Millie Bobby Brown revelou que testou para viver X-23 em Logan, quando tinha 11 ou 12 anos. O teste de câmera com Hugh Jackman reacende uma curiosidade boa de bastidor: esse filme teria a mesma força sem Dafne Keen?
Resumo rápido
- Millie Bobby Brown testou Laura Kinney com Hugh Jackman aos 11 ou 12 anos
- Dafne Keen ficou com o papel e voltou em Deadpool & Wolverine
- Logan tem 93% no Rotten Tomatoes e está no Disney+
Não foi um teste qualquer. Laura Kinney, a X-23, virou o coração emocional de Logan, filme solo do Wolverine dentro do universo dos X-Men da Fox.
O que Millie Bobby Brown revelou
Durante a divulgação de Enola Holmes 3, Millie Bobby Brown contou à Entertainment Weekly que fez teste para interpretar Laura Kinney em Logan. Ela tinha por volta de 11 ou 12 anos.
O detalhe mais interessante é o parceiro de cena. Brown disse que o teste foi feito com Hugh Jackman, já no clima do filme.
“Havia outra pessoa melhor.”
A fala é curta, mas diz muito. Casting de filme grande funciona assim mesmo: às vezes o nome forte perde para a atriz certa.

Laura Kinney, para quem caiu agora nessa conversa, é uma variação genética de Wolverine criada para ser arma. No cinema, a personagem estreou justamente em Logan, lançado em 2017.
Brown tinha perfil para o papel? Em parte, sim. Ela sempre segurou bem personagens jovens, inteligentes e emocionalmente feridas, o que combina com boa parte da energia de Laura.
Por que Dafne Keen encaixou melhor
Mas Logan pedia outra coisa também. Pedia silêncio, ameaça e uma fisicalidade quase animal.
Dafne Keen entregou isso de um jeito raro. Ela falava pouco, olhava muito e parecia perigosa mesmo parada. Num filme tão seco, isso pesa mais que carisma de estrela infantil.
James Mangold dirigiu Logan como um western crepuscular com cara de filme de estrada. A Laura precisava combinar com esse tom cansado, violento e melancólico. Keen entrou como faca.
Quem revê o longa percebe rápido. A relação entre Logan, Charles Xavier e Laura funciona porque os três parecem carregar o mesmo fim de mundo nas costas.
Não é exagero dizer que essa escalação ajudou a definir a identidade do filme. Tanto que Keen virou a intérprete definitiva da personagem no cinema e retornou em Deadpool & Wolverine, em 2024.
Brown poderia ter feito uma boa versão de Laura? Talvez. A versão de Logan, aquela específica, brutal e contida, parece mesmo ter encontrado a atriz certa.
Ficha técnica de Logan
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Título | Logan |
| Direção | James Mangold |
| Roteiro | James Mangold, Scott Frank e Michael Green |
| Elenco principal | Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook, Stephen Merchant e Richard E. Grant |
| Gênero | Ação, drama, ficção científica e super-herói |
| Duração | 2h17min |
| Estreia | 2017 |
| Distribuição | 20th Century Fox |
| Classificação no Brasil | 16 anos |
| Bilheteria mundial | US$ 619,2 milhões |
| Abertura nos EUA | US$ 88,4 milhões |
| Rotten Tomatoes | 93% da crítica |
| Metacritic | 77/100 |
| Plataforma no Brasil | Disney+ |
| Dublagem em português | Disponível no catálogo brasileiro |
Logan continua grande porque fugiu da fórmula
Logan não foi só mais um filme de herói da Fox. Foi um dos raros casos em que o gênero envelheceu junto com o personagem.
Os números ajudam a lembrar o tamanho disso: US$ 619,2 milhões de bilheteria mundial, 93% de aprovação no Rotten Tomatoes e 77 no Metacritic. Ainda levou indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado.
Na prática, Mangold fez um filme mais triste, mais violento e menos barulhento que o padrão Marvel da época. Hugh Jackman já estava ótimo como Wolverine antes. Aqui, ele ficou definitivo.
Laura também cresceu nesse ambiente. Se a personagem tivesse entrado num longa mais colorido, cheio de piada e fan service, talvez não marcasse tanto.
Por isso a revelação de Millie Bobby Brown chama atenção agora. Não é só fofoca de teste perdido. É um daqueles “quase aconteceu” que fazem o fã imaginar outro filme inteiro.
No Disney+, com dublagem em português
Para quem ficou com vontade de revisitar Logan, o filme está no Disney+ no Brasil, com dublagem em português e opção legendada. São 2h17 de um Wolverine bem distante da fase mais irregular dos X-Men no cinema.
Vale pela curiosidade do casting, mas vale mais ainda pelo filme. Brown seguiu outro caminho e virou rosto de franquia na Netflix. Keen ficou com Laura e, olhando hoje, foi uma daquelas decisões de elenco que o tempo só melhorou.
A notícia mexe com a nostalgia. A próxima pergunta é mais interessante: depois da volta de X-23 em Deadpool & Wolverine, a Marvel vai usar Laura Kinney de novo ou deixar essa porta aberta só para atiçar fã?