Sinopse
Viúva Negra é o filme da Marvel Studios de 2021 dirigido por Cate Shortland, primeira diretora a comandar sozinha um longa do MCU. É também a estreia solo de Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) depois de oito participações como coadjuvante na franquia desde Homem de Ferro 2 (2010), e funciona como prequel — passa-se entre Capitão América: Guerra Civil (2016) e Vingadores: Guerra Infinita (2018).
A história começa com a infância de Natasha em Ohio, EUA, vivendo como falsa filha de uma família de espiões russos disfarçados (David Harbour como Alexei/Guardião Vermelho, Rachel Weisz como Melina, Ever Anderson como a jovem Natasha). Depois da fuga da equipe, as duas irmãs adotivas, Natasha e Yelena Belova (Florence Pugh), são entregues à Sala Vermelha, programa secreto soviético que treinava meninas para serem assassinas.
No presente do filme, Natasha está foragida pós-Civil War quando Yelena entra em contato com novas informações sobre a Sala Vermelha — que, ao contrário do que ambas pensavam, ainda está ativa sob comando do general Dreykov (Ray Winstone). Eric Pearson (Thor: Ragnarok) assina o roteiro final, depois de versões anteriores de Jac Schaeffer (WandaVision) e Ned Benson.
Análise — Notícias Flix
Viúva Negra é o filme que a Marvel devia ter feito sete anos antes — e que, mesmo entregue com atraso, conseguiu deixar herança duradoura no MCU. Scarlett Johansson interpretou Natasha Romanoff por mais de uma década sem nunca ter um filme próprio, e quando finalmente recebeu, foi após o personagem ter morrido em Vingadores: Ultimato (2019). A escolha narrativa de fazer um prequel é o tipo de solução criativa que só funciona quando há urgência — e há. Cate Shortland, diretora australiana de Lore (2012) e Berlin Syndrome (2017), trouxe sensibilidade rara para um blockbuster Marvel.
O filme tem dois núcleos. O primeiro é a Marvel padrão pós-Vingadores: lutas coreografadas, prólogo emocional, vilão que é mais simbólico que ameaçador (Taskmaster, com twist relacionado à filha de Dreykov, foi mal recebido por fãs por descaracterizar o personagem das HQs). O segundo é o que funciona: a relação entre Natasha e Yelena, e o reencontro disfuncional da família-fachada com Alexei e Melina. David Harbour (Stranger Things) entrega comédia física russa de qualidade, e Florence Pugh — que vinha de Adoráveis Mulheres (2019) — estabeleceu-se como sucessora natural do papel: Yelena retornou em Gavião Arqueiro (2021) e em Thunderbolts (2025).
A estreia foi conturbada por outros motivos. A Disney lançou simultaneamente nos cinemas e no Disney+ Premier Access (US$ 30 ou R$ 69,90 no Brasil) em 9 de julho de 2021, ainda em meio à pandemia. Scarlett Johansson processou a Disney em julho daquele ano, alegando que o lançamento dual violava cláusulas contratuais que garantiam bônus por bilheteria — ela reivindicava US$ 50 milhões. O processo foi resolvido amigavelmente em setembro de 2021 com termos não revelados. O caso virou referência jurídica e mudou contratos padrão em Hollywood.
A bilheteria refletiu o cenário pandêmico: US$ 379 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 200 milhões. Para padrão Marvel, modesto — fica abaixo de Capitão Marvel (US$ 1,1 bi) e Doutor Estranho (US$ 678 mi). Hoje, o filme tem 79% no Rotten Tomatoes e é considerado um dos pontos mais sólidos da Fase 4 do MCU, fase amplamente questionada pelo público. Está disponível no Disney+ Brasil sem custo adicional desde outubro de 2021, com dublagem brasileira de Iara Riça (Natasha) e Fernanda Baronne (Yelena).
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 200 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 380 mi
- Retorno
- 1,9× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Eric Pearson
- Fotografia
- Gabriel Beristain
- Trilha sonora
- Lorne Balfe
- Edição
- Matthew Schmidt
- Duração
- 135 min
Curiosidades sobre Viúva Negra
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Primeira diretora solo do MCU em 13 anos
Cate Shortland, australiana, é a primeira mulher a dirigir sozinha um longa-metragem do Universo Cinematográfico Marvel. Anna Boden codirigiu Capitão Marvel (2019) com Ryan Fleck dois anos antes, mas Viúva Negra é a primeira direção solo feminina do estúdio em 13 anos de filmes (desde Homem de Ferro de 2008).
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Adiado três vezes pela pandemia
Originalmente programado para 1º de maio de 2020, foi adiado três vezes durante a pandemia: para novembro de 2020, depois maio de 2021, e finalmente lançado em 9 de julho de 2021. A Disney chegou a anunciar tie-ins de Marvel's Avengers (videogame) para a estreia de maio que precisaram ser remarcados.
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Scarlett Johansson processou a Disney em US$ 50 milhões
Em julho de 2021, Johansson abriu processo contra a Disney alegando que o lançamento simultâneo no Disney+ Premier Access violava o contrato dela, que previa bônus baseados em bilheteria de cinema. Ela reivindicava US$ 50 milhões. O caso foi resolvido em setembro de 2021 com acordo de termos não revelados — virou marco jurídico que mudou contratos de stars em Hollywood.
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Filmado em cinco países antes da pandemia
As filmagens ocorreram entre maio e outubro de 2019, antes da pandemia, em cinco países: Noruega, Inglaterra, Hungria (Budapeste), Marrocos e EUA (Macon, Georgia). 87 dias de filmagem total. A produção foi totalmente concluída antes do lockdown global.
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Florence Pugh roubou o filme — e ganhou continuidade
A atriz inglesa, indicada ao Oscar por Adoráveis Mulheres (2019), foi escalada para Yelena Belova após audição via Zoom. Sua atuação no filme foi tão bem recebida que a Marvel imediatamente integrou Yelena ao MCU: ela apareceu em Gavião Arqueiro (Disney+, 2021), Thunderbolts (2025) e voltará em Vingadores: Doomsday (2026).
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Twist do Taskmaster dividiu a comunidade fã
Nas HQs, Taskmaster é um mercenário homem com a habilidade de copiar movimentos de qualquer lutador. No filme, é revelado como Antonia Dreykov (Olga Kurylenko), filha do general — sob mente controlada. A mudança gerou backlash: fãs de longa data consideraram descaracterização do personagem, e a Marvel comentou em entrevistas que repensaria abordagens futuras a personagens icônicos.
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Prequel ambientado entre Civil War e Guerra Infinita
A linha temporal específica do filme é entre Capitão América: Guerra Civil (2016) e Vingadores: Guerra Infinita (2018), período em que Natasha estava foragida das autoridades americanas. A escolha de prequel foi tomada após a morte do personagem em Vingadores: Ultimato (2019), permitindo o longa solo sem desfazer o arco narrativo do MCU principal.
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Disney+ Brasil sem custo adicional desde outubro de 2021
Após estreia em Premier Access (R$ 69,90 no Brasil) em 9 de julho de 2021, o filme entrou no catálogo regular do Disney+ em 6 de outubro de 2021 — sem custo extra para assinantes. A versão dublada em português brasileiro tem Iara Riça como Natasha (mesma voz desde Homem de Ferro 2) e Fernanda Baronne como Yelena (Florence Pugh).
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal