Assassinato no Expresso do Oriente
Filme

Assassinato no Expresso do Oriente

"Todos são suspeitos."

★ 6.7 2017 1h 54m 12 Crime · Drama · Mistério

Estambul, 1934. O detetive belga Hercule Poirot (Kenneth Branagh) acaba de resolver mais um caso e busca dias de descanso a caminho de Londres. Embarca no Expresso do Oriente, trem de luxo que cruza a Europa. O coche está lotado…

Onde assistir
Diretor
Kenneth Branagh
Elenco
Kenneth Branagh, Tom Bateman, Michelle Pfeiffer
Produção
The Mark Gordon Company, Genre Films
Origem
EUA
Título original
Murder on the Orient Express

Onde Assistir Assassinato no Expresso do Oriente no Brasil

Sinopse

Estambul, 1934. O detetive belga Hercule Poirot (Kenneth Branagh) acaba de resolver mais um caso e busca dias de descanso a caminho de Londres. Embarca no Expresso do Oriente, trem de luxo que cruza a Europa. O coche está lotado de personagens excêntricos: a americana Caroline Hubbard (Michelle Pfeiffer), o vendedor Edward Ratchett (Johnny Depp), a princesa Dragomiroff (Judi Dench) e outros oito passageiros.

Na primeira noite, o trem atola na neve dos Bálcãs. Na segunda noite, Ratchett é encontrado morto na cabine — apunhalado doze vezes. Sem ninguém poder ter entrado ou saído desde a neve, o assassino é necessariamente um dos passageiros. Poirot aceita o caso. À medida que cada testemunho revela uma pista falsa, ele percebe que o crime tem ligação com tragédia anterior — e que a verdade vai forçá-lo a escolher entre justiça processual e justiça moral.

Dirigido e protagonizado por Kenneth Branagh, com roteiro de Michael Green, adapta o clássico romance de Agatha Christie de 1934. É a quarta adaptação cinematográfica do livro — depois de Sidney Lumet (1974), Carl Schenkel (2001) e da BBC (2010).

Análise — Notícias Flix

7.0
de 10

Assassinato no Expresso do Oriente é um filme cuja maior virtude e maior limitação se resumem em uma única decisão estética: Kenneth Branagh decidiu que o protagonista absoluto seria o bigode dele. A escolha não é gratuita. Branagh produziu o filme, dirigiu o filme, atua no filme — e ainda comprometeu nove meses de pesquisa em design de bigode pra construir o que viria a ser o ornamento facial mais discutido do cinema da década. Agatha Christie, em 1974, criticou que a versão de Sidney Lumet não tinha entregado "o melhor bigode da Inglaterra" como o livro descreve. Branagh tomou aquela crítica ao pé da letra. Dessa vez, o bigode aparece em fotos publicitárias antes do rosto.

A escolha das câmeras é o segundo gesto autoral. Haris Zambarloukos, diretor de fotografia colaborador de Branagh desde Sleuth (2007), insistiu em filmar em 65mm Kodak — formato analógico de altíssima resolução, o mesmo de Era Uma Vez em Hollywood (Tarantino, 2019), que dá ao filme imagem com profundidade que digital não reproduz. O Expresso do Oriente reconstruído nos Longcross Studios (UK) tem cabines reais, viaduto ferroviário próprio, neve de mentira em proporções industriais. Visualmente, é um dos filmes mais bonitos do gênero detetivesco moderno.

O elenco é onde o filme acerta sem precisar pensar. Michelle Pfeiffer entrega Caroline Hubbard com elegância calibrada — papel que prenuncia o que ela faria depois em Maleficent (2014) e French Exit (2020). Johnny Depp como o vilão Ratchett aparece em registro contido raro na carreira pós-Capitão Jack Sparrow. Judi Dench, Derek Jacobi, Willem Dafoe, Josh Gad e Daisy Ridley em participações curtas mas memoráveis. Penélope Cruz e Olivia Colman completam o coro. Cada ator tem 5-10 minutos de tela, mas todos sabem o que estão fazendo.

Onde o filme tropeça é exatamente onde Sidney Lumet tinha acertado em 1974: a centralidade de Poirot. Branagh, por ser produtor-diretor-protagonista, dá ao detetive tempo de tela demais. As reflexões filosóficas sobre justiça e moral que poderiam ser concentradas em duas cenas viram cinco. O ritmo de mistério clássico — em que cada interrogatório precisa avançar a investigação — frequentemente para para que Poirot olhe pela janela e medite sobre o caso. Para fãs de Christie clássica, é demora desnecessária. Para fãs do cinema autoral de Branagh (Hamlet 1996, Belfast 2021), faz sentido.

Faturou US$ 352 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 55 milhões — sucesso comercial robusto que abriu caminho para Morte no Nilo (2022) e Mistério em Veneza (2023), formando trilogia Branagh-Poirot. Para fãs de Agatha Christie e mistério clássico, é programa garantido — apesar das críticas mistas, Metacritic 52, CinemaScore B. Para quem prefere a versão de 1974, segue insubstituível.

Pontos fortes

  • Filmado em 65mm Kodak para imagem de altíssima resolução analógica
  • Elenco internacional de primeira: Michelle Pfeiffer, Judi Dench, Johnny Depp, Willem Dafoe
  • Cenários reais reconstruídos em Longcross Studios — Expresso do Oriente em escala
  • Bigode de Branagh com 9 meses de pesquisa cumpre crítica original de Agatha Christie
  • Sucesso comercial (US$ 352mi sobre US$ 55mi) abriu trilogia Poirot

Pontos fracos

  • Branagh dá a Poirot tempo de tela demais como diretor-produtor-protagonista
  • Reflexões filosóficas sobre justiça e moral atrasam o ritmo do mistério clássico
  • Versão de Sidney Lumet (1974) ainda é referência superior em síntese narrativa
  • Recepção crítica mista: Metacritic 52, CinemaScore B
  • Coadjuvantes com pouco tempo de tela individual em elenco coral grande
Vale a pena se: Você é fã de Agatha Christie e mistérios clássicos no estilo de Glass Onion ou Entre Facas e Segredos, gosta de filmes de elenco coral elegante, e topa adaptação respeitosa do livro de 1934 mesmo que centrada demais no protagonista pela direção de Branagh.

Bilheteria

Orçamento
US$ 55 mi
Arrecadação mundial
US$ 353 mi
Retorno
6,4× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Michael Green
Fotografia
Χάρης Ζαμπαρλούκος
Trilha sonora
Patrick Doyle
Edição
Mick Audsley
Duração
114 min

Curiosidades sobre Assassinato no Expresso do Oriente

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

Galeria

Mais com Kenneth Branagh