Onde Assistir Harry Potter e a Câmara Secreta no Brasil
Sinopse
Um ano após derrotar o Lorde das Trevas em sua primeira passagem por Hogwarts, Harry Potter (Daniel Radcliffe) está de volta à casa dos Dursley em Privet Drive, contando os dias para retornar à escola de magia. Mas algo estranho acontece: o elfo doméstico Dobby aparece no quarto dele, implorando para que Harry não volte para Hogwarts — uma ameaça mortal espreita o castelo.
Resgatado por Rony Weasley (Rupert Grint) num Ford Anglia voador, Harry chega em Hogwarts e descobre que alunos estão sendo petrificados por uma criatura misteriosa. Mensagens em sangue nos corredores anunciam que a Câmara Secreta — supostamente uma lenda — foi aberta, e o herdeiro de Salazar Slytherin caçará nascidos-trouxas. Com Hermione Granger (Emma Watson), Harry investiga e descobre um diário antigo que pertenceu a um aluno chamado Tom Riddle.
Dirigido por Chris Columbus, é o segundo filme da saga adaptada de J.K. Rowling. Lançado pouco depois da morte de Richard Harris (Dumbledore), arrecadou US$ 878 milhões.
Análise — Notícias Flix
Aos 16 anos de saga, Harry Potter e a Câmara Secreta funciona como ponte: ainda guarda o encantamento infantil do primeiro filme — o trio descobrindo Hogwarts, o trem expresso, as aulas de poções — mas começa a flertar com o tom mais sombrio que dominará a franquia a partir do terceiro capítulo. Chris Columbus, dirigindo seu segundo e último Potter antes de passar a batuta para Alfonso Cuarón, mantém a fidelidade ao livro e o ritmo expositivo que conquistou famílias em 2001, mas adiciona elementos visuais que assustam de verdade: aranhas gigantes da Floresta Proibida, o basilisco no clímax, mensagens em sangue pelos corredores.
O elenco infantil amadurece. Daniel Radcliffe consegue transmitir o peso de carregar um destino que ele mesmo não compreende — a sequência onde descobre que pode falar com cobras (a Ofiolíngua, criada pelo linguista Francis Nolan da Universidade de Cambridge) é desconcertante porque o próprio personagem fica desconcertado. Rupert Grint assume mais espaço cômico como Rony, e Emma Watson confirma Hermione como o cérebro do trio. A entrada de Kenneth Branagh como Gilderoy Lockhart é o achado do filme — o professor narcisista, vaidoso, autopromocional, é uma sátira ácida que Branagh interpreta com prazer evidente. Hugh Grant chegou a ser convidado, mas recusou por conflito de agenda.
Tecnicamente, é um salto. Roger Pratt assume a fotografia para dar um tom mais sombrio e menos colorido, e Columbus passa a usar câmeras de mão em algumas cenas — mudança que ele próprio descreveu como nova em sua filmografia. Mais de 950 efeitos visuais foram coordenados por cinco estúdios diferentes (ILM, Mill Film, MPC, Cinesite, Framestore). O filme é também um adeus comovente: Richard Harris, o primeiro Dumbledore, faleceu de Doença de Hodgkin pouco antes da estreia americana — esta é sua última aparição como o diretor de Hogwarts, e o velho mago tem aqui suas cenas mais ternas com Harry, dando peso emocional retroativo a cada frase. O resultado é um filme de transição que ainda funciona — não é o melhor da saga, mas estabelece os tons que farão o terceiro capítulo brilhar.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 100 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 877 mi
- Retorno
- 8,8× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Steve Kloves
- Fotografia
- Roger Pratt
- Trilha sonora
- John Williams
- Edição
- Peter Honess
- Duração
- 161 min
Datas-chave
-
Lançamento mundial
Elenco principal