Onde Assistir Frankenstein no Brasil
Sinopse
Frankenstein é o filme americano de drama gótico e fantasia de 2025 escrito, dirigido e produzido por Guillermo del Toro (A Forma da Água, Labirinto do Fauno, Pinóquio). Distribuído pela Netflix em 7 de novembro de 2025 (lançamento global em streaming após circuito teatral limitado em outubro), é a adaptação que del Toro perseguiu por toda a carreira do romance de mesmo nome publicado por Mary Shelley em 1818.
A história adapta com fidelidade significativa o material original. Victor Frankenstein (Oscar Isaac), cientista brilhante e atormentado, cria uma criatura viva (Jacob Elordi) a partir de partes humanas reanimadas. Horrorizado pelo resultado, ele abandona a criatura — que, com inteligência crescente e dor existencial profunda, persegue o criador em uma vingança que se torna a tragédia central da obra. Mia Goth (X, Pearl) interpreta Elizabeth Lavenza, esposa de Victor e foco emocional do filme.
O elenco coadjuvante traz Felix Kammerer (Nada de Novo no Front, vencedor do Oscar 2023), Lars Mikkelsen (The Witcher), David Bradley (Pinóquio de del Toro, Harry Potter), Christian Convery (Sweet Tooth), Charles Dance (Game of Thrones, Mank) e Christoph Waltz (Bastardos Inglórios, vencedor de dois Oscars). A trilha original é composta por Alexandre Desplat (parceiro de del Toro em A Forma da Água, 2017, e Pinóquio, 2022).
Análise — Notícias Flix
Frankenstein é o sonho de uma vida de Guillermo del Toro entregue com cuidado autoral excepcional. O cineasta mexicano-canadense persegue o material desde os anos 1990 — ele tem dito em entrevistas que o Frankenstein de Shelley foi o livro que mudou sua vida quando ele era adolescente em Guadalajara, e que cada filme dele de monstro (Cronos, A Espinha do Diabo, A Forma da Água) é, de algum modo, paralelo à criatura central do romance. Aos 60 anos, ele finalmente recebeu o orçamento e a liberdade criativa para realizar a adaptação definitiva — financiamento da Netflix em parceria com a produtora dele, Searchlight Pictures.
A aposta narrativa é dupla. Em vez de fazer a criatura como vilão monstruoso (fórmula clássica de Boris Karloff em 1931 sob direção de James Whale), del Toro entrega o monstro como Jacob Elordi — figura humana com cicatrizes visíveis mas beleza essencial, capaz de articulação intelectual depois de aprender a falar. A criatura tem peso emocional comparável ao protagonista; em várias cenas, ela é mais sensível e moralmente correta que Victor Frankenstein. A inversão de simpatia é radical em comparação com adaptações anteriores.
A trilha de Alexandre Desplat é uma das melhores da carreira do compositor francês. Indicado a 13 Oscars (vencedor por Grande Hotel Budapeste e A Forma da Água), Desplat construiu motivos musicais separados para Victor e para a criatura — que vão se sobrepondo ao longo do filme até se fundirem no terceiro ato. A direção de arte é puro del Toro: cores saturadas, profundidade de campo extrema, design de produção que privilegia textura física sobre CGI. O laboratório de Frankenstein foi construído em escala 1:1 em estúdio em Toronto, com aparatos cientificos funcionais.
A recepção foi excepcional: 85% no Rotten Tomatoes, Metacritic 78, vitória em duas categorias técnicas no Festival de Veneza 2025 (onde estreou em competição). Bilheteria teatral foi modesta (US$ 17 milhões mundiais em circuito limitado de outubro), mas o filme se tornou um dos mais assistidos da Netflix em novembro-dezembro de 2025 globalmente. Aposta sólida pra temporada de premiações 2026 — Oscar Isaac, Jacob Elordi e a direção foram apontados como possíveis indicações. Disponível no Netflix Brasil com dublagem brasileira pela Delart.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 120 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 481 mil
- Retorno
- 0,0× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Guillermo del Toro
- Fotografia
- Dan Laustsen
- Trilha sonora
- Alexandre Desplat
- Edição
- Evan Schiff
- Duração
- 149 min
Curiosidades sobre Frankenstein
-
Del Toro persegue Frankenstein desde os anos 1990
Guillermo del Toro tem perseguido a adaptação de Frankenstein de Mary Shelley desde os anos 1990. O cineasta declarou em entrevistas que o livro mudou sua vida quando ele tinha 14 anos em Guadalajara. Cada filme de monstro da carreira dele (Cronos 1993, A Espinha do Diabo 2001, O Labirinto do Fauno 2006, A Forma da Água 2017) é, segundo o próprio diretor, paralelo direto à criatura central de Shelley.
-
Jacob Elordi substituiu Andrew Garfield no papel
Andrew Garfield estava originalmente escalado para o papel da criatura. Devido a conflitos de agenda causados pelas greves SAG-AFTRA de 2023, Garfield saiu da produção em janeiro de 2024. Jacob Elordi (Saltburn, Priscilla) assumiu o papel e contribuiu visão própria — em entrevistas, Elordi declarou que pediu a del Toro para a criatura ser fisicamente bela ao mesmo tempo que monstruosa, refletindo o paradoxo emocional do personagem.
-
Laboratório construído em escala 1:1 em Toronto
O laboratório onde Victor Frankenstein cria a criatura foi construído em escala 1:1 em estúdio em Toronto, Ontário, com aparatos científicos funcionais e maquinários de eletricidade reais (não CGI). Del Toro insistiu em filmar a cena de ressureição em locação prática — escolha que custou US$ 4 milhões só na sequência e exigiu três meses de pré-produção visual.
-
Estreia mundial no Festival de Veneza 2025
Frankenstein estreou em competição oficial no 82º Festival de Cinema de Veneza em 30 de agosto de 2025. Recebeu 12 minutos de aplausos em pé — uma das maiores ovações da edição. Ganhou prêmios técnicos (Maquiagem e Direção de Arte). Del Toro havia ganhado Leão de Ouro em Veneza por A Forma da Água em 2017 — primeira vitória de diretor mexicano na história do festival.
-
Trilha de Alexandre Desplat (13 Oscars indicações)
Alexandre Desplat, compositor francês indicado 13 vezes ao Oscar (vencedor por Grande Hotel Budapeste 2014 e A Forma da Água 2017), assina a trilha original. É a terceira parceria dele com del Toro, depois de A Forma da Água (2017) e Pinóquio (2022). Desplat construiu motivos musicais separados para Victor e para a criatura, que vão se sobrepondo até se fundirem no terceiro ato.
-
85% no Rotten Tomatoes
Recebeu 85% de aprovação entre 374 críticos no Rotten Tomatoes — recepção excepcional para drama de prestígio. Metacritic 78/100 (generally favorable). O consenso destacou que del Toro encontra a humanidade em um dos monstros mais icônicos do cinema, com performance memorável de Jacob Elordi. Foi um dos filmes mais bem recebidos da carreira de del Toro.
-
Estreia teatral limitada antes do Netflix
A Netflix optou por estratégia de janela teatral curta — Frankenstein teve circuito teatral limitado em outubro de 2025 (cerca de 600 salas globais, principalmente nos EUA, Reino Unido e Brasil) antes do lançamento em streaming em 7 de novembro. Foi uma das primeiras vezes que del Toro aceitou estreia direto-em-streaming em um filme de prestígio, motivado pelo financiamento amplo da Netflix.
-
Disponível na Netflix Brasil
No Brasil, Frankenstein está disponível na Netflix desde 7 de novembro de 2025 com dublagem em português brasileiro. Não está em outras plataformas de streaming — é exclusivo Netflix. A dublagem brasileira foi feita pela Delart no Rio de Janeiro com Marco Antônio Costa como Oscar Isaac/Victor Frankenstein e Diogo Aguilar como Jacob Elordi/Criatura.
Datas-chave
-
Lançamento mundial
Elenco principal