas todo mundo entendeu.

21. Dalgona explodiu no TikTok e quintuplicou vendas em Seul

Guardas em uniformes rosa fluorescente com capuz e máscaras pretas com símbolos geométricos brancos em fila
(Reprodução/Netflix)

O biscoito doce de açúcar caramelizado com bicarbonato que Gi-hun precisa recortar com agulha é uma comida de rua coreana dos anos 1960, chamada dalgona ou ppopgi. Tradicionalmente, quem completava a forma sem quebrar ganhava um segundo de graça do vendedor. Depois da T1, virou trend planetária no TikTok: o desafio de recortar a forma sem rachar bombou. Vendedores em Seul relataram saltar de produção normal para 400 a 500 unidades por dia — algumas barracas multiplicaram a venda por sete ou oito vezes.

22. Hwang se inspirou em mangás japoneses lidos em cafés de Seul

Em entrevista, Hwang Dong-hyuk admitiu sem rodeios: a semente de Round 6 veio de mangás japoneses de sobrevivência que ele devorava nos comic cafés (manhwabang) de Seul durante o período financeiro mais sufocante da vida, lá pelo final dos anos 2000. Battle Royale, de Koushun Takami, e Kaiji, de Nobuyuki Fukumoto, são as influências mais citadas. Round 6 reciclou a estrutura japonesa do jogo mortal e plugou jogos infantis tipicamente coreanos por cima. O resultado virou linguagem própria de exportação.

23. Cada jogo da arena é brincadeira de infância real na Coreia do Sul

Luz Vermelha, Luz Verde; ttakji (o jogo de cartas dobradas); gganbu (bolinhas de gude); cabo de guerra; ojingeo (o jogo da lula). Nada disso foi inventado para a série — são brincadeiras reais com as quais qualquer coreano nascido antes dos anos 2000 cresceu nos pátios de escola e becos de bairro. Hwang Dong-hyuk explicou que escolheu jogos infantis exatamente porque são simples, todo mundo sabe regras, e o contraste entre nostalgia e violência industrial maximiza o desconforto. Genialidade de roteiro disfarçada de simplicidade.

24. Personagens carregam traumas reais da crise do FMI coreana de 1997

O subtexto socioeconômico de Round 6 não é metáfora vaga. A história remete diretamente à crise asiática de 1997, quando a Coreia do Sul recorreu ao FMI e milhões de famílias da classe média viraram pó da noite para o dia. Gi-hun é ex-operário da Ssangyong Motors — empresa real que demitiu em massa em 2009, com greves famosas e suicídios documentados de trabalhadores. Sang-woo é gestor financeiro que quebra a perna em derivativos. Cada jogador carrega cicatriz de uma Coreia que muita gente fora do país não conhece.

25. Squid Game: The Challenge transformou ficção em reality milionário real

Em novembro de 2023, a Netflix lançou Squid Game: The Challenge, reality competitivo gravado em Cardington e Wharf Studios, em Londres, com 456 competidores reais disputando US$ 4,56 milhões — o maior prêmio em dinheiro da história da TV de competição. Mai Whelan venceu a primeira temporada. A produção enfrentou polêmica: participantes relataram Luz Vermelha, Luz Verde durando sete horas com poses estáticas de até trinta minutos. Em 2025 veio a T2, e a T3 (The VIP Challenge) terá oito celebridades.

26. David Fincher topou comandar a versão americana com produção de Hwang

O spin-off em inglês já tem nome e contornos: Squid Game: America, com direção de David Fincher (Se7en, The Social Network, Mindhunter), roteiro de Dennis Kelly e Cate Blanchett confirmada no elenco. Hwang Dong-hyuk assina como produtor junto com Kim Ji-yeon. A produção tem início previsto para fevereiro de 2026 e será desconectada narrativamente da série coreana — elenco e história totalmente novos. Quando perguntado sobre o projeto, Hwang foi cordial: “é delicado comentar, mas eu apoio totalmente”.

27. Round 6 ganhou parque temático físico imersivo em 2024

O fenômeno transbordou para o mundo físico de um jeito que pouca propriedade intelectual contemporânea consegue. A Netflix montou experiência imersiva oficial chamada Squid Game: The Experience em Nova York e outras cidades, onde fãs encaravam versões adaptadas (e sem balas) dos jogos da série. Houve também pop-ups internacionais em Sydney, Madri e Paris. Combine isso com a versão reality e com o spin-off de Fincher e fica claro: Round 6 deixou de ser série da Netflix e virou universo de licenciamento global.

28. O Silenced de 2011 já tinha provado o peso social de Hwang

Antes de Round 6, Hwang Dong-hyuk já havia mexido com a estrutura social da Coreia do Sul. Em 2011, dirigiu Silenced (Dogani), baseado em abusos sexuais reais cometidos contra crianças surdas na Escola Gwangju Inhwa. O filme atraiu 4,7 milhões de espectadores e a comoção foi tamanha que parlamentares aprovaram a chamada “Lei Dogani”, abolindo prescrição para crimes sexuais contra menores. Quem assistiu Round 6 e achou o discurso anti-capitalismo intenso demais não conhecia o histórico ativista do diretor.

Round 6 em números

A escala da franquia em proporção ao orçamento inicial mostra por que ela continua sendo modelo de produção global para a Netflix.

  • US$ 21,4 milhões de orçamento da T1 contra impacto financeiro estimado em US$ 891 milhões para a Netflix
  • 142 milhões de domicílios em 28 dias e 1,65 bilhão de horas assistidas só no primeiro mês da T1
  • 6 Emmys em 2022 incluindo Melhor Ator e Melhor Direção em Drama, com 14 indicações totais
  • 68 milhões de views em 3 dias na T2, derrubando o recorde anterior de Wednesday
  • 145,8 milhões de views acumulados na T3, quarta série mais vista da história da Netflix
  • 3 spin-offs confirmados: reality (3 temporadas), versão americana com Fincher e experiência imersiva global

Gi-hun deixou o jogo em junho de 2025 e Hwang Dong-hyuk encerrou o arco principal sem ganchos, sem promessas vagas. Mas a Netflix não vai deixar o universo morrer: o spin-off de Fincher inicia filmagens em fevereiro de 2026, o reality já tem três temporadas confirmadas e parques temáticos seguem em expansão. Round 6 começou como roteiro rejeitado durante uma década e virou propriedade intelectual mais valiosa da plataforma. Dez anos engavetado, três anos no topo. O cálculo só faz sentido se você for Hwang.