Onde Assistir Missão: Impossível no Brasil
Sinopse
Missão: Impossível é o filme de espionagem americano de 1996 dirigido por Brian De Palma (Os Intocáveis, Scarface, Carrie a Estranha) e produzido por Tom Cruise — primeira produção sob o selo Cruise/Wagner Productions. Distribuído pela Paramount Pictures em 22 de maio de 1996, é a adaptação cinematográfica da série de TV de espionagem da CBS (1966-1973), com Cruise no papel principal de Ethan Hunt.
A história começa com Ethan Hunt e sua equipe da Force Missão Impossível em uma operação na embaixada americana em Praga para evitar o roubo de uma lista de agentes secretos americanos sob disfarce. A operação dá errado catastroficamente — toda a equipe é morta, incluindo o líder Jim Phelps (Jon Voight, em referência direta ao protagonista da série de TV original) — e Hunt é o único sobrevivente, imediatamente acusado de ser o traidor.
O elenco coadjuvante reúne Jean Reno como Krieger, Ving Rhames como Luther Stickell (que se tornaria o aliado constante de Ethan ao longo da franquia), Emmanuelle Béart como Claire Phelps, Henry Czerny como o supervisor Eugene Kittridge, Vanessa Redgrave como o vilão Max e Kristin Scott Thomas em participação. O roteiro é assinado por Robert Towne e David Koepp, com contribuições de Steven Zaillian.
Análise — Notícias Flix
Missão: Impossível é o filme que estabeleceu uma das franquias de ação mais consistentes da história do cinema americano — e o ponto de virada que transformou Tom Cruise de star de drama romântico (Negócio Arriscado, Top Gun, A Firma) em o astro de ação que ele continua sendo aos 63 anos. Brian De Palma assumiu o projeto com lendária dificuldade: rodou sem roteiro pronto. O diretor tinha as sequências de ação imaginadas (especialmente a cena do cofre da CIA), mas Towne e Koepp foram pressionados a escrever a história em volta delas durante a produção.
A cena do cofre é o coração do filme. De Palma teve a ideia antes de existir trama — Ethan suspenso por cordas elásticas dentro do cofre da CIA em Langley, evitando sensores de pressão no chão e detectores acústicos enquanto rouba a lista de agentes. A sequência é homenagem direta ao filme francês Rififi (1955) de Jules Dassin, citado por De Palma como referência declarada. Foram seis minutos sem trilha sonora, sem diálogo — apenas tensão pura — e definiram a fórmula visual que cada filme da franquia tentaria superar nas três décadas seguintes.
O trabalho musical é outra escolha brilhante. A trilha original de Lalo Schifrin para a série de TV (1966) é icônica — De Palma e Cruise contrataram Larry Mullen Jr. e Adam Clayton, do U2, para criar uma versão modernizada para o filme. Os dois músicos eram fãs declarados da série, mas estavam nervosos de mexer com o tema clássico. Adam Clayton produziu uma versão em Nova York, Mullen outra em Dublin nos finais de semana entre as gravações do U2. A versão final é uma das músicas-tema de filme mais reconhecidas dos anos 90.
O filme arrecadou US$ 457,7 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 80 milhões — terceira maior bilheteria de 1996, atrás apenas de Independence Day e Twister. Originou uma franquia que arrecadou mais de US$ 5 bilhões em oito filmes. Em Missão: Impossível – O Acerto Final (2025, Christopher McQuarrie), Cruise encerrou o arco de Ethan Hunt depois de 29 anos no papel. No Brasil, o filme original está disponível em HBO Max, Paramount+, Star+ e Telecine, com dublagem clássica de Marco Antônio Costa como Ethan Hunt.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 80 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 458 mi
- Retorno
- 5,7× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- David Koepp
- Fotografia
- Stephen H. Burum
- Trilha sonora
- Danny Elfman
- Edição
- Paul Hirsch
- Duração
- 105 min
Curiosidades sobre Missão: Impossível
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De Palma rodou sem roteiro pronto
Brian De Palma começou a pré-produção sem roteiro de filmagem completo. Ele tinha as sequências de ação imaginadas — especialmente a cena do cofre da CIA — mas o roteiro de Robert Towne e David Koepp ainda estava sendo escrito durante as filmagens. Steven Zaillian (vencedor do Oscar por A Lista de Schindler) foi chamado posteriormente para acertar continuidade. O resultado se manteve apesar da produção atribulada.
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Cena do cofre é homenagem ao clássico francês Rififi
A icônica sequência do cofre da CIA em Langley — Ethan suspenso por cordas elásticas, evitando sensores no chão — foi inspirada por De Palma no filme francês Rififi (1955) de Jules Dassin, considerado o protótipo do cinema de heist. Os 6 minutos sem trilha sonora ou diálogo foram pensados especificamente para emular o silêncio absoluto da sequência clássica.
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Larry Mullen Jr. e Adam Clayton (U2) refizeram o tema
O tema clássico de Lalo Schifrin (composto em 1966 para a série de TV) foi adaptado para o filme pelos integrantes do U2 Larry Mullen Jr. (baterista) e Adam Clayton (baixista). Os dois eram fãs declarados da série e ficaram nervosos de mexer com o tema original. Trabalharam separadamente: Clayton em Nova York, Mullen em Dublin entre gravações do U2. O resultado foi um dos temas-tema de filme mais reconhecidos dos anos 90.
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Jon Voight referencia o Jim Phelps original
O líder da equipe IMF morto na cena de Praga, Jim Phelps, é vivido por Jon Voight como referência direta ao Phelps da série de TV original (1966-1973), interpretado por Peter Graves. Graves foi contatado para reprisar o papel mas recusou, considerando que o roteiro do filme transformava seu personagem em vilão. Foi crítico abertamente da decisão narrativa em entrevistas posteriores.
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Tom Cruise estreou como produtor
Foi a primeira produção sob o selo Cruise/Wagner Productions, fundado por Tom Cruise e Paula Wagner. O ator usou o sucesso do projeto para construir poder de produção que mantém até hoje — Missão: Impossível é até hoje o cartão de visitas da carreira de produtor de Cruise, ao lado de Top Gun: Maverick (2022).
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Bilheteria de US$ 457,7 milhões mundiais
Foi a terceira maior bilheteria de 1996, atrás apenas de Independence Day (US$ 817M) e Twister (US$ 494M). Recuperou em três meses o orçamento de US$ 80 milhões e justificou imediatamente a continuação Missão: Impossível 2 (John Woo, 2000). Hoje, a franquia inteira soma mais de US$ 5,7 bilhões em bilheteria mundial em oito filmes.
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Vanessa Redgrave como vilão Max — não creditada
A icônica Vanessa Redgrave (vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Julia em 1978) interpreta Max, a misteriosa traficante de informações que compra a NOC list. Redgrave aceitou o papel apesar de pequeno por amizade com De Palma e por interesse no roteiro. Sua presença foi peça-chave do marketing pré-estreia.
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Disponível em HBO Max, Paramount+, Star+ e Telecine
No Brasil, o filme original (1996) está disponível em quatro plataformas de streaming: HBO Max, Paramount+, Star+ (Disney) e Telecine. A franquia inteira (8 filmes) circula entre essas plataformas e Lionsgate+. Apple TV e Google Play têm para aluguel/compra. O Acerto Final (2025), último da franquia, ainda está no circuito teatral.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal